AventureBoxExplore
Create your account
Viagem de bicicleta: Maringá (PR) a Florianópolis (SC)

Viagem de bicicleta: Maringá (PR) a Florianópolis (SC)

Confira o relato da minha segunda viagem de bicicleta por esse mundão...

Bike Trip

CICLOVIAGEM: MARINGÁ (PR) A FLORIANÓPOLIS (SC) COM 1.172 kms

Mapa do percurso realizado.

Relato de viagem:

No dia 30 de novembro de 2017, após certo planejamento prévio de viagem, parto, às 7:30 da manhã para realizar minha segunda viagem de bicicleta, um sonho: Maringá (PR) a Florianópolis (SC). Foram pouco mais de 1170 kms pedalados com um percurso muito lindo: passei por cachoeiras gigantes, serras, praias, morros, lindas paisagens com vistas em horizontes, fiz muitas trilhas a pé e de bici. Também foi um percurso desafiador, pois além de ser um percurso difícil com grandes aclives, pedalei em lugares onde os acostamentos eram minúsculos ou inexistentes, mas com muito cuidado tudo ocorreu bem (um perrengue ou outro, mas faz parte, rs).

Faço os últimos check-lists e após organizar tudo, dou um grande abraço na minha família, faço minha oração, e vou... Minha ideia era sempre, ao decorrer da viagem, contemplar o nascer e o pôr-do-sol. Então, sempre saía das cidades onde acampei por volta das 6 ou 7 horas da manhã e pedalava até as 19 ou 20 da noite.

Bike Mágica: Decidi colocar esse nome pela inspiração do ''Magic Bus'' visto no filme Na Natureza Selvagem (convido-te a assistir, se não tiver o feito), e também porque eu acho mágico demais poder levar em uma bicicleta tudo que se precisa para viver (nela consigo levar ''quarto, cozinha, guarda roupas, etc.''), pra mim isso é um tapa na cara desse sistema que ''diz'' que para se atingir a felicidade ou ''vitória na vida'', precisa-se ter acúmulos e acúmulos de coisas/riquezas... Ademais, cada objeto levado é muito bem pensado, pois quanto mais peso, maior se tornará o esforço em carregar. Contudo, essa é uma das reflexões proporcionadas em uma trip de bike, acho isso massa demais! Meu estilo de viagem tem um certo grau de autosuficiência, minha maior necessidade e acredito que de muitos viajantes de bici, é de um local seguro para acampar, pois normalmente não sei onde irei passar a noite, mas normalmente sempre tem um porta aberta de uma pessoa de bom coração que cede um espaço pra camping.

Sim, viajei sozinho, mas como na outra trip, sempre estive conectado a energias boas que não me deixaram viajar sozinho: uma boa música, paisagens, passáros, rios, principalmente pessoas novas e de bem, etc.

1º Dia: Maringá(PR) a Ivaipora (PR) com 139 kms pedalados (30/11/2017)

Momento antes de sair para a viagem e com os equipamentos ajeitados, faço o primeiro registro da viagem. E então parto... O dia inteiro foi nublado, com uma temperatura muito agradável, apenas em alguns momentos o sol apareceu, mas logo as nuvens tomaram o seu lugar e alguns pingos de chuva aparecerem pela manhã, num local meio deserto, mas mesmo assim decido prosseguir e não choveu! Enfim, o primeiro dia de viagem foi um pouco difícil, muito aclive e estradas ruins, com acostamentos minúsculos, mas ocorreu tudo bem. Faço um almoço num restaurantes a 50 kms de Maringá e sigo para a parte da tarde de pedal. O trânsito que era relativamente leve na manhã, começa a ficar um pouco mais intenso na parte da tarde, o que me fez ter que empurrar a bici em alguns trechos.

