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Hiking Morro do Cambirela - Palhoça - SC

Subindo a Via 3 até o topo para contemplar a bela vista da Ilha de Florianópolis.

Hiking Mountaineering

Hiking Morro do Cambirela - Palhoça - SC

 

Na última vez que recebi a visita, ano passado do casal de amigos Marilise e Luiz, que é o cara que faz o portal TrekkingRS acontecer, decidimos que na próxima visita deles aqui por minhas bandas, eu como anfitrião estaria incumbido de apresentar o Cambirela para a meus visitantes.

O Morro do Cambirela é uma montanha situada no maciço de mesmo nome, no município de Palhoça, no estado de Santa Catarina. Sua altura é de 1043 metros, o que torna o Pico do Cambirela o ponto culminante do município e da região, destacando-se pelo fato de elevar-se praticamente a partir do nível do mar até mais de um quilometro de altura. Está situado no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e domina toda a Baía Sul. (fonte: Wikipédia)

 

Subindo!

Como já dizia um antigo aforismo famoso de uma tribo Inuit da Amazônia: "missão dada é missão cumprida". Ao saber da vinda deles para cá na semana da Páscoa, tratei logo de organizar minha agenda de trabalho para liberar ao menos um dia durante a semana para cumprir a promessa, pois sabendo que as trilhas do Cambirela são muito frequentadas durante os finais de semana, situação que não me agrada em nada e também querendo oferecer aos meus convidados uma experiência mais intensa, marcamos para subir na quarta-feira da semana santa. Decisão acertadíssima, tínhamos a trilha só para nós.

Acordamos cedo, mas demoramos um pouco para sair, no entanto, indo de carro o Cambirela não fica tão longe assim. Por volta das 9 horas da manhã já estávamos no posto de combustível Cambirela, que como o nome já sugere, fica no pé do morro e a pouco mais de 1 km do início da Via 3, a trilha escolhida para a nossa subida. 

Existe uma placa na beira da Br101 indicando uma rua estreita e sem saída onde no final desta começa a trilha.

De início, a trilha se apresenta como uma subida moderada e abrigada do sol por uma exuberante mata, sendo que inicialmente o caminho todo é bem definido e não tem pontos ou bifurcações que deixem dúvidas. Porém, na medida em que se avança, a subida vai ficando mais íngreme e começam a surgir alguns pontos onde quem não conhece a trilha ou não dispõe de um GPS, pode ter problemas e perder tempo para localizar a trilha correta.

Depois de alcançar a cota dos 400 metros de altitude, logo em seguida encontra-se em sequência os três pontos de água mais fáceis e abundantes, e após estes, é praticamente inexistente uma fonte de água. 

É também a partir desta cota que a trilha fica mais íngreme e com alguns lances que exigem atenção e cuidado. São alguns lances de escalaminhada curtos e dois lances com corda. Nada de excepcional para quem está acostumado, mas para quem tem pouca prática ou medo de altura, é melhor ter um auxílio para superar tais obstáculos.

Durante a subida também existem alguns mirantes naturais de onde é possível ver a ilha de Floripa e também ter noção do quanto já se subiu.

Após atingir a cota de 700 metros, a trilha começa a abrir e não demora muito para encontrar com a trilha que tem a origem na Via 1 e Via 2. Deste ponto em diante, todas as trilhas seguem o mesmo caminho na direção sul e rumo ao topo, distante cerca de 600 metros.

O Cambirela, assim como muitas montanhas que já subi, possui um falso cume, que neste caso, que fica por volta de 50 metros abaixo do cume verdadeiro. Ao avistar, em um primeiro momento, dá a impressão de que se chegou ao topo, mas é quando se chega no alto deste que olhando em frente e para o alto, se vê o verdadeiro bastante próximo. 

Após uma pequena descida do falso cume, mergulhando um pequeno bambuzal chega o momento de um pequeno esforço final para subir os últimos metros e finalmente se alcança o topo do Cambirela e como recompensa pelo esforço, poder apreciar uma vista fantástica da ilha de Florianópolis e arredores.


Hora de tocar para baixo:

Após comtemplarmos o belo visual, descansarmos e fazer um lanche para repor as energias gastas na subida tratamos de começar o nosso caminho de regresso, lembrando sempre daquele velho ditado dos montanhistas: o cume é apenas metade do caminho.

Não sei vocês, mas para mim, a descida é sempre mais sofrida do que a subida. Um pouco pelo cansaço já acumulado da subida e outro tanto pelo impacto constante nas articulações dos joelhos... E como é quase uma tradição (ou seria melhor dizer maldição?), deixei meu par de bastões de caminhada em casa. kkk 

Logo no início da descida, dei de cara um uma moradora do local que estava aproveitando o calor do sol bem no meio da trilha: Uma bela Coral verdadeira.

É sempre bom lembrar que esta região litorânea do estado de Santa Catarina é repleta de serpentes tais como Coral e Jararaca, entre outras, e em dias quentes a chance de topar com algumas pelo caminho é quase certa.

Por motivos óbvios, é preciso estar sempre atento em onde se está pisando ou se agarrando.

Após negociar com muita calma com a dona Coral a nossa passagem de descida pela trilha, cada um seguiu seu caminho: Coral para o mato e trilheiros morro abaixo.

Sem mais nenhuma surpresa, seguimos nosso caminho e com algumas paradas rápidas apenas para tomar água, depois de pouco mais de 3 horas chegamos ao final da trilha e seguimos pelo acostamento da BR101 até o posto de combustível onde deixamos o carro.

 

Se gostou e quer saber mais, veja como foi a experiência na visão do Luís Fritsch clicando AQUI.

 

Fotos: Luis Henrique Fritsch

 

Dicas úteis:

- É possível acampar no alto do Cambirela. Existem dois espaços antes do topo onde é dá para colocar duas barracas no primeiro e três barracas no segundo. Já no topo, cabe apenas uma barraca.

- Se a ideia é passar uma noite por lá, evite os finais de semana pois é bastante normal subirem vários grupos e às vezes, alguns destes, não possuem o menor senso de como comportar-se no ambiente de montanha.

- No caso de pernoite, trate le levar toda a água que vai precisar pois se precisar captar água lá no alto, vai der de descer uma pirambeira bem difícil para conseguir o líquido precioso.

- Não faça fogo!

- Retorne com todo o lixo que produzir, e se puder, recolha também o lixo que encontrar pelo caminho.

- Se não conhece o caminho, vá com alguém que conhece ou use um sistema de navegação GPS. Não são raros os relatos de pessoas que se perderam e precisaram de ajuda dos bombeiros para regressar.

- No caso de fazer um bate e volta no mesmo dia, programe-se para começar o mais cedo possível. Principalmente no inverno, quando o período de luz natural do dia é menor.

- O Cambireta é um para-raio natural portanto é recomendável verificar a previsão do tempo e só investir na subida com tempo bom.

 

 

Edson Maia
Edson Maia

Published on 04/29/2019 08:34

Performed on 04/17/2019

1 Participant

Luís Henrique Fritsch

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Edson Maia

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