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Tem Trilha 17/07/2025 11:22
    Volta do Gargalheiras: Trekking Seis Cumes da Cordilheira

    Volta do Gargalheiras: Trekking Seis Cumes da Cordilheira

    Circuito realizando a volta completa ao redor do açude Gargalheiras, subindo os seis cumes das cordilheiras de Acari-RN

    Trekking

    A Volta do Gargalheiras: Circuito dos Seis Cumes da Cordilheira

    ATENÇÃO: Leia as observações no final

    PRELÚDIO

    Fazer a volta pelo açude Gargalheiras foi, por muito tempo, um desejo antigo. Tudo começou em 2022, após meu primeiro trekking na região: um circuito de três dias passando pelas serras do Pai Pedro, das Cruzes e do Minador.

    Até então, essa havia sido minha segunda experiência de trekking na caatinga. Depois disso, voltei fascinado com o lugar — um cenário espetacular, com trilhas que sobem e descem serras em meio à paisagem única da caatinga.

    Com o passar do tempo e depois pesquisando mais sobre a região, descobri que havia outras trilhas para alcançar os picos das serras ao redor, como a Pancada dos Ventos e a Serra da Lagoa Seca.

    Após algumas análises, foi então que percebi a possibilidade de dar a volta no açude, conectando os principais cumes que o cercam: o Pico da Serra do Minador, o Pico da Serra Pancada dos Ventos, o Pico da Serra da Lagoa Seca (também conhecida como Serra da TeleRN), o Pico da Serra do Pai Pedro, o Pico da Serra das Cambucás e, por fim, o Pico da Serra das Cruzes.

    A ideia da trilha era criar um circuito ao redor do açude, passando pelos pontos mais altos das serras próximas. Além disso, o percurso de descida deveria ser por uma trilha diferente da subida, buscando repetir o mínimo possível do caminho. Assim, a experiência do trekking se tornaria ainda mais rica. Seria, sem dúvida, uma grande aventura.

    A concretização dessa trilha só se tornou realidade em junho de 2025. Neste relato, compartilho como foi a experiência — além de algumas dicas para quem quiser repetir o percurso.

    INFORMAÇÕES

    • Tipo: Trekking autossuficiente, com criação do percurso e navegação realizados por conta própria;
    • Distância total: 35 Km;
    • Ganho de elevação: 1700 m;
    • Dias: 4 dias;
    • Época: É possível fazer em qualquer período do ano. Entretanto, a melhor época em termos de temperaturas mais amenas é entre os meses de junho a agosto;
    • Data: 20 a 23 de junho de 2025;
    • Tracklog: Wikiloc;

    COMO CHEGAR

    Situada no sertão norte-rio-grandense, na região do Seridó, a cidade de Acari vem ganhando cada vez mais destaque no cenário do turismo de aventura.

    Fundada em 1737, Acari foi emancipada a partir do município de Caicó, sendo reconhecida como a segunda cidade mais antiga do sertão potiguar.

    Inicialmente estabelecida com base na criação de gado e, mais tarde, impulsionada pela agricultura do algodão, a cidade vê no turismo uma nova e promissora atividade econômica para impulsionar seu desenvolvimento.

    Distante aproximadamente 215 km da capital Natal, Acari pode ser acessada de carro principalmente pela BR-226, passando por cidades como Santa Cruz e Currais Novos.

    Para quem está a pé ou prefere o transporte coletivo, também é possível chegar à cidade de ônibus. Na rodoviária de Natal, a Viação Jardinense oferece rotas diretas para Acari em diversos horários ao longo da semana, facilitando o deslocamento para visitantes e moradores.

    Da cidade de Acari até a vila de Gargalheiras, ponto de partida do trekking, são aproximadamente 4 km. Esse trajeto pode ser feito de táxi ou mototáxi. Para quem viaja sozinho, o mototáxi costuma ser a opção mais econômica, embora menos confortável — especialmente se você estiver carregando uma mochila grande e pesada.

    Ambas as opções podem ser facilmente encontradas no centro de Acari. Alguns contatos de taxistas estão disponíveis no final deste relato.

    Como a trilha é um circuito, seu início e fim ficam na vila, evitando a repetição de caminhos e facilitando a logística de resgate ou apoio ao final da caminhada. Ainda assim, é provável que seja necessário combinar previamente um transporte para retornar à cidade, especialmente para quem não estiver hospedado na vila.

    Por ser uma cidade turística e rota de passagem para outras localidades do Seridó, Acari conta com boas opções de hospedagem e restaurantes. Nós nos hospedamos na Pousada das Cordilheiras, na véspera do trekking (o contato está disponível no final deste relato).

    Para quem prefere ficar mais próximo do início da trilha, também existem pousadas na própria vila de Gargalheiras. Essas acomodações são ótimas opções para quem deseja explorar o povoado após o trekking, embora costumem ter preços um pouco mais elevados.

