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EXPEDIÇÃO AO MONTE RORAIMA

EXPEDIÇÃO AO MONTE RORAIMA

Ir ao Monte Roraima, foi mesmo a maior expedição que vivi em minha vida. Tribo Pemon, e seus costumes foram a maior lição de vida.

No dia 06/01/2018, partimos para a maior aventura de nossas vidas: subir o majestoso Monte Roraima. Foram 8 dias muito intensos e que tentei ao máximo relatar alguns destes principais momentos. Uma aventura que agreguei tudo de bom e coisas que não foram legais também, mas que de certa forma colaboraram para meu crescimento quanto ser humano. Relato aqui dia após dia que fará você viajar nas imagens mesmo que em pensamentos.

1 º Dia
Finalmente o início de nossa grande aventura.
Muita expectativa para este dia.
O grupo completo composto por Sophia, Ana Virgínia, Ney, Marina, Felipe, Rafael, Wenderson, Marjori, Fernanda, Juliana, Fábio e Roger Pixixo agora juntos na pousada em Santa Elena de Uarein, situada na Venezuela, divisa com o Brasil.

É importante e obrigatório ter todos os documentos necessários para entrar no país: carteira de identidade atualizada ou passaporte válido e cartão de vacinação internacional ANVISA.
Muito empolgados, começamos a separar nossos equipamentos e preparar as mochilas.
Logo a equipe Venezuelana chega com seus jipes para nos levar ao ponto de partida.
Seguimos por uns 30 km até a aldeia Paraitepuy de onde partiríamos.

Estava muito quente o dia e o Sol prometia castigar.
Chegando à aldeia já fomos apresentados aos carregadores e efetuamos o pagamento diretamente a eles.
Os carregadores são os índios nativos da tribo Pemon da região que se presta a carregar os equipamentos, roupas e alimentos dos turistas durante toda expedição por uma quantia diária.
O local estava cheio de várias equipes que seguiriam naquele dia. Pessoas das mais variadas nacionalidades, brasileiros, venezuelanos, americanos, japoneses, etc.

E necessário antes assinarmos um livro de dados pessoais para que fique registrado cada pessoa que sobe ao Roraima para a certeza do seu retorno.
Fomos apresentados aos nossos guias Richard e Mayerlyn, que nos passaram o roteiro do dia e como procedermos.
Por volta de 13h começamos nossa jornada.
O caminho relativamente fácil, mas algumas subidas fortes e planos. O Monte Roraima já podia ser avistado entre nuvens e nos parecia muito longe.

Chegamos finalmente depois de 12 km ao nosso primeiro destino: o acampamento às margens do Rio Tek. Estávamos cansados, mas não desanimados, afinal tudo era novidade e era apenas o começo.
Nossas barracas já estavam montadas e os pertences na porta. Trocamos de roupa rapidinho e seguimos para nosso primeiro banho nas águas geladas do Rio Tek.
Até que a água não estava tão gelada e o banho nos deu uma revigorada. Esperamos o jantar preparado pela equipe, conversamos bastante e seguimos para as barracas para nossa primeira noite.

As barracas eram divididas em duplas e Fernanda foi minha "amiga de quarto".
Acordamos, tomamos café e seguimos ao nosso segundo dia.
O céu estava estrelado e isso no animou ainda mais.
Vale falar dos terríveis mosquitos que começam a atacar no final do dia, os famosos "puri puri". Muito repelente e citronela são importantes. Você será picado assim mesmo, mas vale tentar amenizar a situação com o uso de repelentes.


2 º dia
Acordamos cedo e partimos para nosso segundo dia de caminhada: 9 km do Rio Tek até o acampamento base.
Nosso primeiro café foi nos servido os famosos bolinhos Donplin. Um bolinho em forma de pastel, de massa mais encorpada e frito. Nele se recheia com geleias, queijos, presunto e cheddar ou ovos. Café, leite, abacaxi. Tudo delicioso e nutritivo.