E ao final da tarde, após pedalar as longas subidas, pego à direita, em uma rodovia que dá acesso à Ivaiporã, cidade na qual decido acampar. Chego na cidade por volta das 19 horas e vou direto aos Bombeiros pedir um local seguro para acampar, espero a resposta por cerca de 30 minutos, neste tempo já começo a ajeitar as coisas pensando que a resposta seria positiva, mas infelizmente a resposta foi negativa, o motivo dado foi que o local estava em reforma... Enfim, não esperava esssa resposta negativa, mas sigo à procura, primeiramente vou em direção ao centro da cidade, pensando em achar uma igreja ou pátio de prefeitura, infelizmente também não consigo. Aí começo a ficar um pouco preocupado, mas ainda sigo à procura e no centro da cidade avisto um ciclista e decido conversar com o mesmo, com nome de Plínio peço algumas dicas de local para acampamento e após uma conversa, o mesmo me faz um convite: ''Não quer acampar lá em casa?'', eu aceito. Ao chegar em sua casa, o mesmo me apresenta a sua esposa Deusilene e sua cunhada Lúcia. Que ''daora'' conhecer essa galera! Pessoas animadas, de bom coração e ainda são ciclistas! hahaha. Plínio diz que não seria necessário montar barraca pois teria um quarto para eu passar a noite, eu com o intuito de não gerar incômodos e por ter apenas necessidade de um local seguro, digo que não precisa, mas após novos convites, decido aceitar. Enfim, fui bem recebido e estar na companhia desse pessoal me fez recarregar a energia do dia difícil de pedal.

Lúcia, William, Deusilene e Plínio

2º dia: Ivaiporã (PR) a Turvo (PR) 128 kms pedalados (1/12/2017)

E então saio para o segundo dia de pedal, às 07:40, ao som de Armandinho, hahaha! O segundo dia de pedal começou bem, com uma estrada relativamente boa para pedalar (acostamento grande), mas a partir das 10:30 AM tal acostamento se torna quase inexistente e o pior é que ficou até o final do dia assim, somado com as longas subidas e trânsito pouco mais intenso, fez-me cansar e ao chegar em Turvo não consigo acampamento e então decido ficar em uma pousada. Enfim, esse dia apesar de ter lindos trechos, fiquei muito cansado e a soma de tudo isso me fez começar a ter pensamentos negativos, e antes que isso aumente, decido descansar e deixar reflexões para o próximo dia.

Foi um percurso muito desafiador e antes de chegar em Turvo, tinha muita pedra solta neste minúsculo acostamento. (Foto: Google maps)

3º dia: Turvo ao Salto São Francisco, 59,29 kms pedalados (02/12/2017)

Para o terceiro dia criei expectativas de que as coisas melhorariam, pois nesse dia eu chegaria ao meu primeiro destino de viagem: Salto São Francisco. Decidi chegar ao Salto por uma estrada de terra de aproximadamene 60 kms do ponto de onde eu estava pernoitando. A estrada era um pouco deserta e muito difícil de se pedalar, mas o percurso era muito lindo, com muita vista em horizontes, muitas matas, aquele cheiro de mato e muita mina de água (ainda bem). Enfim, soma-se a estrada de terra, sol quente, bicicleta carregada e grandes aclives, isso me fez ter que empurrar muito a bici. Passei por pequenas vilas, algumas fazendas, plantações e uma tribo indígena e após passar por essa tribo, pedalei por cerca de 10 kms sem ver absolutamente nada além de mato, era uma estrada de terra na mata fechada. Após finalizar essa parte, pego uma estrada à esquerda, pedalo por cerca de 3 kms e chego finalmente ao Salto São Francisco (por volta das 13:30).

Ao chegar por lá, conheço o Sérgio (segurança que me ajudou num pequeno reparo na bici e me ajudou num local para acampar), Cássio e a Clarita do restaurante Bioma, todas são pessoas incríveis! Gostei muito de ter conhecido essa galera! Agradecimento ao Gustavo dos Pernas de Aço que me indicou para falar com eles.

E após fazer um almoço, desço para a base do Salto: outro desafio. Já eram 15:00 h e o percurso é muito difícil, demorei cerca de 70 minutos para realmente chegar à base do Salto (muita descida e depois margeei o rio até a cachu). Naquele horario não é comum alguém descer lá, por isso não encontrei ninguém pelo caminho, o declive é bem acentuado, exigindo muita concentração para não cair ou se perder. Chegando por lá, fiquei espantado com a imensidão do lugar, não tenho palavras para descrever esse paraíso! Então decido ficar um tempo curtindo a vibe do local e logo volto, demorei menos tempo para subir (50 min.) porque subi alguns trechos correndo.

