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Trilha no Pico Araçatuba - Tijucas do Sul - PR

Trilha no Pico Araçatuba - Tijucas do Sul - PR

Hiking realizado até o Pico Araçatuba, em Tijucas do Sul no Paraná. No total foram 7,5 km em 6 horas de trilha. Ascensão de 806m.

Hiking Mountaineering

Bora? Bora!

Foi assim que eu, um brother meu desde o intercâmbio (Igor) e mais um amigo dele (Estevão) decidimos, praticamente de véspera, fazer o Pico Araçatuba. Diga-se de passagem que, às vezes, pouco planejamento e poucas expectativas construídas fazem as coisas darem mais certo.

Saímos de Curitiba de manhã, por volta das 8h e fomos de carro até Tijucas do Sul. O acesso se dá pela BR 376 que liga Curitiba a Joinvile-SC, através do Bairro do Matulão, que pertence a Tijucas do Sul. Em seguida acessamos a estrada de terra e seguimos as placas por 8 km até o propriedade localizada na base da montanha. O Google Maps deu conta de nos guiar até lá. É preciso pagar uma taxa de R$ 15,00 por carro para uma senhorinha que mora no local. Há infraestrutura de banheiros, o que já uma boa ajuda.

O Pico Araçatuba, com seus 1673 m de altitude, faz parte do complexo da Serra do Mar - em sua última porção no Estado do Paraná. Iniciamos a trilha por volta de 9:30 da manhã. O primeiro trajeto ocorre em mata fechada, com alguns pontos de água. Há uma segunda etapa com mata mais aberta e bastante íngreme e logo em seguida novamente uma mata, bem menor, e com um riacho. Essa trilha é bastante íngreme, e por termos feito ela no verão foi bastante cansativa, especialmente pra mim que estava uma pouco mais lenta do que os outros dois. Quando chegamos nesse último riacho, eu já tinha bebido uma garrafinha de água. Por sorte o Igor estava com um filtro de membrana e deu para reabastecer ali mesmo.


Início da trilha: mata fechada e alguns pontos de água. (Foto: Igor Waszczynski)

Faço aqui um parênteses para um dos nossos maiores erros nessa trilha: o cálculo errôneo da água necessária. Eu sabia que eram em torno de 3,5km de trilha até o cume, e levei 1 litro e meio de água. Meus colegas também levaram mais ou menos a mesma quantidade. Entretanto, com muita ascenção, um sol forte de verão, e 3 pessoas que são acostumadas a beber bastante água, essa quantidade se mostrou insuficiente. Foi preciso racionar a água, o que nos obrigou a fazer mais pausas para descansar e recuperar as energias.

A caminhada de ascensão ao cume não apresenta dificuldades técnicas. Entretanto por ser de bastante inclinação, percebemos que um mínimo de preparo físico era necessário. A trilha é realizada em área aberta, com vegetação rasteira e de dificuldade moderada (7,5 km ida e volta). Desde a base até o cume são de 3 a 4 horas, dependendo do ritmo da caminhada. Além da inclinação, outra dificuldade presente, especialmente no verão, é a exposição ao sol em praticamente 90% do trajeto.

A trilha é predominantemente íngreme e aberta. Em dias ensolarados, isso exige ainda mais resistência. (Foto: Igor Waszczynski)

O tempo todo olhávamos para o topo da montanha e pensávamos: "Nossa ainda está longe", mas quando chegamos lá descobrimos que aquele era o falso cume, e que o cume de verdade ainda exigia mais um pedaço de trilha (essa foi a verdadeira mistura de frustração com expectativa rsrs). Depois de muita subida, pausas para lanches, fotos, e paradas para acalmar a respiração ofegante, chegamos ao cume!

A poucos passos do cume. Todo o esforço valeu a pena! (Foto: Ana Retore)

Foi demais! É aquela sensação de todos os aventureiros, de que o perrengue valeu a pena, de que hoje você é um pouco mais forte, de que você aprendeu mais uma lição. A vista lá de cima é linda. E fica mais linda ainda com o sabor da conquista. Lá de cima dá pra ver a baía de Guaratuba, o Morro dos Perdidos, outros picos da Serra do Mar. Valeu totalmente a pena! No cume nos demos um bom tempo para comer, descansar, tirar fotos, deixar nossa assinatura no livro do cume e simplesmente contemplar aquela vista gratificante.