Hora e juntar nossas coisas, atravessar o Rio Tek e seguir viagem.
Após um km de caminhada, mais um Rio de águas límpidas a atravessar, o rio Kukenan.
Ficamos por ali uma hora para descanso e mergulho. Foi um dos momentos mais agradáveis que tivemos em grupo. Todos muito alegres e relaxados. Ali o espírito de grupo era ainda uma prioridade. Foi relaxante e assim continuamos nossa jornada.
O caminho até à base ainda não era difícil, mas já começaram as subidas longas e com pedregulhos.
Paramos para umas fotos em uma igreja de pedras no caminho.
Sempre olhando à frente, o Roraima cada vez se tornava maior. O gigante estava cada vez mais perto.
Por todo caminho a equipe de carregadores Pemon nos alcançava e passava por nós. Uma coisa incrível ver aqueles pequenos carregando em seus watchare ( tipo de mochilas de palhas) tanto peso. Alguns até 45 kg em um cesto com pouco conforto.
Depois de mais de 7 km subindo, uma pausa para um lanche reforçado.

A equipe sempre nos surpreendendo. Foi-nos servido a melhor melancia do mundo! Um prato de salada, pão tipo sírio, atum e suco foram nos oferecido. Nem acreditei. Aquela refeição nos deu forças para continuarmos a subida até o acampamento base, aos pés do Monte Roraima.

3 º Dia
Chegamos ao equipamento base. Estava bem cheio. Várias equipes como já havia relatado subiram no mesmo dia ao nosso.
Nossas barracas já estavam montadas. Era deixar nossas coisas nela e partir para o banho.
O que não falta pelo caminho são cachoeiras e água para se banhar e beber. A água cada vez se tornava mais fria, mas depois de uma subida longa quase o dia todo, isso não foi problema.

O grupo ainda unido e sempre muito feliz se juntou no mirante para muita conversa e fotos.
Ao longe víamos o caminho percorrido que não podíamos mais alcançar o fim e bem atrás, o "gigante".
Parecia mágico estar ali. Uma emoção tomava conta de todos. Era um fascínio, que podia notar em cada olhar daquele grupo.
E num momento de muita descontração, lá vinha nosso "serviço de bordo" servido pela equipe Pemon: suco com pipoca. Um " lanchinho” para esperarmos o jantar. Isso sempre nos surpreendia. A cada dia meu respeito e admiração cresciam pela equipe que nos acompanhava.
Mais tarde nosso jantar veio até nós: arroz, frango desfiado, banana frita e salada.

Neste momento nosso guia Richard nos chamou para uma reunião para os informes do dia seguinte: seria o dia mais difícil da expedição. 4,5 km de uma subida íngreme, com escalaminhada, trechos molhados, paredão com cachoeira, temperaturas variando e risco de nos molharmos muito. Fiquei bem apreensiva, mas seguiria a meu tempo, dando tudo de mim, afinal era este o propósito.
Fomos dormir cedo e descansar para o outro dia.

4 º DIA - A SUBIDA
Acordamos às 7 h e um café reforçado foi nos oferecido: uma espécie de bolinho de milho chamado Arepa, para rechearmos com queijo, cheddar, presunto, geleias, ovos, café, leite e chá foi o cardápio. Este bolinho é bem consistente e nos deu uma energia extra.

Com as mochilas prontas com apenas o essencial para a subida, partimos.
A subida inicia dentro da mata aonde chega até o paredão. Seguimos com nossos guias Richard e Mayerlyn. Sempre muito atenciosos e falando: pouco a pouco.
Nesta subida não existem trechos planos. Apenas subidas. Subidas estas que necessita mais números de paradas, respiração e descanso.