Salto São Francisco, na Tríplice Fronteira entre Prudentópolis, Turvo e Guarapuava.

Depois de curtir esse lugar lindo, subo para o mirante do Salto onde a vista é linda também:

O lindo e grandioso Salto São Francisco, 196 metros de queda.

Chegando a noite, acampo num local próximo ao Salto, numa noite fria, mas deu pra descansar bem.

4º dia: Salto São Francisco ao Recanto Perehouski, aprox. 33,17 kms (03/12/2017)

Acordo às 6:30 da manhã e começo a ajeitar as coisas, preparo meu café da manhã, faço uma última visita ao Salto e as 10:30 parto em direção ao Recanto Perehouski. Foram pouco mais de 33 kms pedalados num percuso dificílimo, mas com lindas paisagens:

Crédito da foto para o meu amigo Gustavo dos Pernas de Aço.

Chego ao Recanto em torno das 14:00 horas, escolhi o local pra pernoitar por ser perto do Salto São Sebastião e Mlot que eu visitaria no dia seguinte. O Recanto é um local pra camping, onde tem uma família que administra, o camping pode ser feito ao lado de uma cachoeira que tem por lá e foi por lá mesmo que escolhi montar a barraca. Era um domingo e não tinha ninguém acampando, então fiquei por lá com a lua cheia e o barulho dos animais/insetos, foi uma noite maravilhosa, futuramente voltarei lá. A família que administra o local me fez sentir como um membro da mesma, o casal Sandro e Sandra são pessoas maravilhosas! Fiquei surpreso com a simplicidade e gentileza deles! Descanso bem para o próximo dia...

''Menos conforto, mais vida!"

A noite toda ao som da cachoeira que tem ali do lado, que maravila!

5º dia: Recanto Perehouski, Salto São Sebastião/Mlot e Prudentópolis (4/12/2017)

No quinto dia de viagem visitei o Salto São Sebastião e Mlot, ambos tem mais de 100 metros, fica um de frente para o outro, mas o mais incrível é que são de rios diferente, ou seja, duas cachoeiras uma de frente à outra de dois rios diferentes, coincidência??? Após a água descer, forma-se então um único rio, que mágico isso!!! Faço uma trilha também menos extensa que o a do São Francismo, mas difícil igual, e após terminar me deparo com essas maravilhas: Crédito da foto para o amigo que fiz por lá: Thiago do Vamos Desbravar, e como ele diz: ''Surreal esse lugar''.

Após curtir o lugar, volto para o Recanto, faço um almoço (bom demais o almoço do Recanto!) e parto para a cidade de Prudentópolis onde ficaria na casa de um amigo cicloturista e escalador: Andrey. Chego na cidade por volta das 18 horas, dou uma volta no centro da cidade e sigo em direção a casa do meu novo amigo, gente boníssima demais. Apesar de ter ficado pouco tempo, tivemos boas conversas sobre nossas aventuras... Como é bom conhecer gente massa assim!

6º dia: Prudentópolis(PR) a Palmeira (PR) ,127 kms pedalados (5/12/2017)

O sexto dia de viagem começou nublado e a tarde com sol quente. Pedalei por uma estrada legal (BR-277) e neste dia não saberia onde iria dormir. Pedalo a parte da manhã rumo a Irati-PR onde iria fazer um almoço, chegando por lá o tempo ainda permanece nublado, chego a pensar que a tarde choveria... Mas ok, fiz um almoço e parto rumo a Palmeira. Minha ideia era pedalar em torno de 100 kms e após dar essa quilometragem, iria arrumar um lugar pra acampar. Concluo os 100 kms em torno das 18 horas e começo a procurar um lugar, neste momento estava em mente em fazer um camping selvagem. Encontro um local mais ou menos legal, o que atrapalhava era o barulho da rodovia, mesmo assim decido me instalar ali (mato à beira da estrada), começo a ajeitar as coisas para o camping e nesse meio termo desisto, penso que não descansaria legal naquele local e também estava com certo receio de dormir no meio daquele mato. E então, já cansado, sigo para a cidade de Palmeira-PR. Chego antes de anoitecer e vou direto ao corpo de Bombeiros pedir um local pra armar a barraca: respostas positiva. Graças!

