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Expedição Bolívia - Peru: Cochabamba (BOL) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Cochabamba (BOL) - Set/10

Trecho 1: iniciando a trip pela bela cidade de Cochabamba. No dia em que eu cheguei se comemorava "el día del peaton", e todos andavam a pé!

São Paulo / Asuncion / Cochabamba - (5/9)

Meu vôo estava marcado para as 9h10, o que me obrigou a acordar bastante cedo para seguir para o aeroporto. Eu, com uma dor de cabeça daquelas, por causa das cervejas da noite anterior, segui para Cumbica na companhia da Iara. O dia amanheceu nublado e úmido, como havia tempo não ficava.

Fiz uma conexão em Asuncion, a capital paraguaia. Uma horinha só, e aquele acanhado aeroporto bem cheio. Aliás, tive que atrasar o relógio em 1 hora, por causa do fuso. Embarquei para Cochabamba sem problemas. Curiosidade: durante os dois vôos, há um momento "free shop" onde vários produtos são oferecidos com imposto zero. E as comissárias de bordo todas se transformam em Marinetes, verdadeiras sacoleiras... (rsrs).

Cheguei em Cochabamba num dia muito especial: El Día del Peaton. É um dia no ano onde fica proibido mover-se com qualquer veiculo automotor, e somente os táxis autorizados e de policia trafegam. É uma dia festivo, muita gente na rua, andando, de bicicleta e até a cavalo. Acabei me hospedando no Hotel Regina (calle España 636. Tel.: 423 4216), bem no centro da cidade. Paguei Bs. 440 (bolivianos), e fico dois dias. É um hotel bem confortável, tv a cabo, ducha caliente. Mas este gasto não estava previsto...Voltando ao Dia del Peaton, andei muito misturado ao povo cochabambino. Cochabamba é uma cidade de gente jovem, muitos casais com filhos pequenos. Vi neste dia muitas ações de educação ambiental sendo executadas na prática, principalmente com as crianças.

Experimentei um sanduba chamado sanduiche de chola, feito com uma carne de porco chamado chaka, uma saladinha de tomate, cenoura e alface por cima, vinagre e sal. Paguei Bs. 5, e aí testei duas coisas: como pechinchar preço na Bolívia, e ver se sobrevivo a comidas de rua por aqui. Por hora, me saí bem nas duas (o sanduíche custava Bs. 7... rs). Se você já ouviu falar de uma certa falta de higiene no que se refere à comida servida na Bolívia, eu diria que há um certo exagero nisso, pelo menos no que vi até agora. Mas realmente não existe um cuidado maior com a limpeza, não. A senhora que me serviu o sanduba fatiava o chaka e manuseava tudo com as mãos nuas, nem uma luvinha ou garfo... Bom, isso é Bolívia.

Dicas: Na hora de jantar, me recomendaram um lugar chamado Panchita. É como uma rede de fast food. Se você não gosta de comida gordurosa, foge desse lugar, o pollo (frango) à la broaster, bem comum por aqui, é encharcado no óleo. Mas pelo que eu vi, acho que é assim em todo lugar... E eu doido para tomar um café, entrei num lugar chamado Brazilian Coffe (Av. Ballivian, não lembro o número). Caramba, foi o pior café da minha vida, um copo enorme de um café aguado. E eles chamam este de café carioca... fuja!

Cochabamba - 2º dia (6/9)

O dia amanheceu belíssimo, céu azul e a cadeia de montanhas que circunda a cidade compõem um cenário lindo. Tomei o café da manha e fui cuidar de algumas coisas: conhecer a Plaza Principal (14 de Septiembre), procurar uma casa de câmbio, ir até o terminal de buses perguntar sobre ônibus para Sucre. Andei bastante, e senti a cidade e as pessoas nas suas "funções normais", o comercio bem ativo, os camelôs, as cholas vendendo de tudo o que se possa imaginar.

Me chamou atenção uma que vendia um tipo de abacaxi: várias fatias numa bacia, aquele cheiro bom, e a cholita regando as fatias com o sumo que saia daquelas fatias todas. To fazendo uma coisa aqui que nunca fiz na vida: já assisti a duas missas para poder fotografar umas igrejas por dentro. Fazer o quê, ossos do ofício...

Decidi ir a Sucre esta noite. Fiz umas contas rápidas, vai ficar mais barato, já que o bus para lá só sai as 20h30. Almocei em um restaurante vegetariano chamado Donal (Passaje Fidelia Sanches) por Bs. 19, comendo bem com direito a suco e sobremesa. Na sequência, resolvi encarar a subida do Cristo Redentor. Sim, aqui também tem um Cristo Redentor, e a estátua é bem maior que a do Rio. Encarei uma puta escadaria de centenas de degraus, coisa de 40 minutos subindo. Quase no final, cruzei com dois europeus descendo a escadaria correndo, um todo rasgado. Tinham sido assaltados. Resolvi não arriscar, fiquei por ali mesmo onde estava, a vista ali já era estupenda. Logo desci, o calor em Cochabamba é muito forte, se vacilar você pega até uma insolação.

Voltei para o hotel, e comecei a preparar as coisas para a viagem. Sai do Hotel Regina por volta das 19h e fui andando até o terminal, a despeito de ouvir que não seria seguro, que seria longe... o problema foi outro! A atendente da empresa de ônibus me deu uma info errada, e acabei perdendo o bendito ônibus para Sucre! Carajo! Quatro empresas fazem esse trajeto, e perguntei em cada uma delas: não havia mais passagens. O jeito foi ficar num hostal em frente a rodoviária, Hostal Takana, com tv a cabo e ducha caliente, por Bs. 100, que depois de uma chorada ficou em Bs. 90. Vou descansar um pouco, e amanhã bem cedo vou comprar a passagem para Sucre - e tentar preencher o tempo até as 20h30.

Dicas: Primeiro, sobre comida: almoçar nesses restaurantes vegetarianos pode ser a salvação da lavoura! Por Bs. 15 ou Bs. 19, você consegue comer bem e passar o dia de boa. Segundo: não confie integralmente na info que te passam. Pergunte uma, duas, três vezes, até para pessoas diferentes. Caí nessa roubada e tive um gasto de Bs. 100!

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 01/16/2017 23:59

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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