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Dedo de Deus

Dedo de Deus

Escalada clássica do montanhismo brasileiro.

Climb Mountaineering

Com o fim da temporada de montanha, tínhamos uma janela da sexta feira dia 23 de Outubro de 2020. Tinha chovido nos dias anteriores, o que aumentaria o nível da escalada, mas a vontade de conhecer o Dedo de Deus era enorme e de repente, o convite apareceu, do meu chapa e grande aventureiro Eduardo Colombo, com a companhia do master Osmar, outro guerreiro (dou meus parabéns pela conquista) e do guia Roberto, do Amigos da Montanha (dou 50% dos créditos para ele por quer feito seg de nós três com muita destreza, sem hesitar, ainda mais por estar molhada a maioria dos trechos).
Saímos às 7 horas da manhã, todos com sorrisos nos rostos, ânimos nas alturas, sem saber o que iríamos encontrar…

Com uma hora de trilha bem puxada chegamos nos cabos de aço.

Depois seguimos por mais duas horas e meia de mais cabos e trepa-pedras até o começo da escalada: a passagem da Maria cebola, onde existe uma saída de 5º grau, depois contorna num trecho muito exposto, para mim, um dos mais adrenados da via, que não são poucos. Muitos lances com a faca nos dentes…

Depois chegou a tão esperadas chaminé, que achei que fosse ser difícil para mim mas acabou sendo o trecho mais prazeroso

Deu tempo para relaxar enquanto o guia sofria kkk

Já estávamos quase chegando, cansados pois já era umas 17h da tarde. Só faltava mais uma lance bem gostoso, o mais fácil antes das escadas. Nessa hora veio o prazer da conquista.

Depois da conquista, nessa hora nos demos conta que retornaríamos durante a noite. Seriam 4 horas de muita atenção nos cabos de aços molhados onde sem luvas seria impossível descer as pirambeiras escorregadias.

Fizemos dois rapéis noturnos com visual incrível da cidade, porém faltava muito ainda. A descida parecia interminável, ainda mais à noite. A trip chegou ao fim por volta das 22h, aí não teve fotos por falta de inspiração, kkkkk

Resumo da ópera:

O Dedo de Deus é muito cansativo, nível hard, o nível 4º dá a falsa ideia do que iríamos encontrar e molhado piorou muito. Não tem nada a ver com graduação.

Destaque para os lances de muita exposição, onde dá medo, e olha que sou meio doido, kkkk.

Quem espera só prazer de escalar, esquece. É punk, tem uns lances que se vacilar já era, não tem margem para erro, mas o risco é controlado.

Essas foram minhas concepções, gostei muito e faria de novo e de novo…

Crédito para esse cabra:

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Jon Suguiyama
Jon Suguiyama 10/26/2020 12:15

Esse é aventureiro raíz! Parabéns pela conquista!

Roberto Soares
Roberto Soares 10/26/2020 22:48

É meu amigo... como eu disse várias vezes para vcs... quando falamos em escalar o Dedo de Deus não pense em uma escalada clássica mas sim um desafio q te leva aos seus limites... vlw a parceria e até a próxima.