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Travessia Morin X Rio do Ouro

Travessia Morin X Rio do Ouro

Travessia ligando os bairros do Morin em Petrópolis a Rio do Ouro em Piabetá, passando pela Cachoeira Grande de Magé.

Hiking Mountaineering Waterfall

Travessia Meu Castelo X Rio D’Ouro (Via Cachoeira Grande de Magé)

Relato originalmente publicado no boletim de março/abril de 2019, disponível no site do CEP.
Texto: Fábio Fliess.
Fotos: Gustavo Machado, Léo Carvalhaes e Luiz Cláudio Antunes.

Respondendo ao chamado do Luiz Cláudio, se alistaram para essa travessia os cepenses Leo Carvalhaes, Gabriel Meirinho, Gustavo Machado, Letícia Fliess e eu.
As 6h30 nos encontramos no Alto da Serra, onde esperamos a chegada do Gustavo que viria da Baixada. Como não encontramos táxis e nem Uber à essa hora da manhã, nossa opção foi seguir de carro até o Morin para resgatá-lo ao final do dia. O jeito foi a turma toda se espremer no nosso carro.
Deixamos o carro na Rua Euvaldo Loddi e as 06h50 iniciamos a pernada, subindo pela rua Augusto Severo e entrando na trilha para o Meu Castelo. Subimos pela trilha original e no ponto onde a trilha começa a descer para cruzar o rio, pegamos um desvio para a esquerda, que nos levaria até um colo entre o Meu Castelo e as torres do Morin. A partir desse ponto teríamos cerca de 1250m de desnível negativo.
O início da descida é contornando os paredões da montanha que abriga as Torres do Morin. É um trecho bastante úmido, com algumas passagens em terreno frágil que foram protegidas com pedaços de corda fixa.
Vencido o trecho inicial e nos afastando dos paredões, a trilha segue descendo pela floresta e deixa de ser marcada. Diferente do que se pode imaginar, a caminhada nessa floresta rende bastante e não existe nenhuma necessidade de bater facão.
Por volta das 10h chegamos ao fundo de um vale, pouco abaixo da cota dos 1000m. À nossa frente, estava a subida da Pedra de Trás. Já que estávamos ali, porque não ir até o cume? Gastamos cerca de meia hora para subir pouco mais 60m verticais. A trilha inexistente e algumas passagens fechadas nos atrasaram um pouco. Mas conseguimos chegar ao topo (aferido com 1039m), depois de bater um pouco de facão.

Lanchamos no cume e iniciamos a descida pouco depois. De volta ao vale, pegamos o caminho a nossa direita. Seguimos descendo sem maiores dificuldades, e mesmo quando nos desviávamos um pouco do tracklog, era fácil reencontrar o caminho.
As 13h paramos para almoçar ao lado de um dos rios que cortam a região. A trilha é bem farta de água, principalmente em sua segunda metade.
Depois de alimentados, retomamos a trilha. Seguimos um trecho pelo leito do rio para em seguida acompanhá-lo pela sua margem esquerda. Após cruzarmos mais alguns braços de rio, chegamos a um ponto onde interceptamos uma trilha bem mais definida. Com isso a caminhada passou a render bem mais.
Ainda tomamos um susto com o ataque de algumas vespas ao Gustavo e ao Gabriel. Ainda tivemos que voltar ao ponto de ataque para “resgatar” os óculos do Gustavo que haviam voado longe na tentativa de afugentar as vespas.
Óculos recuperados, seguimos pela óbvia trilha até chegarmos, por volta das 14h30, à parte superior da Cachoeira Grande (ou Véu da Noiva – nome super original), onde existe uma represa. Descemos o trecho acidentado que nos separavada parte baixa, passando por algumas ruínas de dutos de água.
Essa parte da trilha é bem erodida, e em vários pontos é preciso usar as raízes das árvores como apoio. No ponto mais crítico, foi improvisado um fio telefônico para servir de “corda”. Achei pouco confiável.
Já na parte baixa da cachoeira, que estava com um bom volume de água, todo mundo aproveitou para relaxar com um banho gelado.
As 15h, refeitos com o choque térmico, retomamos a caminhada, agora por uma estradinha de terra que depois de uns 45 minutos se torna asfaltada. Ainda caminhamos mais uns 40 minutos até chegarmos a Estrada Municipal, no distrito do Rio do Ouro. De acordo com a promessa do nosso guia, haveria um bar que servia bons pastéis. Mera ilusão!
Lá chegando, o bar estava fechado. Tivemos que nos contentar com outro bar, onde três garrafas geladas de Lokal custavam R$ 10. O calor senegalês, as mais de 8h de atividade, o cansaço dos 16kms caminhados ou a absoluta falta de opção nos deixou com a sensação de que estávamos bebendo cervejas belgas. #sqn
Perdemos pelo menos dois ônibus, sob o pretexto de que os copos ainda estavam cheios. Mas as 17h embarcamos em um coletivo que nos deixou na rodoviária de Piabetá, onde nos despedimos do Gustavo. E para nossa sorte, o ônibus para Petrópolis já estava de saída.
Chegamos no Alto da Serra pouco antes das 19h onde concluímos com sucesso mais uma excursão do CEP.
Sempre em frente!

Importante: essa travessia corta uma área intangível do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, sendo aconselhável pedir autorização ao setor responsável no ParnaSO para realizá-la.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 03/18/2019 17:26

Performed on 11/24/2018

2 Participants

Letícia Fliess Gustavo Machado

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1897

5
Fael Fepi
Fael Fepi 03/23/2019 23:37

Show !!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/24/2019 11:17

Valeu Fael. Abraços!

Val Tomato
Val Tomato 03/26/2019 15:56

Demais!!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/28/2019 09:46

Muito obrigado Val. Abração!!!

Renato @ecdemomaniaco
Renato @ecdemomaniaco 06/12/2019 19:24

Que maneiro! Tem Tracklog?

Fabio Fliess

Fabio Fliess

Petrópolis - RJ

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Montanhista desde que me conheço por gente!!! Sócio e condutor do CEP - Centro Excursionista Petropolitano. Take it easy e bora pras montanhas! Instagram: @fliess

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