Consigo um local legal para armar a barraca, ao ar livre, melhor ainda pois a lua estava muito bonita! Ganho convite para jantar e café da manhã, aceito. Fui muito bem recebido naquele ambiente, gratidão total para os bombeiros de Palmeira-PR!!

Pedalando em direção a Parlmeira, Virgílio, um aventureiro que faz viagens de moto pelo mundão, para seu carro no acostamento para trocar umas conversas! Mais uma amizade feita! Aproveito e peço pra ele sacar essa foto.

7º dia: Palmeira (PR) a Mafra (SC), 119 kms pedalados (6/12/2017)

E então completo uma semana de viagem! Após uma noite bem dormida nos Bombeiros, pego a estrada com intuito de chegar até a cidade de Mafra e assim entrar pela primeira vez em outro estado do Brasil com uma bicicleta. O trânsito até as 9:00 da manhã estava bem intenso, mas logo pego a PR-427 e o trânsito permanece muito tranquilo. Pela manhã decido que farei um almoço na cidade histórica de Lapa, as paisagens ao redor da estradas permanecem a me surpreender, lindo demais!

Após fazer minha refeição, sigo em direção a Mafra, numa estrada sem acostamento, mas bem tranquila, reta, e ainda com lindas paisagens:

Em PR-427, em direção a Campo do Tenente-PR

Ponte sobre o Rio da Várzea (passagem apenas de um veículo por vez), pertencente a pequena cidade Campo do Tenente-PR, com cerca de 7.000 habitantes.

Paro na cidade de Campo do Tenente (cujo nome se deu pela existência de um acampamento militar, em tempos da Guerra dos Farrapos, sob o comando de um tenente) para abastecer as garrafas de água e para fazer um lanche. Sigo em direção a movimentada BR-116, pedalo nela por cerca de 2 horas e chego então a divisa de PR e SC. Chego por volta das 18 horas e sigo na tentativa de conseguir algum local para acampar, infelizmente não consigo nada e então decido passar a noite em uma pousada... Contudo, fiquei muito feliz por poder cruzar um estado e entrar em outro apenas com ''as forças da perna'', isso me traz reflexões e fortalece as ideias de poder cruzar o Brasil um dia ..

E assim concluo a primeira semana de viagem: 647,37 kms.

8º dia: Mafra (SC) a São Bento do Sul (SC), 68 kms pedalados (7/12/2017)

Após uma boa noite de descanso, decido pedalar um pouco menos para me dar um descanso, então nesse dia faço apenas 68 kms. Pedalo cerca de 45 kms pela parte da manhã, faço um almoço em Rio Negrinho (SC) e depois sigo para São Bento do Sul (SC), uma cidade legal. Lá conheço o Leandro, um outro aventureiro, o mesmo realiza viagens de bici por esse Brasil. É sempre um prazer conhecer pessoas de mentes abertas e com conhecimentos para passar, gratidão total!

Uma nova amizade feita: Leandro.

9º dia: São Bento do Sul (SC), Corupá (SC) e Jaraguá do Sul (SC), 91 kms pedalados (8/12/2017)

Saio para pedalar as 8:00 horas da manhã rumo a Corupá-SC, faço um lache à beira da estrada, sigo pedalando até Corupá (40 kms) e por lá mesmo faço um almoço. O caminho que leva até a Rota das Cachoeiras é difícil de se pedalar, tem serras, porém tem lindas paisagens que as subidas acabam sendo esquecidas:

BR-280, próximo a Corupá (SC), lugar lindo de se pedalar.

Chegando à Rota das Cachoeiras de Corupá, faço um almoço e sigo para fazer a trilha das cachoeiras. Eram aproximadamente 14:30 da tarde. O intuito era de fazer a trilha até a 14º cachoeira, mas a trilha é extensa e pude ir até a 11º. Decidi voltar às 17:00 horas da tarde, pois teria que pedalar mais 41 kms até a casa de minha prima em Jaraguá do Sul (SC). Enfim, lá é outro local que voltarei, pois o lugar é magnífico, aquele cheiro de mato... Com uma trilha relativamente difícil, mas com muitas nascentes para se pegar uma água geladíssima para se hidratar... Aquelas diversas e lindas quedas... Aquele lugar... Tenho que voltar lá, ha ha ha ha!