    O CIRCUITO

    O trekking foi criado por conta própria e realizado no formato de circuito, contornando o açude Gargalheiras no sentido horário. Trata-se da primeira realização desse percurso na região, assumindo um caráter exploratório, já que nunca havíamos feito esse trajeto antes — foi, portanto, nossa primeira tentativa.

    A trilha percorre os picos das serras que cercam o açude, sempre buscando rotas de descida diferentes daquelas utilizadas na subida, com o objetivo de repetir o mínimo possível do caminho. Isso torna a travessia pelas serras mais fluida, dinâmica e rica em paisagens.

    Esse circuito pelas serras do Gargalheiras foi planejado de forma autônoma, utilizando caminhos já existentes na região. A maior parte do percurso segue por trilhas estreitas dentro das matas (os chamados single tracks) e por algumas estradas que contornam o açude. No entanto, durante a subida e descida do pico da Serra do Pai Pedro, NÃO HAVIA TRILHA definida.

    Um belo trekking, com mirantes para o nascer e o pôr do sol nos pontos de acampamento ao longo da trilha. Dividida em quatro dias, a travessia exige um esforço físico de moderado a difícil, com alguns trechos de subidas e descidas íngremes. Classifiquei a dificuldade técnica como muito difícil devido a alguns pontos ainda sem trilha demarcada e outros com vegetação fechada, que dificultam a progressão.

    Fizemos os seguintes cumes das serras ao redor do açude, nesta ordem: Pico da Serra do Minador, Pico da Serra Pancada dos Ventos, Pico da Serra da Lagoa Seca (Serra da TeleRN), Pico da Serra do Pai Pedro, Pico da Serra das Cambucás e, por fim, o Pico da Serra das Cruzes.

    Em uma análise geomorfológica baseada no mapa topográfico, constatei que os cumes conhecidos como Pico da Serra Pancada dos Ventos e Pico da Serra do Minador fazem parte da mesma formação serrana. Dessa forma, o ponto mais alto da Serra do Minador corresponde, na verdade, ao que localmente é chamado de Pico da Serra Pancada dos Ventos. Por sua vez, o local conhecido como Pico da Serra do Minador configura-se tecnicamente como um subcume dessa mesma serra. Mesmo assim, optei por manter os nomes tradicionais para preservar a nomenclatura utilizada pela comunidade local.

    Os trechos mais estreitos atravessam veredas fechadas, em meio à vegetação típica da mata de caatinga serrana — com alguns remanescentes de mata atlântica, os chamados brejos de altitude — além de áreas com vegetação arbustiva, mais baixa e aberta, nas partes inferiores da serra.

    O percurso seguiu os caminhos locais já existentes pelas serras — trilhas antigas que resistem ao tempo e fazem parte do contexto serrano ao redor do Gargalheiras. Muitos desses caminhos são bastante antigos, a exemplo daqueles utilizados pelas famílias que viviam na serra na época das plantações de algodão ou que serviam para interligar diferentes regiões, como as comunidades e os sítios da área.

    Vale destacar que a maior parte do circuito segue por trilhas em meio à mata, com alguns trechos pouco demarcados, sem trilha definida e por vezes fechados pela vegetação. Esteja preparado para uma verdadeira aventura dentro da Caatinga. Não foi preciso abrir nenhum caminho, apesar de alguns trechos de trilha estarem fechados pela vegetação. É importante ressaltar que NÃO HAVIA trilha bem definida tanto na subida quanto na descida do Pico da Serra do Pai Pedro (realizada no terceiro dia).

    De antemão, aviso que é fundamental ter experiência com navegação nesse tipo de ambiente, especialmente com leitura de trilha. Devido à complexidade de orientação, leve sempre algum equipamento de navegação, como GPS de celular ou de mão. Em muitos trechos, estávamos cercados por mata fechada e, sem o uso do GPS, seria praticamente impossível manter uma referência ou seguir a direção correta.

    As trilhas mais fechadas foram justamente aquelas nos setores menos frequentados da serra. Já nas áreas mais visitadas, a trilha estava bem demarcada e aberta, o que facilitou tanto a caminhada quanto a experiência. Comento sobre esses trechos ao longo do relato.

    Muitas vezes, mesmo em trilhas bem abertas, o caminho acabava fechado pela vegetação poucos metros à frente. A queda de galhos e plantas podem fechar ainda mais alguns trechos. Outro ponto a observar é que quando fizemos a travessia (inverno), era justamente a época em que as plantas começavam a perder as folhas, e essas folhas acumuladas no chão acabavam obscurecendo a trilha.

    Além da caminhada pela Caatinga em meio ao relevo serrano, o circuito passou por atrativos como belos mirantes com vista para o açude. Do alto desses pontos, é possível avistar toda a extensão do Gargalheiras e as serras ao redor. A cada subida, é uma nova emoção contemplar o gigante açude que domina a paisagem.

