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Expedição Argentina: Salta, la Linda! - Out/07

Expedição Argentina: Salta, la Linda! - Out/07

Capitulo V: Um dos pontos altos da trip: a linda cidade de Salta. Cultura, paisagens espetaculares, vinhos, Cafayate, festa e muito mais!

Salta (8/10)

Cheguei em Salta às 5h40, depois de exatas 12 horas de viagem tranquila. O ônibus era realmente muito bom; liguei ao Hostel Backpaker´s (calle Buenos Aires, 930), e fiz reserva. Um táxi e mais $4, e já tinha teto em Salta.

O hostel é bonzinho, animado. Gostam de brasileiros aqui também. Tomei uma ducha, e saí para conhecer a cidade. Salta me impressionou, é uma cidade média/grande, bonita, meio suja, mas com muita vida e cultura. Fui direto para conhecer a Plaza 9 de Julio, onde fica a Catedral, o MAAM (Museo Arqueológico de Alta Montaña, belíssimo), o Cabildo, enfim, o centro da cidade. É turística sem ser massificante. A catedral é maravilhosa, esplendorosa. Não visitei o Cabildo por estar na hora da siesta (das 12h às 16h), mas o centro cultural América é bem interessante. Ao MAAM também não fui por causa da siesta; dizem que é bem legal, tem múmias, algo assim...a ver.

Caminhei muito por essa cidade de quadras bem definidas. Parei num restaurante de comida típica norteña, chamado Doña Salta, e experimentei as coisas da terra: uma massa de milho moído, levemente salgada e apimentada, que vem na palha do milho tal e qual a nossa pamonha; é delicioso, se chama humita, e comi logo duas. E as empanadas, claro...continuei meu recogido (volta, em espanhol) até a igreja de São Francisco, linda com sua fachada vermelha e amarela; mais adiante, o convento de São Bernardo, funcionando até hoje. Nesse convento tem uma porta e batentes lindíssimos, esculpido, segundo contam, por um índio pagando uma promessa inusitada: que sua filha que nascera branca fosse aceita pela sociedade rica da época. Pelo jeito, ele conseguiu o pedido...

Continuei a caminhada até o teleférico onde, mesmo com certo medo (!), tomei o danado do bondinho. De lá de cima se pode ter uma visão linda da cidade! De certa maneira, se pode comparar o Cerro São Bernardo com o pico do Jaraguá, em Sampa city: é o ponto mais alto da cidade e recebe visitantes, mas o cerro é bem mais estruturado, e ainda tem o bondinho. Muito legal. Ao descer, me senti muito cansado, tanto pela viagem como pela caminhada, e acabei voltando ao hostel. Fiquei um tempo ainda conversando com a funcionária do hostel, chamada Dani, mas logo fui dormir um pouco.

Acordei e eram quase 21h! Tomei um banho, peguei infos sobre farmácias e uma parillada, e me fui. As ruas aqui são meio escuras, e para mim, os maiores perigos são os carros: o trânsito aqui não tem lei!! Fui à farmácia, e depois procurei uma parillada; entrei em um restaurante chamado El Patriarca, onde um típico norteño tocava violão, enquanto um outro acompanhava no bumbo. Este do bumbo cantava, muito bem, as coisas de Salta. Foi lindo, gostei muito! E a comida, muito boa.

Voltei ao hostel cansado, mas feliz e agradecido a Deus por essa oportunidade ímpar. E fui dormir.

Salta - 2º dia (9/10)

Acordei tarde e bem descansado. Passei o dia quase todo no albergue, conversando com Ana e alguns outros hóspedes; fiz um macarrão fusilli, que aqui se chama sacabuzón, com molho bolonhesa. Quem comeu, gostou! De sobremesa (aqui chama-se postre), fomos de melancia (que aqui na ARG se chama sandía).

Depois da siesta, fui aos museus do centro: Museo de la Historia del Norte, e o interessante MAAM (Museo Arqueológico de Alta Montaña), onde existem duas múmias encontradas a quase 7 mil metros, num vulcão inativo perto de Salta. Impressiona como as múmia estão em excelente estado de conservação, sobretudo pelo congelamento e o ar rarefeito a que estavam submetidas. Uma das múmias é uma criança de 8 anos e meio. Incrível.

