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04 - Trek Vallunaraju + IceClimb (4.945m)

04 - Trek Vallunaraju + IceClimb (4.945m)

Curso de Instruções em Glaciar, ancoragens básicas e resgate em gretas no glaciar - VÍDEOS E FOTOS

High Mountaineering Climb Mountaineering

"A tendência bizarra em montanhistas não é o risco que eles tomam, mas o grande grau em que valorizam a vida. Eles não são loucos porque não se arriscam, eles são loucos porque eles arriscam. Essas pessoas tendem a desfrutar a vida ao máximo, riem mais, viajam mais e trabalham menos. "

- Lisa Morgan

Essa é o quarto relato com a sequência de aventuras pela região Norte do Peru. Sendo composta pelos seguintes relatos seguintes no meu perfil:

01 - Laguna Wilcacocha (3.725m)

02 - Laguna Paron (4.205m)

03 - Laguna 69 (4.200m) + Trek Santa Cruz (4,750m)

04 - Trek Vallunaraju + IceClimb (4.945m)

05 - Trek Campo Base Ishinca (4.440m)

06 - Nevado Mateo (5.150m)

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Dados Necessários:

  1. Transporte Privado com Guia (agência: andenno viaggio).
  2. Tempo de caminhada: 2,5 horas até o campo base.

Esse era o grande dia para o grupo, estávamos prontos para finalmente usar os equipamentos que alugamos e aprender sobre algumas técnicas usada em Progressão em Glaciar e Escalada com Piolet, além de colocarmos a teste nossa barraca, subir um trecho com mais peso, carregando os equipos de escalada além de dormir mais alto que os dias anteriores.

Bom para chegar neste dia viemos nos preparando com a Aclimatação, na imagem abaixo é possível ver nosso nível de saturação de sangue de cada um do grupo e lugares que percorremos. Chegar no campo base a 4.945m exigiria muito esforço físico devido ao nível de altimetria mas a nossa respiração deveria estar redondinha devido ao plano que executamos para nossa aclimatação.

Sobre os equipamentos para uso em gelo

Desde que resolvemos ir ao Peru com a intenção de escalar a nossa primeira Alta Montanha com ajuda de um guia local, sabemos que são nossos méritos nas montanhas brasileiras não eram suficientes. A preparação para estar nesse ambiente começou a pelo menos 7 meses antes da data da viagem, os treinos para um bom condicionamento físico, resistência e cardio eram essenciais. Confiar nossa vida na mão de um guia também era coisa pra se pensar e a escolha de quem vai estar ao seu lado pra isso também. Nenhum dos 4 tinha habilidade suficiente para dizer eu posso escolher tal pessoa "porque sou forte "ou "porque já sei o que vamos enfrentar" essas razões não existiam para nós, fomos os 4 escolhidos por nossa motivação e vontade de aprender.

Fomos atrás de amigos para nos ajudar sobre equipamentos, começamos a comprar bem antes porque algumas coisas tivemos que importar. Desde equipamento de escalada, a roupas adequadas para essa atividade, mochila cargueira, sacos de dormir de baixa temperatura, barraca,mapas, gps e etc (lista completa na aba de checklist) acabei fazendo uma lista do que eu tinha que ter até a data da viagem. Eu fiz algumas pesquisas em blogs, site das fabricantes para conhecer mais sobre as tecnologias e porque eu deveria investir e confiar minha vida a elas. Pois bem comprei um livro também por várias indicações para que eu pudesse ter uma introdução a esse universo (na aba de checklist está os nomes). Os meninos fizeram o Curso Básico de Escalada em Rocha para aprender os procedimentos e nos usados; eu já havia feito no ano anterior .

Deixamos para alugar em Huaraz: botas duplas, crampons e piolet. A corda e outros equipamentos de resgate em gretas eram itens obrigatórios do guia que contratamos através de uma agência. Cadeirinha, capacete, fitas solteiras e mosquetões já havíamos comprado. Huaraz e uma cidade porta de entrada para atividades de alpinismo na Cordillera Blanca, posso dizer com segurança que você irá encontrar itens como esses para alugar, assim como roupas de frio e saco de dormir.

DIA UM

Levantamos cedo e embarcamos na van contratada pela agência para o nosso transporte. O Glaciar Vallunaraju e o escolhido para todos aqueles que estão iniciando no gelo como a gente. E relativamente perto de Huaraz, durante o trajeto na estrada tivemos uma parada onde o guarda-parque conferiu nossos tickets. Detalhe: ele estava de moto ao ver nossa vão subir ele logo veio ao nosso encontro em determinado ponto. Isso é comum disse o guia.

Na próxima imagem é possível ver o ponto aonde a van nos deixou, e começamos a caminhada de aproximação até o campo base. O ponto vermelho é onde acampamos, lá é uma montanha escola para quem está iniciando, e muitas pessoas realizam curso de gelo nessa montanha glaciar.