    Roupas fechadas e calçado adequado são essenciais para se proteger da vegetação fechada e das plantas com espinhos que cruzam a trilha. Em muitos momentos, pensei que um gibão de couro seria a vestimenta mais apropriada para enfrentar o caminho.

    A água para beber é outro ponto importante que merece atenção durante a trilha. Os pontos de reabastecimento foram sempre alcançados no final do dia, com exceção de um dia em que conseguimos água no meio do percurso. Fizemos todo o trajeto de forma autônoma, reabastecendo diretamente nas casas dos moradores e, em uma ocasião, em um ponto natural no alto da serra.

    Sempre comecei levando, no mínimo, 2 litros de água para os dias em que planejava reabastecer no meio do percurso. Dependendo da época, especialmente durante o período de chuvas, é possível encontrar água em vários pontos dos riachos espalhados pela serra. É importante beber bastante água, mesmo sem sentir sede, e repor os sais minerais do corpo durante e ao final do dia.

    Quanto ao clima, fizemos durante o inverno (junho), quando as temperaturas no sertão são mais amenas e há maior chance de dias nublados. Também enfrentamos vento, que ajudava a amenizar o calor. Realmente, não sentimos tanto calor como no verão ou na primavera. Em um dos dias, a temperatura máxima chegou a 28 ºC, o que é bastante impossível para a região durante os outros meses.

    Essa foi uma trilha na qual consegui caminhar tranquilamente durante o meio do dia. Durante os quatro dias do circuito, pegamos alguns dias nublados e com chuva fraca e passageira, o que ajudou bastante a amenizar o calor. Muita gente sabe que o calor da Caatinga aumenta significativamente o esforço físico durante a trilha.

    Abaixo está um resumo dos dias do circuito das serras do Gargalheiras. Os detalhes completos de cada dia podem ser encontrados logo mais abaixo.

    O primeiro dia (DIA 1 — DA VILA DE GARGALHEIRAS AO PÉ DA SERRA DA LAGOA SECA) começa na própria vila de Gargalheiras e tem 8,3 km de caminhada com 436 m de elevação acumulada. Nesse trecho, atingimos os cumes da Serra do Minador e da Serra Pancada dos Ventos. Após subir o pico da Pancada dos Ventos, descemos em direção ao açude para buscar água em alguma casa de morador. Nosso ponto de pernoite foi no colo entre as serras da Pancada dos Ventos e da Lagoa Seca.

    O segundo dia (DIA 2 — DO PÉ DA SERRA DA LAGOA SECA AO SÍTIO SANTO ANTÔNIO) tem 11,6 km de caminhada e 403 m de elevação acumulada. Nesse dia, seguimos contornando o açude em direção à sua outra margem. Subimos o pico da Serra da Lagoa Seca, ponto culminante da travessia, e depois descemos até a comunidade de Bulhões, uma vila de pescadores às margens do Gargalheiras.

    Após o almoço — junto com aquela coquinha gelada conseguida no bar de Nininha — atravessamos o açude em uma canoa e chegamos à margem oposta. Nosso ponto de pernoite ficou às margens do açude, próximo ao Sítio Santo Antônio.

    O terceiro dia (DIA 3 — DO SÍTIO SANTO ANTÔNIO À SERRA DO PAI PEDRO) tem 6 km de caminhada e 515 m de elevação acumulada. Nesse dia, chegamos à Serra do Pai Pedro subindo pelo lado do Sítio Santo Antônio. Durante a subida, há dois mirantes naturais de onde é possível avistar o açude e as paisagens ao redor.

    No alto da serra, seguimos para alcançar o cume da Serra do Pai Pedro — que, na verdade, acabou sendo o subcume, já que o cume principal fica mais ao leste do ponto de acampamento deste dia. Ainda assim, considero o ponto que alcançamos mais bonito, por estar mais próximo ao açude e oferecer uma vista mais ampla do entorno.

    Tanto a subida quanto a descida desse pico não possuem trilha demarcada ou aberta, sendo um local ainda pouco frequentado. A trilha só se torna aberta no trecho que sobe em direção ao pote. Nossa pernoite foi na própria Serra do Pai Pedro, em um ponto próximo à fonte de água do pote.

    O quarto dia (DIA 4 — DA SERRA DO PAI PEDRO À VILA DE GARGALHEIRAS) finaliza o percurso com 9,2 km de caminhada e 356 m de elevação acumulada. Esse trecho tem mais descidas do que subidas, sendo um dia com trilha aberta e, no geral, bem demarcada, apesar de alguns trechos mais fechados no alto da Serra do Pai Pedro. O objetivo era descer a serra até o Sítio Abreu e, de lá, seguir em direção à Vila de Gargalheiras.

    No Sítio Abreu, conhecemos o Sr. José, figura ilustre e morador local. Ao lado de sua casa, tentamos alcançar o pico da Serra das Cambucás, mas abortamos a subida devido à dificuldade de transpor as rochas.