A noite, festinha no bar do hostel. E fui dormir meio borracho (chapado, bêbado, ou qualquer expressão que o valha...rs), já que amanhã vou a Cafayate com uma excursão.

Salta – 3º dia (10/10)

Acordei com dor de cabeça, ressaca e a obrigação de estar pronto às 7h da manhã para sair com a excursão rumo a Cafayate. Ontem contratei a excursão para Cafayate por $85, barato se comparado com outras agências, inclusive a do próprio hostel. 7h10 a van chegou.

O guia se chama Julio, e foi muito simpático e engraçado durante a viagem. O cara tinha sempre uma bola de ervas no canto da boca, e aquilo me dava impressão de um ser ruminante que de vez em quando cuspia. Era curioso.

Cafayate fica a cerca de 2 horas de Salta, e segue por uma estrada solitária que mais se parece com aquelas de filmes easy rider: Montanhas enormes, um quase deserto, se não fosse por algumas árvores que se parecem com a caatinga nordestina. É realmente uma paisagem que nunca vi igual, belissima, poética. Paramos várias vezes para fazer fotos em pontos estratégicos. A sinalização da estrada é de primeiro mundo – ou melhor, a sinalização existe, ao contrário de várias estrada Brasil afora. Qualquer motorista que passe por essa estrada tem todas as infos necessárias para conhecer aquelas paisagens alucinantes.

Chegamos finalmente em Cafayate: é uma cidade pequena, praticamente uma praça com uma igreja bem conservada, e alguma ruas, nas quais ficam restaurantes, os artesãos, etc. É bem turística. Comemos em um restaurante típico, e depois saí para caminhar. Uma boa opção foi visitar duas bodegas de vinho, onde pudemos ver uma interessante apresentação da maneira como é feito o vinho, e também uma degustação de alguns vinhos. Foi muito bom!

Voltamos para Salta às 18h, e logo fui convidado para participar do assado que sempre rola às quartas nesse hostel. Paguei $20, mas estava muito cansado, e acabei dormindo, e não participei. Mas fui acordado lá pela 1h da manhã, com o povo me chamando para ir ao Babylon, um bar backpacker de Salta. E lá fui eu!! Tomei umas, dancei a beça, e lá pelas 4h da manhã fui dormir. Quero ir a Mendoza ainda, será que consigo?

Salta – 4º dia (11/10)

Pois é, não consegui ir para Mendoza hoje, porque acordei muito tarde, e tinha que fazer a mochila, cambiar, esses detalhes que acabaram me atrapalhando. Acabei ficando mais um dia, descansando para essa viagem de 16 horas para Mendoza.

Passei o dia de bobeira, conversando com Ana, Ruth, Cesar: o pessoal do hostel em Salta é muito bacana, vão deixar saudade.

Fiz tudo o que precisava: comprei a passagem, cambiei moeda, tudo pronto. Amanhã me voy! De noite, uma parillada no Don José, uma autentica parilla norteña, onde o dono, don José em pessoa, me ensinou como comer empanada e alguns cortes bovinos. O engraçado foi que havia uns cortes que para mim eram bem desagradáveis, como o úmero (a teta da vaca assada!), e don José ficava ali ao lado, tal qual um carcereiro, me olhando...(rs). Foi uma experiencia enriquecedora...kkkkkk

Fim de noite em Salta. Foi bom enquanto durou.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 03/10/2016 01:07

Performed from 10/01/2007 to 10/29/2007

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Peter Tofte
Peter Tofte 03/11/2016 08:31

Muito bem Marcelo! Ainda quero conhecer esta belíssima região. Os preços $ são pesos argentinos? Acho que tem boas trilhas também no Norte argentino.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 03/12/2016 03:18

Peter, valeu! Não deixe mesmo de conhecer esse pedaço extraordinário da America do Sul!! O legal é que ali voce consegue montar um roteiro legal, porque fica na triple fronteira entre ARG, CHI e BOL! Atacama, Salar de Uyuni e Quebrada Cafayate tudo por ali!! Muta coisa a ser explorada!

Marcelo Baptista

Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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