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Pico da Lapinha

Mais uma trilha realizada durante nossa trip ao redor da Serra do Cipó!

Hiking Mountaineering

Pico da Lapinha - 27.12.2018

Esse é o segundo relato do rolê no entorno da Serra do Cipó, em dezembro e janeiro passados. Os outros relatos já publicados, estarão no final do texto.
Depois de uma boa noite de descanso na pousada OPICODOCIPO, na Lapinha da Serra, acordamos dispostos a encarar o Pico da Lapinha, cujas encostas já haviam me chamado a atenção a quase três anos atrás, quando estive na região para fazer a famosa Travessia Lapinha X Tabuleiro. Com seus quase 1600m, seu cume oferece um lindo visual da cidade, da represa e de trechos da travessia.
Depois do café da manhã reforçado na pousada, às 8h40 saímos em direção a entrada da represa da Lapinha, caminho comum ao da travessia. Logo após atravessarmos a ponte, deixamos a trilha marcada e seguimos em direção a portaria de um terreno particular, que dá acesso aos picos e também a algumas cachoeiras. Pagamos o valor de R$ 15 por pessoa pela entrada, assinamos o livro e começamos a subida.

A trilha é marcada e razoavelmente sinalizada, com alguns totens e placas indicando o caminho, principalmente nas bifurcações. Mas existem algumas bifurcações que podem acabar confundindo um pouco. Um bom tracklog ajuda bastante nesse começo.
Depois da primeira subida, o caminho fica quase plano e fica mais fácil observar por onde vamos passar, sempre bem próximo das paredes da montanha. É preciso atenção para cruzar alguns pequenos braços do rio que alimentam a cachoeira do Rapel, para não perder a trilha do outro lado. Ao fundo, é possível ver a linda Cachoeira Paraíso, onde não é permitido o banho.
Aos poucos, a inclinação volta a aumentar e, lentamente, vamos ganhando altitude. O tempo encoberto e com cara de chuva não nos permitia ver todo o visual incrível do caminho, mas bem no fundinho a gente agradecia por não ter que encarar a subida debaixo do sol de dezembro.
Por volta de 1350m de altitude, a trilha suaviza mais uma vez e aos poucos começamos a contornar a montanha, entrando em um bonito vale. Minutos depois cruzamos uma cerca e alguns metros à frente um pequeno rio. Em seguida, temos um trecho com barro bem escorregadio que leva até uma casa de apoio, que estava vazia.

A construção parece recente, com algumas coisas por fazer, mas com banheiros externos excelentes. Acredito que no futuro essa casa vai se transformar realmente em um refúgio de montanha. Ali fizemos uma pausa e fizemos um lanche para ganharmos energia para a arrancada final.
Lá pude constatar que o acesso ao cume havia mudado. Antigamente a trilha seguia em direção ao riacho e subia um trecho bem íngreme do outro lado, parecendo bastante um atalho. Pela placa na casa de apoio, o dono colocou uma cerca para proteger a nascente. Por conta disso, para acessar o cume temos que seguir em direção à travessia para o Tabuleiro que passa pelo Pico do Breu. Ficou mais longa, mas bem mais suave e bonita.
Com o caminho ajustado e alimentados, saímos em direção ao trecho final. Logo depois de cruzar uma cerca de arame farpado a chuva chegou. Continuei subindo e imaginei que todos me seguiam. Ao chegar no final da subida, com a chuva caindo mais forte, parei para colocar o anorak e não vi ninguém chegando. Como eles retardaram um pouco a saída da casa de apoio, acabaram voltando quando a chuva começou.
Já estava molhado e resolvi continuar a caminhada. Nesse ponto, a trilha tende para a direita num bonito trecho plano, embora um pouco erodido em seu começo. Passado esse trecho a trilha fica excelente para caminhar e a pernada, mesmo molhada, rende bem. Em pouco tempo passei pela bifurcação que leva ao Pico do Breu – a tal variante da travessia. Segui tocando para a direita, passando por algumas lajes de pedra. O objetivo final estava bem a minha frente.
A chuva deu uma trégua e parei para tirar o anorak que incomodava por causa do calor. Do ponto onde estava eu conseguia ver a casa de apoio e o restante da turma esperando para retomar a caminhada. Poucos minutos depois eles deixaram a casa e levaram uns 20 minutos para me encontrarem. O cume já estava bem próximo, mas o trecho final é muito erodido e bastante íngreme.

Subimos lentamente, tomando cuidado para não escorregar. As 11h40 chegamos ao cume, onde encontramos uma nuvem de mosquitos. Ficamos pouco tempo no cume, tamanha a perturbação desses bichos. Tirei algumas fotos do cruzeiro com a represa ao fundo, da Letícia e da Alessandra e pouco depois já iniciamos a descida.
Quando passamos novamente na bifurcação para o Breu a chuva voltou. Parei rapidamente para colocar o anorak e em pouco tempo chegamos na casa de apoio. Ali a chuva apertou MUITO e virou um verdadeiro temporal. Aos poucos, muitas pessoas que também estavam subindo o Pico eram “obrigadas” a parar na casa, inclusive uma galera que iria fazer uma travessia.
Sinceramente, não sei o tempo exato que ficamos aguardando a chuva parar (ou pelo menos diminuir), mas com certeza ficamos parados mais de uma hora. O lado bom é que lanchamos mais uma vez!!! rs
Com a tarde começando a avançar e sem previsão da chuva parar, resolvermos retomar a descida assim que o aguaceiro diminuiu. Descemos com cuidado o trecho com barro e encontramos um rio com águas tormentosas onde poucas horas atrás mal molhávamos nossos pés. Tivemos que ajudar uns aos outros para cruzar a correnteza, que estava bastante forte.
Nesse momento já estávamos completamente molhados e com as botas encharcadas. Nosso consolo é que a chuva atenuava o calor. Seguimos descendo com cuidado redobrado com as rochas escorregadias até chegamos no trecho plano.
A cachoeira do Paraíso, no fundo do paredão, havia multiplicado em 5x o seu tamanho. E começamos a ficar seriamente preocupados em como atravessar os braços de rio mais abaixo. Realmente não foi fácil e novamente tivemos que nos ajudar para vencer os dois trechos mais complicados em segurança.

A partir desse trecho, a chuva parou de vez e o calor voltou. Em pouco tempo chegamos na portaria, onde conversamos rapidamente com o responsável. As 15h40 chegamos na Praça da Matriz e paramos no “Ponto de Apoio” para bebemorarmos a molhada trilha até o cume do Pico da Lapinha.

Trilha 1 na região: Cachoeira Bicame

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 04/15/2019 16:56

Performed on 12/27/2018

1 Participant

Letícia Fliess

Views

1249

5
Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 04/15/2019 18:09

Bateu saudade da região....

Fabio Fliess
Fabio Fliess 04/15/2019 19:09

Salve Bruno!!! Taí um lugar com infinitas possibilidades de trilhas, né não? Abraços!

Marcelo Tartari
Marcelo Tartari 04/29/2019 14:42

Fabio Boa tarde Tudo bem Vi em alguns relatos seu que gostaria de fazer a travessia Pico do Frade em angra dos reis, eu também estou interessado, você tem alguma previsão de fazer?

Fabio Fliess
Fabio Fliess 04/29/2019 17:10

Fala Marcelo! Boa tarde. Ainda não tenho previsão. Mas, se rolar, te aviso ok? Abraços.

Marcelo Tartari
Marcelo Tartari 04/29/2019 17:49

Beleza me avisa. Abçs

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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