    Seguimos descendo até a vila para fazer o último pico do circuito, na Serra das Cruzes. Do alto, tivemos uma vista ampla da extensão do açude e dos outros picos que percorremos durante o trekking. Finalizamos o circuito na Venda da Janeide, na vila.

    Esse percurso contém as atrações, os pontos de pernoites, pontos de água e bifurcações. Relato com logística e mais detalhes da trilha abaixo.

    DIA 1 - DA VILA DE GARGALHEIRAS AO PÉ DA SERRA DA LAGOA SECA

    Começamos pegando um táxi até a vila de Gargalheiras. Caso precise, no final do relato deixei alguns contatos de taxistas da cidade. Fomos com o Julinho, que nos deixou rapidamente na vila. Nosso ponto de partida foi em frente à venda da Janeide, um ponto de apoio que eu já havia utilizado no meu último circuito pelo Gargalheiras, em 2022.

    Enquanto ajustávamos os aparelhos de GPS e fazíamos os últimos preparativos nas mochilas, o clima nos surpreendia: não fazia o calor tão comum naquela região. Era um típico dia de inverno no sertão — um bom início para um dia de trekking. O céu estava nublado, com uma temperatura amena de 25ºC, algo bastante incomum por ali. As nuvens carregadas, intercaladas por breves pancadas de chuva, eram os últimos vestígios da umidade trazida pelos ventos do litoral.

    Nossa primeira tarefa do dia foi conquistar o cume da Serra do Minador e, em seguida, o cume da Serra Pancada dos Ventos. O percurso começou com a subida até o primeiro pico do trekking, na Serra do Minador. Depois, contornamos a serra para alcançar o colo que separa a Serra do Minador da Serra Pancada dos Ventos.

    O dia foi marcado por um trajeto misto, alternando entre trilhas por mata de caatinga e, ao final, estradas de terra. A água estava disponível somente no final do percurso, exigindo atenção ao planejamento do abastecimento.

    Colocamos as mochilas nas costas e partimos em direção à Serra do Minador. Seguimos no sentido norte, voltando para Acari. Deixamos aos poucos a vila para trás, enquanto a paisagem começava a se transformar. A cada passo, nos aproximávamos da serra, que aos poucos se impunha à nossa frente. Já no pé da serra, o falso cume do Minador se destacava, uma primeira ilusão de chegada que anunciava o desafio que teríamos pela frente.

    Em pouco tempo, deixamos o asfalto para trás e pegamos uma trilha à direita, iniciando a primeira subida logo no começo do dia. O terreno apresenta um grau de dificuldade moderado, com alguns trechos mais irregulares, exigindo a transposição de rochas e degraus naturais.

    Por ser um setor bastante frequentado, a trilha até o cume do Minador é bem demarcada e aberta, o que facilita a navegação. A vegetação típica da caatinga começava a surgir à medida que ganhamos altitude de forma gradual, sem pressa, respeitando o ritmo do corpo e o peso das mochilas.

    Aos poucos, conforme avançávamos, o gigante Gargalheiras já começava a se revelar lá embaixo, despontando entre as serras ao redor. Em pouco tempo, chegamos ao primeiro mirante com vista para o açude, onde fizemos uma parada para um lanche e para apreciar a bela paisagem.

    Além do panorama das serras à frente — Serra das Cruzes, Cambucás e Pai Pedro —, num olhar mais atento para o sudoeste (lado direito do mirante), é possível avistar o lado da Paraíba, como a Serra do Yayu e a Serra das Preacas.

    Prosseguimos a subida até o ponto onde deixamos nossas mochilas. Agora, carregando apenas as mochilas de ataque para conquistar o cume do Minador. O percurso até o topo não era muito extenso, com uma inclinação mais intensa reservada para os últimos metros.

    Ao alcançar o cume da Serra do Minador, nosso 1º pico, celebramos a conquista dos seus 535 metros de altitude. Lá do alto, a vista se abria em toda a sua grandiosidade: podíamos contemplar a vasta extensão do açude Gargalheiras, além da imponente silhueta da Serra Pancada dos Ventos (mais à esquerda), que dominava o horizonte, acompanhada à frente pelas serras das Cruzes, Cambucás e Pai Pedro.

    Descemos até onde havíamos deixado as mochilas, pegamos de volta nossos equipamentos e seguimos rumo ao cume da Serra da Pancada dos Ventos. Continuamos contornando a Serra do Minador até alcançar o colo que separa as duas serras. Dali, iniciamos uma nova subida por uma trilha bem aberta e demarcada.

    A subida não é tão íngreme, e seguimos até o ponto onde iríamos fazer a descida da serra e o ataque ao cume. Como já se aproximava a hora do almoço e a fome apertava, decidimos parar ali mesmo, no local onde deixaram as mochilas. O lugar serviu perfeitamente para a pausa: além de ser um bom ponto para descanso, oferecia um belo mirante com vista para o açude.

