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Serra do Funil - Rio Preto/MG

Serra do Funil - Rio Preto/MG

Segundo relato de uma série sobre trilhas no sul de Minas. Pouco conhecidas e visitadas!

Hiking Mountaineering

Serra do Funil – 20/02/2016

Dando continuidade na série de relatos sobre trilhas e montanhas no sul de Minas Gerais, agora vamos falar sobre a Serra do Funil, que está localizada na cidade de Rio Preto.

Cume da Serra do Funil

Do alto da Serra das Flores pudemos observar diversas montanhas da região. Já descemos essa montanha pensando numa oportunidade para conhecer as outras trilhas, especialmente a Serra do Funil. Foi assim que decidimos nossa ida até lá.
Como teríamos muita estrada até nosso destino, marcamos bem cedo com o casal Marcelo e a Jaqueline. Deixamos nossos equipamentos prontos, depois de acordar foi só trocar de roupa e aguardá-los na entrada da nossa rua.
Assim que eles chegaram, embarcamos e tocamos direto até pouco antes da entrada de Juiz de Fora, onde pegamos um retorno e entramos na rodovia MG-353, sentido Belmiro Braga e Santa Bárbara do Monte Verde. Ainda teríamos pouco mais de 70km de estrada até Parapeúna, um distrito de Valença, onde faríamos uma parada para o café da manhã. Chegamos lá pouco depois das 6h30.
Encontramos uma padaria simples bem em frente à ponte que liga Parapeúna a cidade de Rio Preto, no lado mineiro. Separadas pelo rio Preto, parecem ser uma única cidade. E na verdade, Parapeúna até o ano de 1943 também era chamada de Rio Preto. Imaginem a confusão?!
Com ânimo renovado depois do café, atravessamos a ponte e entramos em solo mineiro. Fizemos uma rápida parada na praça da cidade e tiramos algumas fotos da igreja matriz. Agora teríamos cerca de 18kms de estrada de terra, em direção a Vila do Funil. Apesar de termos ido numa época de chuva, a estrada estava bem conservada.
Pouco antes de chegarmos no vilarejo, que tem pouco mais que uma dúzia de casas, pegamos um desvio a direita, em direção ao Rancho Pé de Serra, um restaurante e camping da região. Na bifurcação seguinte, pegamos a esquerda para acessarmos o início da trilha. Paramos o carro ao lado de uma casa que parecia abandonada.
Eram exatamente 8h da manhã quando colocamos as mochilas nas costas e iniciarmos a nossa caminhada. Alguns metros a frente, cruzamos um rio largo, mas pouco profundo, fácil de ser transposto pulando pelas pedras. Seguimos ainda por uma estrada até alcançarmos uma porteira que estava fechada e tivemos que pular.

Com cerca de 1,2km de caminhada, a estrada chega a uma bifurcação, onde pegamos o acesso da direita, agora tomando “cara” de trilha. Pouco depois, a trilha desemboca em um trecho com areia quartizítica, bem comum em Ibitipoca, Serra das Flores e outros pontos dessa região. Em um determinado ponto desse areal, encontramos uma calha de trilha. Subimos até chegar numa crista com mais vegetação, mas ainda com o terreno branco da areia, que nos acompanharia praticamente até o cume.
A trilha segue bem marcada, mas em alguns pontos a mata é mais fechada. Em um determinado momento, passamos ao lado de um paredão proeminente que, imaginamos na ocasião, poderia ganhar algumas vias de escalada.
Andamos mais um pouco e paramos para fazer um lanche. Retomamos a caminhada, passando por uma cerca. É preciso observar o ponto onde ela está aberta, sem necessidade de ter que pular. Apesar dos muitos mirantes, a trilha segue sempre igual até encostar nas paredes que antecedem o cume. Ali começa um trecho mais forte de subida, até alcançarmos um bonito trecho aberto, de onde podemos ver diversas cadeias montanhosas da região. Seguimos por esse “ombro”, por mais ou menos 500 metros, até alcançarmos o grande platô do cume.
O clima nesse momento estava bem fechado e já nos preparávamos para pegar chuva a qualquer momento. Ainda faltavam cerca de 600m até o cume, que podíamos ver de longe por conta da antena que existe no local.

Chegamos às 11h45 ao cume da Serra do Funil, onde ficamos por cerca de meia hora. O tempo estava nos preocupando. Comemos mais alguma coisa, nos hidratamos bem, tiramos muitas fotos e sem seguida começamos a descida, que foi feita sem maiores percalços.
O tempo estava cada vez mais “pesado” e a umidade muito alta. Com cerca de 1h de descida já estávamos no areal, começando a descida mais forte. Com mais 15 minutos já estávamos na estradinha. Ainda fizemos uma parada mais demorada no rio, para jogar uma água gelada no corpo.
As 14h estávamos no carro e na volta pra casa resolvemos dar uma passada no Rancho Pé de Serra. No exato momento que estacionamos o carro, o cacau desceu com vontade. O autêntico pé d’água.
Ficamos um tempo por lá, conversando, comendo e bebendo. O espaço do rancho é bem bacana, pela proximidade com o início da trilha, pode ser uma boa opção de pernoite para quem quer explorar essa montanha.
Assim que chuva parou, pegamos estrada novamente e seguimos direto até Itaipava, finalizando mais uma aventura.

Dicas
A região do Funil tem algumas pousadas, dos mais diferentes níveis de preço. O Rancho Pé de Serra oferece serviços de bar, restaurante e camping. Contatos e reservas podem ser feitos pelo celular (32) 98404-6473 ou pelo e-mail ranchodoroque@gmail.com.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 06/13/2021 18:40

Performed on 06/12/2021

1 Participant

Letícia Fliess

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David Sousa
David Sousa 07/03/2021 01:24

incrivel parece neva nesta ultima foto!

Fabio Fliess

Fabio Fliess

Petrópolis - RJ

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Montanhista desde que me conheço por gente!!! Sócio e condutor do CEP - Centro Excursionista Petropolitano. Take it easy e bora pras montanhas! Instagram: @fliess

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