Em São Bento do Sul (SC) conheço um ciclista chamado Dorgivan que estava realizando uma viagem de bicicleta, trocamos poucas conversas... Mas em Corupá, coincidentemente, o reencontro, chegamos praticamente juntos no restaurante que fica ao lado da Rota, então fomos à trilha das cachoeiras juntos.

Algumas fotos das cachoeiras que tem por lá:

Momento de reflexão diante dessa maravilha!

Existe um paraíso... E é aqui mesmo... A natureza!

Aproveitamento das minas de água para fazer um chuveiro de água ''infinita''.

Após chegar na 11º queda decido descer, pois o relógio marcava 16:30 h e eu tinha que pedalar mais 41 kms até a casa da minha prima. Então desço correndo para pegar a minha bici e seguir rumo a Jaraguá... Pedalo cerca de 8 kms por estrada de terra e pego a BR-280. A mesma estava com um trânsito muito intenso naquele horário (aprox. 18 horas) e pra piorar, nos trechos que eu estava pedalando o acostamento era minúsculo ou inexiste. Então paro pra fazer um lanche à beira da estrada e decido pegar novamente estradas de terra para evitar aqueles trechos... Enfim, pedalei por trilhas lindas, bem mais calmas que a rodovia onde só se escutava barulho dos animais.Paisagens em Jaraguá do Sul, lindas!

Jaraguá do Sul (SC).

E então chego ao meu destino somente as 20:00 PM. Como os outros, foi um dia sensacional! Então finalizo o 9º dia com 807,07 kms pedalados. Em Jaraguá do Sul (SC), foi muito bem recebido pelos meus primos (Leila e Anderson), aproveito para descansar dois dias antes de descer para as praias...

12º dia: Jaraguá do Sul a Barra Velha (SC), 60 kms pedalados (11/12/2017)

Após dois dias descansando e curtindo meus primos, sigo viagem rumo ao litoral... Foram 60 kms pedalados numa manhã, com um percurso bem movimentado (BR-101). Chegando em Barra Velha (SC) vou direto pra praia, fiquei imensamente feliz por chegar ao mar pela primeira vez pedalando!Momento exato em que eu e a Bike Mágica entra em contato com a areia da praia.

Após curtir a brisa, faço um almoço por volta das 13:00 horas, e as 15:30 chego na casa de um outro ciclista chamado Rodrigo que me recebeu naquele dia, gratidão total!

13º ao 15º dia: Barra Velha (SC) a Bombinhas (SC), 82 kms pedalados (12/12/2017 a 14/12/2017)

Saio de Barra Velha por volta das 07:40 AM, passo numa panificadora pra abastecer meus alforges e sigo rumo a Bombinhas. Pedalo até Itajaí pela BR-101 e de Itajaí até Bombinhas fiz a maior parte do trajeto pelas avenidas a beira-mar, lindo percurso!

Passando pela cidade de Itajaí, decido visitar a pista de atletismo que lá tem:

Consegui em apenas uma foto resumir tudo o que mais amo fazer, ciclismo e atletismo! Linda essa pista!

Após passar por Itajaí, sigo pra Balneário Camboriú para fazer um almoço e visitar alguns lugares...

Morro do Careca em Balneário Camboriú - SC

E de Balneário sigo para o bairro Zimbros de Bombinhas onde pude conhecer outro cicloviajante chamado Jean que me hospedou por um dia e meio, gratidão, Jean!

Após a noite de descanso, sigo de bike conhecer Bombinhas, uma cidade fantástica! Primeiramente fui ao Morro do Macaco, onde tem uma vista linda, depois segui para as praias da Lagoinha e Sepultura, onde além de conhecer uma pessoa muito gente boa, chamada Xande, pude conhecer as maravilhas das praias Sepultura e Lagoinha.