Ao longo de todo caminho era impossível não se encantar com a vegetação local. Árvores tomadas de musgos nunca vistos que formavam tapetes macios sobre os troncos. Várias espécies de samambaias e plantas diferentes de nossa fauna brasileira. Pássaros nos acompanhavam a todo instante.
Chegamos finalmente frete ao Gigante de pedra. Agora era possível tocá-lo. Olhávamos para cima, mas não avistávamos seu fim.
Continuamos a subida para os momentos mais difíceis.
Nesta hora o grupo se separou. Os mais ligeiros foram na frente e a guia Mayerlyn, preocupada acelerou para não deixa-los atravessar o Vale das Lágrimas sozinhos. O grupo atrás seguiu pouco a pouco dentro de nosso limite. Certa tensão ocorreu nesta hora. Continuamos a subida. Começou a chover e fazer frio. Quanto mais nos aproximávamos do topo o frio apertava.

Vale das Lágrimas: um paredão de pedras, onde a escalaminhada e o recurso e uma cachoeira cai em cima de quem o atravessa. Chegamos lá. O medo tomou conta. Chovia muito e a água caía forte sobre nossas cabeças. O perigo de escorregar era imenso. Pedras rolando do alto poderiam ocorrer. Com muito medo fomos " pouco a pouco" auxiliados por outro guia que estava na hora. Merilym foi para frente conter os mais adiantados e não voltara. Onde estaria Richard?
Ufa, passamos o Vale das Lágrimas. A subida continuava. Tinha mais uma hora de subida. Richard aparece bem atrás de mim. Acabamos de subir juntos.
Chegamos ao topo.
Nossos colegas de grupo já nos esperavam debaixo de uma pequena caverna que se formava. Chovia muito e estávamos muito molhados. Um lanche de pão sírio foi nos oferecido. Eu tremia muito e foi quando não me opus em tirar aquela blusa molhada, coloquei minha blusa de segunda pele e meu anorak. Estava gelada.
Foi quando um episódio nos fez agir rápido: uma moça de outra equipe que subira sozinha se encontrava deitada debaixo de uma pedra. Ela tremia muito e estávamos observando quando as coisas pioraram. Ela começou a se debater e tremer muito de frio quase perdendo a consciência. Estava tendo hipotermia. Mais que rápido todos começaram uma operação de salvamento. Mantas térmicas, fogareiro, troca de roupas dela( estava encharcada), aquecimento dos pés e mãos. Ela quase não respondia aos comandos. Foi bem tenso. Um café quente foi lhe oferecido e aos poucos foi retomando a consciência.

Assim que a equipe dela chegou e estava se recuperando, começamos a seguir até nosso acampamento chamado agora de hotel Sucre. Nosso primeiro acampamento no topo.
Agora num caminho de pedras gigantes e muita água fomos percorrendo até o acampamento.
São grandes lacunas de pedras formando cavernas e aí são montadas as barracas, cozinha e banheiro. Toda nossa estrutura foi sendo armada para nossa acomodação.

Ajeitamos-nos entre uma caverna e outra. Ficamos maravilhados com as formações rochosas no qual estaríamos inseridos por alguns dias. Seriam 4 dias no topo.
O Monte Roraima tem em torno de 31 km2 e 2810 metros de altitude, logo, para se chegar aos pontos de melhor visualização mais caminhadas seriam necessárias.
Nos acomodamos e aos poucos nosso grupo foi fazendo um reconhecimento da área em volta do equipamento: local de banho, água para beber, caminho para se chegar ao equipamento... Coisas assim.
Conversa vem, conversa vai, fomos nos acomodando e descansando do dia puxado que foi a subida.
Um jantar de macarrão com molho de carne moída e alguns legumes nos foi oferecido. Hora de dormir e esperar pelo amanhã

5 ºdia
Começamos o dia cedo com um café delicioso de panquecas de queijo, presunto, geleia e ovos mexidos.
O dia estava lindo, sem nuvens, mas bem frio.
Nossa programação do dia era intenso.
As 8 h partimos em direção ao mirante La Ventana e na volta passaríamos nas jacuzzes de águas cristalinas e geladas para banho.
Seriam 5 h de caminhada em 7 km mais ou menos. Pelo caminho já podíamos notar as maravilhas das formações rochosas que davam formas diferentes a cavernas, quedas d'água. Difícil não se encantar. A vegetação de bromélias, flores típicas, resistentes às baixas temperaturas e unidade intensa. Fizemos uma caminhada de passeio e tranquilidade. Hoje era pura curtição.