    Após o almoço, organizamos nossas mochilas de ataque e seguimos em direção ao cume da Serra Pancada dos Ventos, que estava bem próximo dali. A trilha de subida era, em sua maior parte, aberta, mas alguns trechos se tornavam um pouco mais fechados pela vegetação. Em pouco tempo alcançamos o cume, conquistando assim nosso 2º topo do circuito, com 582 metros de altitude. Lá do alto, tivemos mais uma bela vista para o açude e, à esquerda, a imponente Serra da Lagoa Seca.

    Agora era chegada a hora de iniciar a descida em direção à Serra da Lagoa Seca. Seria uma longa e contínua descida, pois precisaríamos chegar até o nível do açude, praticamente retornando à mesma altitude do início do dia. Lá embaixo, seguiríamos até algumas casas às margens do açude, onde tentaríamos encontrar água para reabastecer.

    Por ser um lado pouco frequentado da serra, a trilha de descida da Serra Pancada dos Ventos praticamente desapareceu em alguns trechos. Havia setores bem demarcados, mas, na maior parte do percurso, o caminho não estava tão aberto.

    Ainda assim, a descida não apresentava trechos íngremes, sendo possível segui-la tranquilamente, apenas caminhando. Era preciso, no entanto, ter paciência para reencontrar a trilha sempre que ela se perdia no meio da vegetação. No final da descida, alcançamos uma estrada mais aberta, onde seguimos à esquerda, caminhando por uma área ampla e descampada.

    Nosso próximo objetivo era conseguir água, seja no Bar da Prainha ou em algumas residências mais à frente. No entanto, acabamos pegando água apenas mais adiante, já que o Bar da Prainha estava fechado e não encontramos moradores nas casas no momento em que passamos. O Bar da Prainha é bastante conhecido na região, oferecendo refeições e bebidas, mas funciona apenas aos sábados e domingos.

    Pegamos água e seguimos rumo à subida da Lagoa Seca, onde montaríamos o acampamento do segundo dia. Atente para pegar água para o dia seguinte, pois no local de acampamento não há água próximo. Decidimos armar a barraca um pouco mais adiante, antecipando assim parte da subida da serra, que deixamos para o dia seguinte.

    Outra opção seria acampar nas margens do açude, em frente ao Bar da Prainha. No entanto, preferimos adiantar o percurso e seguir um pouco mais adiante.

    O local de acampamento ficava entre as serras da Pancada dos Ventos e da Lagoa Seca, em meio a uma mata arbustiva típica da caatinga. Montamos nossa pequena barraca envoltos por aquelas serras grandiosas. Durante a noite, saímos para apreciar o céu estrelado, que, apesar do dia nublado, apareceu limpo e nos permitiu contemplar essa maravilha da natureza.

    DIA 2 - DO PÉ DA SERRA DA LAGOA SECA AO SÍTIO SANTO ANTÔNIO

    Esse foi um dos dias mais exigentes de todo o circuito. Por isso, planeje bem o consumo de água já no início da caminhada, pois só será possível reabastecer após a descida da serra, na comunidade de Bulhões. Nós chegamos lá por volta de uma hora da tarde.

    A subida até a Lagoa Seca trouxe um ganho significativo de altitude, enquanto a descida se deu por uma trilha estreita e frequentemente escondida pela vegetação densa. Grande parte do trajeto aconteceu em meio à mata fechada, o ambiente era silencioso, quebrado apenas pelos nossos passos.

    Levantamos cedo, como de costume, e seguimos para a trilha de subida. O trajeto, em sua maior parte, é bem demarcado, embora comece por um trecho sem trilha definida, com alguns vara-matos que exigem atenção e cuidado na navegação. Após esse início mais fechado, a trilha se abre e segue bem marcada até o cume da Serra da Lagoa Seca.

    Durante a subida, diversos mirantes para o açude Gargalheiras iam se revelando pelo caminho, oferecendo um alento para o esforço da caminhada. Aproveitamos para fazer algumas paradas, lanchar e registrar o visual com fotos. A trilha, sem grandes segredos, segue em constante ascensão até alcançar a estrada pavimentada que leva às torres de telecomunicações no alto da serra.

    Aliás, essa serra também é conhecida como Serra da TeleRN ou Serra das Antenas, justamente por abrigar as torres de telecomunicações em seu topo. Essas torres têm como principal função garantir cobertura de telefonia móvel, além de possibilitar a retransmissão de sinais de rádio e TV e o acesso à internet rural em várias áreas do Seridó. O nome faz referência à antiga TELERN (Telecomunicações do Rio Grande do Norte), empresa estatal de telefonia que operava antes da privatização do sistema Telebrás, nos anos 1990.

    Após mais algumas subidas longas, desta vez pela estrada, alcançamos o cume da Serra da Lagoa Seca, conquistando assim o nosso terceiro cume do circuito com 689 metros de altitude. O ponto mais alto, propriamente dito, não possui mirante, apenas as torres de telecomunicações que marcam o topo. No entanto, seguindo um pouco mais adiante pela estrada, é possível chegar aos mirantes da serra, de onde se tem vistas mais amplas e abertas da paisagem ao redor.