Morro do Macaco, em Bombinhas - SC

Momentos de reflexão perante essa maravilha... (Praia da Sepultura)

Mais amizades feitas: Xande, Will, Jonildo e Thiago.

Após curtir a cidade, descanso e na manhã do dia seguinte parto para Florianópolis, destino final da minha cicloviagem.

15º 16º dia Bombinhas (SC) a Florianópolis (SC), 90 kms pedalados (14/12/2017 a 17/12/2017)

Era em uma quinta feira de dezembro que eu concluiria meu sonho de viagem, chegaria em Florianópolis com a bike! Pedalo pela movimentada BR-101, faço um almoço as 13 horas em Biguaçu, e sigo em direção a Ilha Mágica! Muito trânsito para se chegar, e na ponte Pedro Ivo Gomes quase cometo um grande erro. Não sabendo que lá tem uma passarela para pedestres e ciclistas, sigo normalmente pela passagem dos carros e como lá não tem acostamento, decido pedalar mais rápido... Mas após pedalar cerca de 150 metros, alguns carros buzinavam pra mim de modo mais intenso, então percebo que isso não é normal e começo a refletir... Então decido voltar na contramão empurrando a bike, com medo, mas finalmente consigo voltar e perguntar pra uma pessoa sobre uma possível passarela, então sigo pela passarela e chego a Ilha!

Logo ao entrrar na cidade, tem uma ciclovia onde sigo por ela. Após pedalar alguns kms, atravesso pela passarela e vou para o outro lado da avenida, paro no semáforo e um motociclista também para ao meu lado e trocamos algumas conversas, o mesmo se chama Beto, também faz aventuras em Motorhome e sua esposa é uma cicloturista, Bianca, trocamos contatos e seguimos para nossos destinos, depois mais tarde, tive o prazer de conhecê-los melhor e passar um dia em suas casa...

E sigo em direção ao meu destino: Praia do Campeche, onde ficaria na casa de um outro amigo que fiz no camping de Prudentópolis, chamado Rais, gratidão total, Rais! Descanso em sua casa e no dia seguinte vamos conhecer algumas praias de Florianópolis...

Visitamos as Praias Matadeiro/Armação. O nome Matadeiro é muito antigo, vem da época em que era permitido caçar baleias. Os pescadores montavam sua armadilhas na Armação e as matavam no Matadeiro

Em Lagoa do Peri... Passei uma tarde toda por aí, pude pôr em prática as aulas de natação da facul, rs !

E nos outros dias que fiquei por Florianópolis, fui a casa dos novos amigos Beto e Bianca, e na casa do cicloturista Jonildo (o mesmo cruzou o Brasil de Norte a Sul em 100 dias), onde pude ser muito bem recebido nessas casas! Muito bom conhecer ''malucos'' como a gente! rs. E também conheci pessoalmente (pois até então só a conhecia pela net), por acaso, uma outra cicloturista chamada Tânia, eu estava saindo da Ilha quando a vi pasando do outro lado da avenida, paramos, nos reconhecemos e pudemos se conhecer pessoalmente.

Acho mais importante do que a quantidade kms percorridos, é a quantidade de amigos que se faz em uma viagem dessas. E é com essa foto que respondo às pessoas que me perguntam: ''mas você viaja sozinho?''.

Nesta foto faltam algumas pessoas, porque infelizmente eu perdi as fotos da minha câmera fotográfica e só fiquei com as fotos do celular... Mas mesmo assim, obrigado a todas as pessoas que me ajudaram de algum modo a concluir essa aventura, seja com um canto pra passar a noite, uma comida, uma palavra de motivação e etc. E mais importante do que qualquer foto, foi a vivência real que tivemos... Acredito que nesse mundo ainda existe muita gente de bom coração e que é muito mais pessoas do bem do que pessoas do mal: ''Não podemos perder a fé a esperança; De viver em um mundo um mundo sem guerra; Nem morte nem fome nem dor'' (música de Gaia Piá).