Chegando ao mirante, foi puro deslumbramento. Estávamos frente aquele paredão, tão próximo e incrível. Tiramos muitas fotos, estas até um pouco desafiadoras pela proximidade do penhasco.

De volta ao acampamento, passamos nas jacuzzes de águas cristalinas e frias. Não resistimos ao banho. Estava muito frio, mas a vontade de tomar banho naquelas águas era maior. Retornamos ao acampamento as 2 h e o almoço já nos esperava. Cardápio: macarrão com molho de carne e bacon com salada de tomate e pepino.

A programação da tarde seria subir até o ponto mais alto do Roraima, 2831 m: O topo do Maverik. Este fica a 20 minutos de caminhada do acampamento, mas como o tempo sempre instável, era preciso esperar as condições de subida.
Fomos descansar e esperar.

Ás 17 h o tempo melhorou e foi hora de partirmos rapidamente antes de escurecer.
Ao chegar ao topo, mais surpresas. A neblina que se formava desapareceu por minutos, estes suficientes para que pudéssemos tirar muitas fotos do local e visualizar como estávamos altos. Só posso dizer que foi incrível.

Descemos rapidamente, pois a noite já chegava. O acampamento estava bem ali, mas não tão perto. Chegamos à noite e o jantar já nos esperava.
Cardápio: sopa de legumes.
Fomos dormir e preparar nossas coisas para o dia seguinte.

A programação do dia seguinte era que iríamos para o acampamento do Quati de onde chegaríamos ao ponto tríplice e a Proa, ponto do Brasil no Monte Roraima, mas uma informação chegou a nosso guia Richard que o local estava superlotado e não teria vagas para nossas barracas. Sendo assim, em unanimidade resolvemos ficar acampados onde estávamos e não correr o risco. Ficar fora do Quati ( uma espécie de caverna que abriga da chuva e vento) era impossível resistir ao frio e alagamentos no caso de chuva forte. E assim outra programação foi proposta.

6º dia
Programação do dia seria diferente para o grupo já que ficaríamos no mesmo acampamento.
Um grupo optou por seguir às 5h da manhã para a proa num total de 29 km, enquanto o outro grupo seguiria para o ponto tríplice num total de 17 km. Seria um dia bem pesado para ambos, mas com certeza seria maravilhoso.
E assim o grupo de Wenderson, Fábio, Marjoli, Juliana e Rafael partiram às 5h da manhã e o grupo de Sophia, Fernanda, Pixixo, Felipe, Marina, seguiram às 7h. Ana e Ney preferiram ficar apreciando as belezas perto do hotel mesmo e descansar um pouco.
O tempo totalmente nublado e fazendo muito frio seguimos com nossa guia Mayerlyn ao nosso destino.

