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Elter 11/20/2017 14:49
Senderismo em Cuber - Ilhas Baleares

Senderismo em Cuber - Ilhas Baleares

Trilha de 30km com 11h00 horas de caminhada por trecho da rota GR221.

Hiking Mountaineering

Completei a trilha (Senderismo como dizem na Espanha) de 30km com 11h00 horas de caminhada (já contando as pequenas pausas pelo caminho), variando a altitude entre 0m (nível do mar) e 1000m durante o percurso. O fato de ficar claro até as 21h00 e ter sinal de celular em quase todo o caminho permitiu esta tentativa mesmo sozinho só com uma mochila de ataque e fiquei muito satisfeito. Consegui terminar andando e respirando! ;)

O caminho foi entre Soller e Cúber pela rota GR221 e usando alguns caminhos alternativos (explicarei nos detalhes) por entre pedras, piso de terra, pedras soltas, ovelhas, cabras e montanha acima e abaixo onde estão os pinheiros e olivas. Havia uns trechos nível Hard/Aventureiro e um que eu chamaria de Insane he he. Ahh, o melhor de tudo... não gastei um tostão do meu bolso para toda a viagem (só o meu sangue de horas de dedicação a fio na empresa, que me gratificou desta maneira).

Para chegar a Soller peguei o carro emprestado (já com o tanque cheio J ) e coloquei no GPS para ajudar a chegar lá. Após estacionar, fui em direção ao ponto de entrada. A rota GR221 é bem sinalizada. (Se alguém tiver interesse é só buscar no Google). Fiz o trajeto até Biniaraix e ali encontrei um casal de alemães, aposentados, casa dos 60 anos, que fazem trilhas em montanhas e Alpes juntos a 30 anos. Fomos uma parte do caminho juntos (as subidas iniciais) e depois de pouco mais de 2h eles estavam com um GPS e disseram que iam pegar uma saída à direita que haveria uma outra rota de retorno por lá. Como meu plano era chegar a Cúber (mais umas 2h adiante) resolvi seguir o plano original e fiquei olhando por onde eles foram para posteriormente voltar por lá (ver parte 2). Aproveitei para praticar Tai Chi nas montanhas, o que é muito bom, recomendo a todos.

O Caminho todo é muito revelador, poucas pessoas cruzaram neste primeiro trecho. Como ainda havia muita subida, preparei um bastão de caminhada com galho de pinheiro (tinha o cheiro bom) que me salvou a pele pois o trecho adicional até Cúber havia mais subidas em ziguezague até chegar ao cume daquela montanha (é uma serra, há vários cumes) e depois começar a descer até chegar no Lago de Cúber, onde parei para comer (já estava caminhando a pouco mais de 4h).

Ahh, tinha umas valencianas muito gostosas comigo! he he

Parte 2

Após comer com as ovelhas “punk” amiguinhas e com um passarinho (sei lá qual espécie) que vinha pedir comida, contemplei o local por alguns minutos e logo parti para a próxima etapa. O Tracklog que peguei indicava um caminho que iniciava no meio do nada na montanha, parecia mais uma passagem secreta do Senhor dos Anéis e estava cheio de cabras na frente. Fiquei olhando e pensando como ia chegar na entrada e espantá-las, mas foi só eu me aproximar e elas saíram no gás subindo as pedras. Pois comecei a passar pela entrada quase invisível e não havia nenhum caminho, tentei progredir um pouco e eram rochas afiadas, vegetação nativa, uns vãos entre as pedras e eu estava na rota do log. Bom, após alguns minutos tendo que descobrir como subir a montanha eu desisti, estava muuuuito perigoso. Fui achando o caminho de volta e voltei para a trilha. Esta escalaminhada hardcore desgastou um bocado. Fui pelo caminho de volta e como tinha descido até o lago... dá-lhe subida, quase 2h de subida e depois voltei ao ponto onde os alemães tinham ido. Pensei eu: Se eles foram eu também vou. O GPS deles dizia que ali tinha um caminho que encontrava um outro alternativo para a volta. Pois lá fui eu, uma subida de montanha bem íngreme e na beira do penhasco por mais de uma hora sozinho (aliás, tem ovelhas e cabras) e depois quando vi a civilização lá de cima (Cornador Gran) fiquei contente. Agora vai. Uns minutinhos descendo e eis que chego em Zona de Caça, com um portão alto e fechado com cadeado. Vaya! Tive que voltar tudo até a rota principal.

Parte 3

Já na rota principal, comecei o retorno agora em descida e o joelho (já baleado) começou a reclamar um pouco. Chegando na metade deste trajeto, havia uma bifurcação para retornar a Biniaraitx, pelo caminho antigo ou pelo novo. Como eu havia vindo pelo novo, escolhi o antigo. No começo tudo bem, só que depois foi ficando cada ver mais difícil e depois de vários minutos a coisa complicou. Piso de pedra solta tudo irregular (depois ver nas fotos) e claro, na beira do penhasco. Fui indo com cuidado e só que aí sim o joelho chiou. Tive que sentar para fazer umas massagens, analgésico e imobilizar/estabilizar para poder seguir e fui indo mais devagar que o normal para não forçar demais (já estourei este joelho uma vez). Só que acho que atualmente só cabras ninjas montanhesas é que passam ali, coisa de loco. Chegou numa parte que era tudo pedra solta, que rolavam lá de cima e umas avalanches no caminho. E justo ali era onde o celular tinha área de sombra e não havia nenhuma alma viva naquela parte, nem as ovelhas ficavam ali. Pois já era mais da metade do caminho e testando com o bastão e indo com cuidado consegui passar. Demorou mas foi. Após este trecho confesso que minha cota já havia esgotado, mas ainda faltava quase 1h caminhando para chegar até o carro. Fui seguindo o caminho e voilá, o carro já estava logo ali e bora pegar estrada com o sol já se escondendo nas montanhas.

Foi muito bom!

Elter
Elter

Published on 11/20/2017 14:49

Performed on 04/29/2017

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Laila
Laila 11/28/2017 21:18

Que legal seu relato... Estou pensando na GR20 ou GR117 para ano que vem, ou quem sabe as duas! rsssss