Vista da trilha, o lado pelo qual se atinge o cume (Foto: Ana Retore)

Vista da Serra do Mar (Foto: Ana Retore)

Logo em seguida, começamos a descida. Como já dizem “pra baixo todo santo ajuda”, não precisamos fazer tantas pausas (só algumas procurando as escassas sombras) e fizemos o trajeto em metade do tempo. Porém por causa do tempo seco, os trechos da trilha de terra eram bastante traiçoeiros e escorregadios. Isso exigiu bastante atenção e força nos pés. Depois de um considerável tempo de descida embaixo do sol, chegamos àquele segundo trecho de mata fechada. Nunca fiquei tão feliz com tão pouco, foi aí que descobrimos o verdadeiro sentido da expressão “sombra e água fresca”. Aquilo foi como um oásis. Paramos e reabastecemos os recipientes de água já vazios (e o que ainda tinha um pouquinho de água dava pra fazer um chimarrão facilmente hahaha), matamos a sede, refrescamos o rosto, e eu fiz questão de dar aos meus pés doloridos e inchados um bom banho de água fresca. Essa pequena pausa foi rejuvenescedora.

Pausa para reabastecimento. (Foto: Igor Waszczynski)

Descemos mais um pedaço, também bastante íngreme e com mata aberta até chegarmos ao trecho final da trilha (novamente com mata fechada). O cansaço, minha pele queimada do sol (mesmo e tendo passado protetor 2 vezes), um pouco de dor de cabeça, nada foi suficiente para tirar a empolgação e a felicidade de um dever cumprido. A trilha vale muito a pena. Não só pela vista do cume, mas porque o trajeto todo faz você se motivar, a dar mais um passo, a subir mais uma rocha, a colocar um pouco mais de força nos joelhos. Li em alguns posts na internet que era uma trilha fácil, mas essa não foi exatamente a minha percepção de trilheira amadora. Mas foi essencial para que eu saísse de lá, um pouco melhor do que eu cheguei.

No total, ida e volta foram 7,5 km em 6 horas de trilha. A ascensão total foi de 806m.

m/

Ana Retore
Ana Retore

Published on 01/07/2018 10:45

Performed on 01/06/2018

2 Participants

Igor Waszczynski Estevao Ronzani

Views

20149

17
Marcos Zini
Marcos Zini 09/30/2019 08:23

Parabéns pelo relato. Por causa dele fui fazer essa trilha e foi muito legal. Obrigado.

Renan Cavichi
Renan Cavichi 10/05/2019 22:47

Demais, ainda quero conhecer!

Ana Retore
Ana Retore 10/05/2019 22:49

Obrigada pessoal! Que bom poder inspirar novas aventuras por aí ☺️

Diego Fernando
Diego Fernando 05/26/2020 20:07

A trilha e bem sinalizada ? La de cima e possivel ver onde comeco a trilha ?? Tem fotos do tamanho das inclinacao ? Quero ir com parapente quero tenta voar

Ana Retore
Ana Retore 05/26/2020 22:03

Olá Diego, tudo bem? A trilha é relativamente bem sinalizada sim ( pelo menos na época estava) porém não recordo se era possível ver o início da trilha. Talvez pelo tracklog você consiga ter uma noção da inclinação. Dê uma olhadinha ali no Tracklog que eu anexei, espero que ajude ;)

Samila
Samila 07/27/2020 14:46

Olá...boa tarde! Você tem o contato dessa chácara que paga pra poder entrar? quero ir nesse fds (30/07/20)porem estou com medo de chegar la não poder subir..

Ana Retore
Ana Retore 07/27/2020 23:10

Olá Samila, infelizmente não temos o contato, apenas encontramos este lugar chegando lá mesmo

Kevin Souza de Oliveira
Kevin Souza de Oliveira 09/28/2020 22:41

SÍTIO AMADEU (41) 9 8754-3002 PARQUE ARAÇÁ (41) 9 9202-3334

Ana Retore

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Porque, no futuro, vou mostrar esse perfil para os meus netos 😊

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