O caminho é constituído de muitas pedras grandes que o tempo todo se faz necessário pular de uma pedra para outra. Subidas e descidas que requerem muito esforço físico.
Muitas poças d'água e pequenas enxurradas.
A paisagem era magnífica! A cada km nos maravilharmos com as montanhas de pedras de formações únicas. Parecia que estávamos em um cenário de filme cientifico ou em um planeta diferente.
Com um frio intenso e muita chuva chegamos ao ponto tríplice( união da Venezuela/Brasil/Guiana). Tiramos algumas fotos rapidinhas e seguimos ao ponto de encontro com o restante do grupo. Passamos antes pelo poço de uma caverna maravilhosa que nos encantou. Como chovia muito nos abrigamos debaixo de umas rochas. Como estava muito frio, resolvemos seguir para o local do almoço. Sim, almoço. A equipe de apoio leva nosso almoço onde estivermos. Estávamos a mais ou menos 10 km do hotel e eis que chega o cozinheiro com nosso macarrão ao molho de frango com creme de leite. Estávamos famintos e aquele almoço nos deu forças para continuarmos.
Diante de tanta chuva e frio, resolvemos seguir e não esperar o restante do grupo, na certeza que eles nos alcançaria.
Depois de poucos minutos o grupo já estava junto novamente. A chuva formava grandes enxurradas e éramos obrigados a atravessar cachoeiras que se formavam por todo o caminho. Muito molhados e com frio chegamos finalmente ao hotel por volta das 17h30min. Trocamos rápido nossas roupas molhadas.
Um delicioso chocolate quente e pipoca nos foi oferecido para aquecermos e esperar o jantar que já estava sendo preparado.
Jantamos e fomos dormir. Foi oferecido arroz ao molho de calabresa. Foi uma noite muito fria e demorei muito a me aquecer. Usei uma manta térmica dentro no saco de dormir e nos pés, foi assim que consegui dormir.

7º dia
Este dia seria para fazermos mais alguns passeios pela região, mas em decisão unânime do grupo, resolvemos descer o Roraima.
O café foi servido às 07h30min h e após, começamos arrumar nossas coisas pra a grande descida.
Antes de seguirmos passamos por um mirante para mais umas fotos.
O dia amanheceu com o céu muito azul e o Sol estava muito gostoso.

Depois de algumas fotinhas começamos a descida. A parte mais tensa seria atravessar o vale das Lágrimas. Uma cachoeira onde suas águas caem sobre uma trilha muito íngreme. Muito tenso mesmo. Com muito cuidado seguimos bem devagar.
Infelizmente num pequeno descuido cheguei a cair, o que me resultou em roxos nas pernas e joelhos. Mais um susto mesmo.
O grupo seguiu com cuidado por toda descida. As belezas da flora local nos encantava. A programação seria descermos até o acampamento da base, onde seria servido almoço. Seguimos após o almoço para o acampamento as margens do Rio Kukenan.
À medida que descíamos para o acampamento, o Roraima ficava menor e consequentemente mais distante. Olhávamos para trás e nos surpreendíamos com tamanha façanha de termos subido naquele gigante de pedras que mais parecia um planeta à parte. Com certeza aquelas imagens jamais sairiam de nossas mentes.
Chegamos ao acampamento Kukenan e seguimos rapidamente para o rio tomar banho. A água estava gelada, mas como nem ligávamos mais para os banhos frios, só o que nos importava era nos limpar.

Foi nos servido um lanche e mais à noite, nosso último jantar com a equipe indígena Pemon.
Hora de dar boa noite para descansarmos para nosso último dia de trilha.

8 ºDia
Acordamos por volta das 7h, tomamos um café caprichado e seguimos para nosso último dia de caminhada.

Deste acampamento até a aldeia Paraitepuy seriam 12 km. O dia estava lindo. O céu muito azul e o Sol prometia castigar.
Nosso primeiro desafio foi atravessar o rio Kukenan. Um rio de águas agitadas e com muitas pedras exigindo muito cuidado e atenção.
A um km dali chegamos ao acampamento do Rio Tek, outro que atravessamos sem problema.
A todo instante olhávamos para trás dando adeus ao Monte Roraima que se tornava cada vez mais distante.
O caminho é marcado de vários riachos que nos abastecia de água.
No último rio, quase chegando à aldeia Paraitupy, não resisti e entrei de roupa e tudo dentro daquelas águas frias, dando mais forças para concluirmos nossa jornada. Foi como uma despedida das águas do Roraima.

Chegamos à aldeia por volta das 13 h, o Sol estava muito forte e fomos recebidos pela equipe Eco Aventura Tours com muita cerveja gelada e refrigerante.

