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Trolltunga - Trekking na Noruega

Trolltunga - Trekking na Noruega

O Trolltunga é desses lugares que a gente vê a foto e pensa que é montagem. Como estávamos na Escandinávia, fomos conferir

Trekking Mountaineering

O desejo de conhecer o Trolltunga veio do nada. Com o casamento de um casal de amigos na Suécia, começamos a pesquisar o que fazer outdoor na Escandinávia. Sinceramente, a secura e a saudade do snowboard já direcionavam essa busca, mas para conseguir ir pra neve no final de agosto a logística seria punk. Foi quando a Bia encontrou o Trolltunga e Kjeragbolten.

O Trolltunga, na tradução literal Língua de Troll é uma pedra que tem o formato parecido com o de uma língua, se estendendo sobre um fiorde muito bonito. Está localizado numa área com baixíssima densidade demografica e sem cidades por perto. O que garante aquela vibe boa de montanha.

A melhor opção para chegar lá é de carro. Aliás, analisando os valores da Noruega, a infraestrutura das estradas e a quantidade de camping e lugares para acampar, concluímos que alugar um carro era o melhor custo benefício.

Seguimos de carro para Odda de lá para Tyssedal. Em Tyssedal basta seguir pela rodovia 13 prestando atenção nas placas que indiquem Skjeggedal, quando fará uma curva para direita e iniciará uma estreita e íngreme subida. São mais ou menos 7 km de distância até encontrar a área de estacionamento.

No estacionamento existe uma máquina pública onde deverá ser realizado o pagamento para deixar o carro ali. Nesse espaço também estão as ótimas instalações de banheiro, onde é possível pegar água potável, quente ou fria.

Observando à esquerda (de quem chega) está um velho funicular. É ali o início da trilha. O funicular não está em atividade, porém algumas ripas de madeira presas aos batentes do trilho formam uma longa escada que conduz para o alto da montanha. Outra opção é uma trilha que começa à direita do trilho do trem. Apesar de percorrer o dobro da distância de quem decide ir pela “escadaria” é menos desgastante.

Terminada a subida você chegará numa região de casas. A partir desse ponto placas indicam a direção do trolltunga.

Outros indicativos do caminho são os tradicionais totens presente em diversas regiões de travessias e a letra “T” pintada de vermelho nas rochas. Superados os 4 quilômetros iniciais, que tem uma variação vertical de aproximadamente 800m, a trilha fica bem tranquila. Praticamente plana e com um visual espetacular permitindo diversas fotografias de landscape. A cada Km uma placa indica a distância do estacionamento e a distância do trolltunga.

É uma caminhada tranquila, ora passando por lajes de pedra, ora por trilhas de terra batida. Cruzamos com diversas pessoas que faziam o caminho inverso, descendo. Não há necessidade de guias. Na verdade é bem difícil se perder por ali. O caminho vai margeando o fjorde. Após algumas horas de caminhada e a cerca de 1,5 km de distância da famosa pedra encontramos um local ideal para o camping. Ali mesmo armamos nossas barracas num grande platô gramado, às margens de um laguinho, protegido do vento por um paredão rochoso.

Já era próximo ao fim do dia quando chegamos, assim, corremos para poder observar um pouco o nosso destino antes do entardecer. Foi uma boa solução para evitar a galera. Pudemos admirar aquele visual incrível no fim da primeira jornada, praticamente sozinhos. O silêncio, o cheiro de mato com o vento típico das montanhas tornava aquele momento quase que poético. Voltamos para as proximidades das barracas e fizemos um delicioso jantar, típico de acampamento. Fogareiros e panelinhas, massa e marshmallow.

Admiramos a lua que surgia, as montanhas com algumas áreas de neve e a vibe que só esse tipo de atividade tem.

Existem algumas excurssões que visitam o Trolltunga. Para evitá-las acordamos bem cedo e caminhamos até as pedras para mais algumas fotos. Apesar do mau tempo não ajudar muito conseguimos fazer algumas fotos maneirinhas.

Para um ângulo mais legal, o fotográfo precisa desescalar um trecho de cerca de 10 metros numa espécie de diedro. Bem simples mas exposto.

Chegamos a pegar alguma coisa de chuvisco mas dessa vez não rolou nenhum perrengue.

O aconselhado é realizar essa trip entre julho e setembro. Nos demais períodos existe muita neve no caminho. Como não fomos, só estamos repassando dica que recebemos.

Na subida, segui o caminho da trilha, porém para descer fui pelo caminho do funicular.

O tracklog dessa aventura está no GPS que eu usei na epóca. Peguei um que parece bastante com o que fizemos e estou compartilhando aqui.

A quem for pra Noruega, divirta-se muito. Aquele lugar é incrível!

À todos, abraços e bons ventos!

Saiba mais sobre essa trip pela Noruega no Sua Casa é o Mundo.

5
Drefahllucas
Drefahllucas 01/16/2017 13:15

QUE LUGAR INCRÍVEL, FOTOS MUITO BOAS. TERRA DOS VIKINGS

Edinho-Sua Casa É O Mundo
Edinho-Sua Casa É O Mundo 01/16/2017 14:49

Gratidão amigo. Lá é sensacional mesmo!

Drefahllucas
Drefahllucas 01/16/2017 16:33

Ahahah isso aí Ironman 🏊🚴🏃

Renan Cavichi
Renan Cavichi 01/17/2017 18:14

Caraca, já vi umas 5 vezes as fotos e toda hora que entro na timeline entro pra dar mais uma olhada de novo! rsrs Incrível como disse o Drefahllucas!

Edinho-Sua Casa É O Mundo
Edinho-Sua Casa É O Mundo 01/19/2017 17:17

Hahahaha! Valeu Renan!

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Criador do Sua Casa é o Mundo. Apaixonado por viagens, atividades ao ar livre e esportes de aventura. Acredita que sonhar é importante e realizar sonhos é fundamental.

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