Enfim, esse foi meu relato de viagem, tentei transmitir um pouco do que passei por essa cicloviagem, e quem sabe isso pode inspirar alguém a realizar seus sonhos de viagens... Ademais, a gente nunca será a mesma pessoa após retornar de uma cicloviagem, um mochilão e outras viagens não tão convencionais. Passo a ter outra visão de mundo, minhas reflexões de fatos gerais e do cotidianos são frutos de estudos e experiências vividas na estrada...

Contudo, com esta cicloviagem aprendi muitas coisas, aqui cito algumas: a ser mais paciente comigo e com outros, a amar mais o Ser que eu sou e as pessoas ao meu redor, a enxergar claramente que as melhores coisas da vida são as simples, que a paz interior é o nosso maior tesouro, que as maiores barreiras são as psicológicas, que tudo que eu preciso posso carregar em cima da minha biclicleta, por isso que ela é uma Bike Mágica, e que a vida faz total sentido simplesmente quando estou viajando de bicicleta, pois tudo parece que fica lindo. Enfim, amo de coração o que eu fiz e buscarei caminhos para que outras viagens como esta sejam realizadas pelo o William! E para finalizar, deixo aqui um conselho: se você tem vontade de viajar de bicicleta, vá!!! É algo inovador, diferente, simples, revolucionário de se fazer. Para mim, é vida!

Aqui segue a foto do meu velocímetro com a distância total da viagem e uma mensagem:

Fim.

DADOS GERAIS DA VIAGEM

  • Estados visitados: Paraná e Santa Catarina;
  • Principais cidades visitadas no Paraná: Jandaia do Sul, Ivaiporã, Pitanga, Turvo, Prudentópolis, Irati, Palmeira, Porto Amazonas, Lapa, Campo do Tenente e Rio Negro. Em Santa Catarina: Mafra, São Bento do Sul, Corupá, Jaraguá do Sul, Schroeder, Barra Velha, Itajaí, Balneário Camboriu, Itapema, Porto Belo, Bombinhas e Florianópolis;
  • Total de Kms pedalados: 1.172,7 kms;
  • Período da viagem: 16 dias;
  • Tempo total pedalado: 85,5 horas;
  • Hospedagens em casas: 9, em pousadas: 2, em camping: 1, ao ar livre: 2;
  • Câmara de ar furada: 3 traseiras;
  • Financeiro, gasto total: aproximadamente R$ 500,00 (maior parte com alimentação);
  • Quilômetros diários (mínimo e máximo): 33,17 e 139 kms;
  • Velocidade máxima atingida: 69,4 km/h (em uma descida de Alto Porã-PR)
  • Velocidade Média da cicloviagem: 13,6 km/h
William Jhones
William Jhones

Published on 12/30/2017 18:13

Performed from 11/30/2017 to 12/17/2017

Views

4104

5
Elair Clement
Elair Clement 01/02/2018 00:15

Parabéns brother!! "não viajo pra fugir da vida, mas para a vida não fugir de mim" gostei desta máxima! Isso faz todo o sentido, sua viagem foi maravilhosa, achei emocionante a sua chegada no mar, foi idêntica a minha cicloviagem pelo litoral paranaense em 2014, primeira vez chegando na praia de bike realmente é muito emocionante...engraçado que quando te conheci eu vinha de bicicleta da cidade vizinha JANDAIA DO SUL, e você com a sua bicicleta me abordou lá no pedágio. É...realmente você mostrou ser fera e capaz de realizar viagens fantásticas !!

Elair Clement
Elair Clement 01/02/2018 00:16

Uma observação, tem mais de quatrocentas vizualizações... mas o pessoal precisa comentar mais não é mesmo ?!

William Jhones
William Jhones 01/02/2018 17:43

Obrigado pelas palavras, Elair! Então, as visualizações, em sua maior parte, advém dos meus amigos de Facebook e eles normalmente não têm cadastro no site, penso que seja por esse motivo... Abraço!

Alberto Farber
Alberto Farber 01/04/2018 14:52

Fera!!

Renan Cavichi
Renan Cavichi 01/07/2018 12:22

Demais!

William Jhones

William Jhones

Maringá - Paraná

Rox
94

Um sonhador... Apaixonado pela vida e a natureza.

Adventures Map
www.youtube.com/watch?v=SYIK5-vPbqE&t=1s

148 Following