A alegria de ter chegado e cumprido nossa jornada com sucesso foi tamanha. Todos muito felizes e cansados fomos nos despedindo de toda equipe da tribo Pemon: os carregadores, cozinheiros e apoiadores.
Tiramos muitas fotos e presentes foram oferecidos a eles: cobertas, capas de chuvas, roupas, objetos pessoais, isolantes, alimentos e até mesmo dinheiro. Qualquer coisa é muito bem vindo a eles.
Novamente olhando para trás, o Monte Roraima parecia pequeno e distante. Um dia antes estávamos no seu topo.

Uma emoção enorme tomou conta de todos pelo sucesso da expedição.
Hora de seguirmos para uma pequena cidade da Venezuela chamada San Francisco, onde um almoço de despedida nos seria oferecido.
Almoçamos e seguimos para uma visita rápida pela aldeia indígena para a compra de alguns objetos do artesanato local.
Finalmente seguimos para a pousada em Santa Elena para um descanso merecido.
Foram 7 dias inesquecíveis para toda equipe e nosso grupo. Uma aventura que jamais esqueceremos.
Percorremos nestes dias em torno de 80 km, com as mais variadas condições climáticas, alterações no relevo, altitude, umidade, temperatura, onde a força física, resistência aos banhos gelados, tolerância e paciência foram testados a cada minuto pelos integrantes do grupo. Um teste de sobrevivência pôs em prova o quanto somos capazes da convivência em grupo.
Desta expedição tiro vários aprendizados: Resistência física é essencial para te levar ao Monte Roraima, mas o amor e a tolerância ao próximo podem te levar ao infinito.
Foi uma experiência única que testou vários sentimentos, dores físicas foram as de menos.
Primeiramente agradeço a Deus por ter estado ao meu lado cada instante e me dado forças nas horas que eu achava que ela não mais existiam. Me protegido das mais variadas condições climáticas, me dando saúde para enfrentá-las e chegar ao ponto de partida sem maiores problemas.
Aos guias Richard e Mayerlyn por nos conduzirem com muita experiência, paciência e segurança a todo instante e nos momentos mais difíceis. Que Deus os proteja nesta profissão que desafia a todo instante suas vidas.

À equipe indígena Pemon que com seus costumes timidamente nos mostrou como são parceiros, humanos e de uma simplicidade absurda.

A cada membro deste grupo que se formou há seis meses atrás e sonhou com estes momentos, quero deixar humilde obrigado por cada momento vivido juntos e que foi importante para que a expedição fosse um sucesso.

Meus agradecimentos carinhosos à Ana Virgínia, Ney, Rafael, Felipe e Marina que nos proporcionaram momentos únicos juntos nestes dias maravilhosos. Vocês agora fazem parte da minha história.

A toda minha família e amigos que me apoiaram e entenderam o quanto este sonho era importante para mim me ajudando de alguma forma e respeitando meu momento.
A meu pai que em sonho me incentivou para que eu não desistisse quando estava na dúvida se deveria seguir nesta expedição.
À equipe de organização que nos atendeu em toda expedição. Ela fez a diferença a cada dia percorrido. Vocês brilharam do início ao fim!


O MONTE RORAIMA FICOU PARA TRÁS, MAS OS MOMENTOS VIVIDOS PERMANECERÃO ETERNAMENTE EM NOSSOS CORAÇÕES!

Sophia Grossmann
Sophia Grossmann

Published on 07/24/2018 22:05

Performed on 07/24/2018

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Marcelo A Ferreira
Marcelo A Ferreira 08/27/2018 11:10

parabéns pelo relato Sophia. Pretendo ir pra lá ano que vem. Adorei.

Sophia Grossmann

Sophia Grossmann

Belo Horizonte

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Amante da natureza, trilhas e corridas trail run. Trilhar me faz uma pessoa melhor a cada aventura. Comecei a trilhar a 6 anos e não parei mais. Criei um blog onde relato todas.

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