    Após um breve descanso, aproveitando a boa sombra das árvores, seguimos em frente. O sol daquele dia estava castigando. A trilha de descida está mais adiante, discreta em meio à mata. No começo o caminho estava demarcado e relativamente aberto, mas em alguns trechos a trilha desaparecia ou se estreitava bastante, chegando a ficar fechada em certos pontos — algo comum em lugares pouco frequentados. Por esse lado da serra, quase ninguém passa.

    A trilha segue relativamente plana pelo topo da serra até alcançar uma abertura, por onde começa a verdadeira descida. É através desse boqueirão que se dá a passagem para a parte mais baixa da serra. É importante ficar atento a duas bifurcações nesse trecho, que conduzem até o início do boqueirão.

    Esse foi, sem dúvida, o trecho mais difícil do dia — quiçá de toda a travessia. Do pico até o início da descida, a trilha segue relativamente demarcada. No entanto, ao alcançar o boqueirão, o caminho se torna mais desafiador, com trechos íngremes e pontos em que é fácil perder a trilha.

    Após a longa descida, na base da serra, chega-se a uma grande área descampada. Até alcançar a estrada mais adiante, não há trilha, mas, como não existe vegetação, o trajeto é tranquilo. Já na estrada, seguimos em direção ao povoado de Bulhões.

    Você tem duas alternativas para chegar até lá: a primeira é continuar pela estrada até encontrar o açude e depois ir margeando-o até o povoado; a segunda é pegar outra estrada à esquerda, um pouco mais à frente. Preferimos seguir pela primeira opção.

    Assim que chegamos a Bulhões, tratamos logo de pegar um pouco de água na primeira casa por onde passamos. Água geladinha, da melhor qualidade. Agradecemos à moradora e, em seguida, seguimos para o Bar de Nininha, onde fizemos uma pausa para o almoço. Acabamos comendo o que havíamos trazido para a trilha, já que não sabíamos da existência do bar.

    Para acompanhar o almoço, pedimos ao Nininha aquela Coca geladinha — sem dúvida, a melhor que já bebi na vida. Enquanto isso, perguntamos aos moradores se havia alguém que pudesse nos levar de barco até a outra margem. Foi então que nos indicaram o pescador Flávio, que nos levou até o lado oposto do açude. Bulhões surgiu a partir de uma vila de pescadores, então é fácil encontrar alguém que faça esse trajeto de barco.

    Após a travessia do açude, seguimos por uma estrada um pouco mais à frente. Conseguimos também pegar um pouco de água em uma casa próxima — o ideal, no entanto, teria sido trazer água de Bulhões. Como o final do dia já se aproximava, decidimos acampar às margens do açude Gargalheiras, antes de subir a serra do Pai Pedro na manhã seguinte. No fim das contas, acabou sendo até melhor: pudemos tomar banho no açude e ter acesso fácil à água.

    Armamos nossa barraca ao lado da antiga estrada que, no tempo em que o açude estava seco, levava até a outra margem. O local era perfeito para um banho de açude, já que não havia lama na área de entrada. Tomamos banho cercados pelas serras da Lagoa Seca, Pancada dos Ventos, Minador e Pai Pedro — um cenário incrível para encerrar o dia.

    DIA 3 - DO SÍTIO SANTO ANTÔNIO À SERRA DO PAI PEDRO

    Esse dia marcou a continuidade do circuito até a Serra do Pai Pedro, com pernoite no acampamento do Pote. A caminhada foi quase toda feita por trilhas que atravessam veredas, em terreno subindo por rochas. Apenas um pequeno trecho exigiu mais esforço: a subida e descida do cume da Serra do Pai Pedro, feita por um setor sem trilha e com vegetação fechada. Fora isso, o restante do percurso seguiu por caminhos bem demarcados e abertos.

    O dia começou refazendo uma parte do caminho por onde havíamos chegado no dia anterior. Em pouco tempo, nos dirigimos à casa do Sítio Santo Antônio, onde fomos calorosamente recebidos pelo proprietário. Pedimos um pouco de água fresca e o mesmo nos ofereceu com simpatia. Aproveitamos para trocar algumas palavras e poder conhecer mais um pouco sobre a região.

    Após essa pausa acolhedora, retomamos a caminhada rumo à trilha que nos levaria à subida da Serra do Pai Pedro. O trajeto seguia por uma trilha aberta e relativamente bem demarcada, com inclinação moderada. No entanto, o terreno exigia atenção: irregular e coberto por pedras soltas, pedia passos firmes e cuidadosos.

    Não demorou muito até alcançarmos o primeiro mirante — um ponto privilegiado de onde era possível avistar vários dos locais por onde passamos nos dias anteriores, como a Serra da Lagoa Seca, a Pancada dos Ventos e o Minador.

