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Cachoeira da Pedra Furada - Mogi das Cruzes (SP) - Jan/15

Cachoeira da Pedra Furada - Mogi das Cruzes (SP) - Jan/15

Uma cachu diferente, localizada à beira de uma das rodovias mais movimentadas do Estado, e pertinho da capital paulista. Vem comigo!

Waterfall Hiking

Acordei às 5h30 em um daqueles domingos nublados de Janeiro. A ideia era seguir logo pela manhã para Mogi das Cruzes, com destino à uma cachoeira que eu já tinha ouvido falar bastante, mas que não conhecia ainda: a Cachoeira da Pedra Furada.

Peguei o bus perto de casa em direção ao Terminal Barra Funda às 6h21, e às 6h43 já estava pegando a Linha Vermelha em direção à estação Brás. Ali encontraria o restante dos colegas que comporiam a trupe, e seguiríamos para a estação Guaianases (linha 11 Coral da CPTM). De lá, outro trem até a estação Estudantes, e finalmente um bus (E392 Manoel Ferreira).

Pegamos um trem exatamente às 8h, e às 9h10 desembarcamos na estação Estudantes. O ônibus Manoel Ferreira, que nos deixaria na balança do km 77, já na Rod. Mogi-Bertioga, saiu pontualmente às 9h40 (ver horários do ônibus aqui). O bus custa R$3, e demorou cerca de uma hora até a balança, onde saltamos, e o ônibus faz o retorno.

Nos ajeitamos, alguns usaram banheiro, outros fizeram algumas fotos, e logos nos pusemos a andar pela rodovia. Estávamos no km 77 (balança) e iríamos até o km 80, a referência do inicio da trilha na mata mesmo. A dica aqui é contar três recuos para carros. Após o terceiro recuo começa a trilha.

Passamos cerca de 200 metros da placa que marca o km 80, saímos à esquerda e já visualizamos a trilha. Ali fizemos uma pausa para descanso e esperamos os que estavam em um ritmo um pouco devagar. Cerca de 10 minutos depois, iniciamos a trilha.

A trilha começa em um trecho aberto, com bastante lama na época em que a fizemos (temporada de chuvas).

A vereda vai seguindo bem batida, pequenas variações topográficas, realmente bem tranquila de fazer. Algumas bifurcações se apresentam, mas é só seguir a trilha mais batida (geralmente as da direita). Nesse ponto a trilha é feita em mata fechada. Cruzamos alguns riachos, bons pontos para coleta de água.

Chegamos em uma bifurcação à beira de um riacho. À direita, uma subida; à esquerda, o caminho cruza o rio e segue. Erroneamente, seguimos pela esquerda, mas percebemos que nos distanciamos um pouco do barulho da cachoeira, que a essa altura já podíamos ouvir. Resolvemos pegar um trilha lateral e descer até o rio, e constatamos realmente que havíamos passado um pouco do ponto da cachu: podíamos vê-la, mas de onde estávamos não tínhamos acesso até ela.

Subimos o caminho de volta e retornamos àquela bifurcação onde à direita subia. Sim, era por ali. Subimos e rapidamente avistamos a Cachoeira da Pedra Furada, na parte de cima, ou seja, onde está o sumidouro. Uma parte do grupo já se jogou na água ali mesmo (eu inclusive), outra parte desceu até o poço, por uma trilha lateral.

A cachoeira é especialmente bonita: a água entra pelo sumidouro, e reaparece em forma de um jato longitudinal, forte e gostoso, formando um poço bem legal para banho. Bem rente a esse jato se forma uma espécie de "jacuzzi", refrescante e relaxante.

Ficamos por ali um tempo, o sol foi embora e baixou um nevoeiro. Terminamos nosso lanche, um último mergulho, e logo nos ajeitamos. Eram por volta das 16h quando começamos a caminhada de volta. Chegamos ao km 77 por volta das 18h, onde acabamos perdendo um bus para voltar. Demos um tempo por ali mesmo, tomando algumas brejas e comendo esfiha e uma coxinha espetacular que um boteco simplão vende ali. Quando o bus chegou, por volta das 19h30, pegamos e voltamos para a estação Estudantes, fazendo o caminho de volta.

Dicas:

1. Comece a trilha cedo. A trilha não é dificil, mas demanda uma logística meio chatinha para chegar até lá;

2, Cuidado ao caminhar pela Rod. Mogi-Bertioga. Os acostamentos são bem estreitos, e os motoristas andam rápido por ali. Atenção redobrada!;

3. Nas bifurcações que aparecerem, preste atenção à que estiver mais batida. E não erre na bifurcação que leva à cachoeira: ela é uma subida, à direita;

4. O acesso à essa cachoeira é bem conhecida. Sempre haverá gente na trilha;

5. Por favor, traga todo o seu lixo de volta!!;

6. O boteco simplão, que fica no km 77, não tem sinal de celular, nem maquininha de cartão. Leve dinheiro, ok?

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 10/02/2015 15:16

Performed on 01/04/2015

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Leandro Paschoalin
Leandro Paschoalin 10/04/2015 17:59

Muito bom o Post, já tive o prazer de conhecer essa cachu junto com a do Elefante.

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 10/05/2015 13:07

Nossa queria pegar um sabadão pra fazer essa! :D

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 10/05/2015 15:27

Leandro, obrigado. A cachu do Elefante é outra que eu tambem vou colocar aqui, em breve. Eu chamo a trilha para a cachu do Elefante de Trilha do Itapanhaú, por causa do rio. Gosto muito de lá!

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 10/05/2015 15:28

Bruna, só agitar, de repente a gente até faz juntos. O lugar vale a pena!

Carlos Araújo
Carlos Araújo 11/01/2015 13:16

Aqui do ladinho?? Nossa!!

Paulo Lima
Paulo Lima 01/16/2017 08:57

Top essa cachoeira, Marcelo. Gostaria de fazer, mas como voce disse o ruim é a logistica. Sempre faço passeios assim de moto. Sabe dizer se tem algum lugar que se possa deixar a moto estacionada em segurança o mais proximo possivel do inicio da trilha na mata? Abço

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 01/16/2017 14:36

Paulo, boa tarde. Então, se eu estivesse no seu lugar, optaria por deixar a moto estacionada na balança mesmo, onde o bus faz parada. Lá tem um boteco, não sei se com uma conversa o dono lá daria uma olhada na moto, enfim...vale a pena tentar. Qualquer coisa fora isso acho arriscado (deixar a moto muquiada na beira da estrada é pedir pra dar m****). Abraço, espero tê-lo ajudado!

Paulo Lima
Paulo Lima 01/16/2017 16:53

obrigado! ajudou

Marcelo Baptista

Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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