De todas viagens que fizemos de van essa foi mais rápida, Vallunaraju é relativamente mais perto de todas as montanhas e sua vista pela cidade de Huaraz é linda.

A subida era constante são cerca de quase 3km saindo de 4.328m a 4.945m,com alguns trechos de exposição e não sei porque, subidos esse trecho de aproximação com Botas Duplas, foi um erro é claro, mas não levamos a bota comum para diminuir o peso, pois subimos com tudo que tem direito, a bota do Tiago o deixou com bolha, a minha apenas esquentava demais além do que era pesada pra caramba e prendia bem o tornozelo e trechos que precisavámos dos movimentos.

Um dos integrantes, nosso companheiro Allan lesionou a panturrulha na subida em um trecho muito exposto (trecho marcado no track), mas continuou a subida normalmente, ao chegar no campo base ele estava sentindo já as dores de ter extirado o músculo. Chegamos por volta das 10h no pé da trilha e as 13h no objetivo final do dia, armamos as barracas, estava um frio e um vento aterrorizante mas deu certo, sentamos para as primeiras instruções de nós.

Na foto: Samuel (de blusa vermelha) e Allan escutando as instruções do guia Daniel

O Allan começou aprensentar sintomas de mal da montanha, achávamos que era só o cansaço pela subida íngreme, mas ele não estava conseguindo executar os nós + básicos até então que para ele era fácil na sua profissão ele já usara; colocou a cadeirinha com muita dificuldade. Quando pedi pra ele retirar o cartão de memória do saquinho ziplock para mim ele não abriu e me devolveu do mesmo jeito como se tivesse feito a ação, foi quando demos por conta que ele não estava bem. Samuel levou ele para barraca para descansar e ficamos de observação, o fato é que ele não conseguiu realizar o treinamento.

O líder de cordada precisa aprender a fazer o nó Backman e deixar ele pronto já em seu hack da cadeirinha, assim como deixar estacas e piolet em posição de rápido alavanque para parar uma eventual queda e começar o processo de resgate. Além de aprender os processos para se encordar e distribuição de equipe de acordo com seu peso. Na ocasião andaríamos em 2 cordadas : 1: Guia - Eu - Samuel // 2: Tiago - Allan

Foto na placa do campo base! Depois da janta fomos para nossas barracas e na manhã seguinte levantar cedo para ir atéo glaciar praticar: Travessia em Glaciar, manejo de piolet, parar queda, resgate em greta, escalada em 3 pontos em parede vertical.

DIA DOIS

Com sugestão de nosso guia, fizemos a primeira parada as 7h30 já nesse trecho para realizar o procedimento de resgate de "vítima com queda em greta" - todos nós fizemos as quedas e os resgates. A ancoragem é feita por uma estaca, e o sistema de resgate que aprendemos foi usando somente Freio ATC e mosquetões com nó Backman, esse sistema exige muito das duas pessoas da cordada para realizar, além de fôlego, força! (existe muitos outros sistemas, a escolha pelo guia, foi dada ao nosso aprendizado de subir uma montanha já com necessidades conhecidas, é importante lembrar que fizemos um curso/treinamento com foco na subidad do Tocllaraju e que um curso completo você apenderá todas as técnicas exigidas de um guia, isso é oferecido pra quem quer se tornar um guia na Casa de Guía em Huaraz)

Agora era hora de irmos para as parede realizar o rapel e subida com os piolets técnicos (na aba vídeos tem um trecho de escaladad o Tiago). Foi uma parede de 10m escolhida, onde nosso guia fazia nossa seg do topo.

Em ocasião, aprovetei as fotos para dar foco nos capacetes que pintei exclusivamente para nossa expedição!!! nossas marcas e aspirações marcadas e testadas na Cordillera Blanca.

Como disse nosso foco era o curso, então não subimos ao topo do Vallunaraju, descemos para o acampamento,nos alimentamos e descemos para nossa van que nos resgataria, o Allan ficou no acampamento não realizando o curso, porque sua panturrilha não estava boa, mas segundo ele o mal da montanha tinha passado.

*Tracklog disponível, está com alguns "erros" bem na parte exposta, bem a rota mais íngrime.

Estávamos partindo de volta para Huaraz para descansar um dia e partir rumo a próxima jornada!!!

Aguarde o próximo post!!!

Obrigada a todos que separaram tempo para ler !!!

Dri @Drilify
Dri @Drilify

Published on 01/29/2019 14:33

Performed from 09/13/2018 to 09/14/2018

2 Participants

Tiago Amaral Samuel Gonçalves

Views

3863

1
Alberto Farber
Alberto Farber 01/30/2019 16:07

Bah, essa sequência de relatos ta animal!! Senti a fadiga do cara tentando escalar o paredão com o piolet, sinistro!