    Seguimos subindo em direção ao segundo mirante da trilha — um belo ponto de observação com vista ampla para o açude. Dali, além da paisagem serena, era possível identificar o trecho por onde havíamos descido da Lagoa Seca, a comunidade de Bulhões e até mesmo o ponto de chegada da travessia de canoa.

    Nosso próximo objetivo era alcançar o cume da Serra do Pai Pedro. Na verdade, trata-se de um subcume, já que o ponto mais alto da serra está localizado mais ao leste do local onde acampamos naquele dia. O acesso até esse pico não conta com trilha oficial nem caminho bem definido.

    Há apenas vestígios de uma trilha na subida — um traçado ainda incipiente, pouco marcado. O percurso começa à direita da trilha principal e exige atenção redobrada para não se perder entre as pedras e a vegetação.

    O acesso ao cume se dá mais à direita do trajeto, exigindo atenção na navegação. Após transpor algumas rochas, alcançamos o topo — recompensados por uma vista ampla e deslumbrante do açude e de toda a paisagem ao redor. O esforço foi bem recompensado ao atingir o 4º cume do circuito, com seus 551 metros de altitude.

    A partir do mirante, iniciamos a descida em direção à trilha que leva ao Pote. Esse trecho, embora curto, revelou-se um dos mais exigentes de todo o circuito. O terreno é bastante íngreme em alguns pontos, e a ausência total de trilha demarcada torna a progressão lenta e cansativa. O mato fechado e os inúmeros obstáculos naturais exigiram paciência e cuidado redobrado a cada passo.

    Após uma longa e desgastante descida em meio ao mato fechado, finalmente alcançamos a trilha do Pote. A partir dali, o caminho voltava a ser bem aberto e demarcado — um verdadeiro alívio para o corpo e para o ânimo, depois do esforço intenso do trecho anterior.

    Fizemos uma parada para almoço e em seguida seguimos para montar acampamento e pegar água no Pote. Agora a trilha segue bem demarcada e aberta, por uma subida constante. Assim que chegamos, tratamos de ir pegar água no Pote. O ponto de água recebe esse nome por se tratar de uma cavidade na rocha de aproximadamente 2m de circunferência e uns 1,5m de profundidade.

    Moradores da região falam que ele nunca seca mesmo no período de seca. O poço é muito bem conservado e é fechado com pedras para evitar a sujeira e evaporação da água. Não desperdice água e colete adequadamente para evitar sujá-la.

    Com as garrafas cheias, seguimos até o local de acampamento, que fica um pouco mais à frente, sobre um belo lajedo. O lugar é encantador, com vista privilegiada para o pôr do sol e, na direção oposta, para o nascer do sol.

    Na manhã seguinte, voltamos até lá para assistir ao sol surgir no horizonte — uma cena que valeu o despertar cedo. Por esse mesmo caminho também é possível acessar o verdadeiro cume da Serra do Pai Pedro, localizado mais a leste.

    DIA 4 - DA SERRA DO PAI PEDRO À VILA DE GARGALHEIRAS

    No último dia, iniciamos a descida da Serra do Pai Pedro em direção à vila de Gargalheiras. A trilha começava por uma vereda bem marcada, facilitando o caminho. Foi um dia mais tranquilo, com tempo para contemplar o entorno e apreciar os últimos momentos na região. Ao longo do trajeto, alcançamos o cume da Serra das Cruzes e ainda fizemos uma tentativa de chegar ao cume da Serra das Cambucás, a qual foi abortada.

    Ao longo do caminho, ainda fizemos duas incursões a dois picos da região. A primeira foi uma tentativa abortada de alcançar o cume da Serra das Cambucás, interrompida pelas dificuldades do terreno. Em seguida, encerramos a jornada com a subida bem-sucedida até o cume da Serra das Cruzes — uma bela despedida antes do retorno à vila de Gargalheiras.

    No que diz respeito à trilha, encontramos apenas um pequeno trecho de mata mais fechada no início do dia, no caminho para o Sítio Abreu. A partir dali, embora o percurso seguisse por dentro da mata, a trilha continuava relativamente aberta e demarcada.

    Já o terreno apresentava grau de dificuldade moderado, com diversos desníveis e trechos de sobe e desce sobre rochas. Foi um dia que exigiu atenção redobrada — especialmente por estarmos carregando as mochilas pesadas.

    O primeiro objetivo do dia era alcançar o Sítio Abreu, onde vive o senhor José. Para isso, seguimos por uma trilha antiga e pouco frequentada, que desce a Serra do Pai Pedro em direção ao vale do Abreu. Ao longo do percurso, passamos por alguns mirantes naturais com belas vistas para o açude e para o próprio vale do Abreu, que se estende entre o Olho do Peru e a Serra das Cambucás.

    Antes de partirmos, reabastecemos nossas garrafas no pote. Fomos com cerca de 1,5 litro de água, confiando que conseguiria mais na casa do senhor José. No entanto, é prudente levar um pouco além do necessário, caso ele não esteja em casa — pode ser que esteja na cidade, como costuma fazer. Durante a conversa, o senhor José mencionou a existência de um olho d’água próximo à sua casa, mas não chegamos a ver sua localização exata.

    Começamos o dia caminhando por um pedaço da mesma trilha por onde viemos no dia anterior. Pouco antes de chegar às ruínas da casa, é preciso ficar atento a uma bifurcação à esquerda — é por ali que começa a trilha em direção ao Sítio Abreu.

    No início, o caminho é discreto e um pouco fechado, com mato invadindo a trilha, o que é comum em trechos pouco frequentados. Com o avanço da caminhada, no entanto, a trilha foi se abrindo aos poucos. Esse trecho inicial mais fechado foi uma das principais dificuldades do começo do dia.

    Ao iniciarmos a descida da serra, a trilha se apresentou bem demarcada e aberta, facilitando a navegação. O terreno, no entanto, era bastante irregular, com vários lances de descida sobre rochas. Apesar de não exigir habilidades técnicas avançadas, o trecho demandava atenção redobrada, principalmente nos pontos mais íngremes e escorregadios.

    Durante o percurso, marquei alguns mirantes naturais que proporcionam belas vistas. De um lado, era possível avistar o setor norte do açude, com destaque para a Serra da Lagoa Seca e a Pancada do Vento. Mais adiante, outro mirante revelava uma ampla visão do vale, com o Sítio Abreu em destaque e, ao fundo, as serras do Minador, das Cruzes e das Cambucás compondo a paisagem.

    Após uma longa descida da Serra do Pai Pedro, finalmente chegamos ao Sítio Abreu. À primeira vista, encontramos a porta e a janela da frente da casa fechadas, o que nos fez pensar que não havia ninguém por ali. Nossa ideia, naquele momento, era seguir rumo ao cume da Serra das Cambucás — uma serra que se ergue nos arredores do Sítio Abreu.

    Seguimos pela trilha em direção à vila, retornando à casa da Janeide, onde fizemos uma breve pausa para descanso. Depois de repor as energias, deixamos nossas mochilas lá e partimos para o último desafio do dia: a subida da Serra das Cruzes.

    A serra nos presenteia com uma vista espetacular, e iniciamos a caminhada por volta das 16h, no tempo certo para alcançar o topo e contemplar um belíssimo pôr do sol. Com o céu em tons dourados e a paisagem se iluminando suavemente, alcançamos o nosso 6º cume do circuito, a 515 metros de altitude — uma despedida à altura do que foi esse circuito.

    Descemos, ainda com um pouco de luz, e fomos até a Janeide para pegar nosso táxi de volta para Acari.

    CONTATOS

    • Pousadas
      • Pousada e Restaurante Gargalheiras - Tel. (84) 9 9672-6670
    • Táxis
      • Julinho Taxista - Tel. (84) 9 9962-5901
      • Titico Taxista - Tel. (84) 9 9962-5786
      • Toinho Taxista - Tel. (84) 9 9818-6180
      • Andinho de Bulhões: Passeio de Canoa no Gargalheiras - Tel. (84) 9 9913-0422

    OBSERVAÇÕES

    - Leve seu lixo de volta;

    - Não é garantido que sempre encontrará água nos pontos que marquei. Eles servem apenas como referência. Tente sempre verificar com alguém antes se a água estará disponível;

    - Planeje a quantidade de água do dia, e sempre leve uma reserva de água na mochila;

    - Roupas fechadas e calçado adequado são essenciais para se proteger da vegetação fechada;

    - Maior parte do percurso por trilhas dentro de mata com alguns trechos pouco demarcados, sem trilha definida e fechados com vegetação;

    - Em alguns trechos a trilha se fechava ou deixava de ficar aparente;

    - O tipo de trilha em veredas na Caatinga aumenta ainda mais o esforço físico do percurso. Sendo outro ponto a se levar em consideração;

    - Lembre-se, você é inteiramente responsável ao decidir e realizar a trilha. Use por sua conta em risco. As informações presentes aqui visam apenas serem informativas e auxiliares;

    - Propriedades privadas no caminho, seja gentil e peça permissão para passagem caso encontre alguém;

    - Sempre feche os colchetes, as porteiras/tronqueiras e evite danificá-los;

    - A progressão da trilha depende do terreno, estado da trilha, da sua condição física, da navegação, etc. Se conheça primeiramente para poder chegar com segurança antes do final do dia no acampamento. Alguns pontos de acampamento intermediários podem ser encontrados no caminho;

    - Apesar da grande presença de mata, o circuito possui algumas partes expostas ao tempo, protetor solar e chapéu são itens obrigatórios;

    Tem Trilha
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    Publicado em 17/07/2025 11:22

    Realizada de 20/06/2025 até 23/06/2025

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