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Expedição Bolívia - Peru: Copacabana (BOL) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Copacabana (BOL) - Set/10

Trecho 7: Copacabana, a cidade bonita que fica às margens do lago Titicaca. Dali saem os barcos para as ilhas do Sol e da Lua. Vem comigo!

Copacabana - (22/9)

Acordei um pouco assustado, achando que tinha perdido a hora. Foi só um susto. Eram 6h30 da manhã, e eu tinha uma hora até o bus passar no hotel para me pegar. Comigo, mais quatro brasileiros, todos de MG.

Depois de nos pegar, o ônibus ainda passou no terminal, e aí lotou de jovens bolivianos. Puta barulheira...(rs)

A viagem até Copacabana dura cerca de quatro horas, e o caminho é muito bonito, sempre margeando o Lago Titicaca. No meio da viagem, somos obrigados a fazer uma travessia de balsa em San Pedro de Tiquina: o ônibus vai numa balsa, e nós em um barco, pagando pela travessia Bs. 1,50. Quando se chega a Copacabana, o queixo que já está caído pela visão do lago durante o caminho acaba de despencar pela vista que se tem da cidade. Copacabana é realmente uma cidade muito agradável.

Me hospedei num hostal chamado 6 de Agosto (calle 6 de Agosto), com baño privado e tv a cabo por Bs. 20. Logo saí para conhecer a cidade. Subi o Cerro Calvario, de onde se tem uma vista espetacular do Titicaca e da cidade. Desci do Calvario com fome, e fui almoçar no restaurante do Hotel Embassador (calle Bolivar com Calle Jareugui), comi um menu del dia com truta assada, prato típico aqui, bem legal e barato (Bs. 12).

Acabei comprando o transporte para a Isla del Sol, mais uma noite num hostel da ilha e na volta o ônibus para Cusco, para o dia 24/9. Amanhã às 8h30 pego o barco para a ilha.


Aproveitei para ver a "praia" que o lago forma aqui em Copacabana. A praia homônima mais famosa, no Rio de Janeiro, deve seu nome a esta aqui. Só que aqui reina uma calma absoluta. Ficar contemplando o lago é entrar em outra sintonia, mais calma, respiração leve. De noite fui comer mais uma trucha, num restaurante bem na orla do lago. O dono, senhor Ramires, muito simpático, ficou conversando comigo, quando chegou uma galera brasileira. Logo nos enturmamos, trocamos impressões, idéias. Eles seguiam para La Paz. Eu, para a fascinante Isla del Sol.

Dicas: Aproveite tudo o que Copacabana tem para oferecer, mas cuidado com os preços, alguns são bem abusivos. Internet por exemplo, é caríssimo. Já as trutas são baratas, e muito boas. Vá aos restaurantes da orla, são mais baratos e menos turísticos.

Isla del Sol - (23/9)

Acordar cedo virou rotina para mim aqui na Bolívia. Hoje não foi diferente: levantei às 7h, e j disposto a aproveitar bem meu dia na Isla del Sol.

Isla del Sol fica a duas horas e meia de barco de Copacabana, desembarcando na sua ponta mais distante, a ponta norte, onde eu desci. Logo somos recepcionados no porto por um guia da comunidade Challa Pampa, e somos convidados a comprar o ingresso que dá direito a ver todos os sítios arqueológicos da ponta norte, por Bs. 10. Você pode andar nos sítios sem um guia, mas tem que comprar o boleto. Nosso guia se chama Gérman, um verdadeiro guia de comunidade. O cara é extremamente simpático e conhece muito da região. Caminhamos, no total, pouco mais de uma hora visitando locais como a Piedra Sagrada, Templo del Inca, Roca Sagrada e a Mesa de Sacrificios. Os incas estiveram bem presentes na ilha, faziam sacrifícios ali, e consegue-se sentir uma energia diferente no lugar. É sobre tudo um lugar de paz, muita paz. O azul do Titicaca nos cercando a todo momento, incrível. Se eu pudesse resumir em uma palavra, essa palavra seria paz.

No final da visitação, como "contribuição voluntária" de Bs. 10 para o guia (achei até pouco pelo bom trabalho dele), peguei a trilha que cruza a ilha de Norte a Sul. 12h45, e o sol não parece queimar muito, mas é engano: na altitude de 3.900 metros você quase não percebe, mas está torrando! Ajeitei a mochila e comecei a andar. Não dá para descrever com perfeição as paisagens desta ilha: o Titicaca parece um oceano, e na ilha chegam a formar-se até algumas praias (de pedra, não de areia).No meio da trilha há uma boleteria: mais Bs. 5 para poder fazer a trilha. E há um posto de controle mais adiante. Turismo convertido para a comunidade.

Continuamos seguindo, andando por uma crista de onde sempre estamos vendo o Titicaca. Já no final, uma surpresa não muito boa: mais uma boleteria, cobrando Bs. 5 para permitir a entrada ao poblado de Yumani. Ninguém me avisou desta cobrança e resolvi conversar com o senhor que cobrava. Acabei pagando Bs. 4, na verdade as únicas moedas que eu tinha ali. Quatro israelenses que também reclamaram (mas com mais arrogância, chamando o tiozinho de imoral!) tiveram de pagar Bs. 5 mesmo. Chupa!

Passado esse imbróglio, fui procurar o hostel que eu já tinha pago em Copacabana: Hostel Puerta del Sol. Vista maravilhosa, condições precárias. Eram umas 15h e o dono não estava, quem me atendeu foi um rapaz simpático, mas meio preguiçoso. Para piorar, dez minutos depois o rapaz sumiu, e adivinha quem tentava responder algumas perguntas básicas sobre o hostel? Uma menininha de uns oito anos chamada Ana, que estava sozinha ali! Insólito, puta irresponsabilidade.

Devo dizer uma coisa: apesar dessas coisas, o povo da ilha é extremamente simpático. Na Bolívia o povo é muito simpático, mas na Isla del Sol a simpatia alcança um grau a mais.

Esperei os restaurantes abrirem para comer uma trucha do lago. Escolhi o restaurante que pertence à família dona do hostel. Comida razoável para um serviço bem ruinzinho. Paguei caro, proporcionalmente falando: Bs. 50. E ficaram me devendo Bs. 5 ainda...O povoado de Yumani é bem pacato, não tem nada para fazer aqui. Depois do jantar, o jeito foi andar um pouco (só onde não tem escadaria...rs), apreciar a lua cheia maravilhosa que iluminava todo o Lago e em seguida fui dormir.

Recorde total: 20h45 e eu deitado, escrevendo estas linhas. Amanha sigo a Cusco. Vou para o Peru!

Dicas: Caramba, a Bolívia me surpreende cada vez mais... a Isla del Sol é um lugar impressionante, natureza e cultural juntas, em harmonia. Quem me conhece sabe que não curto guias e tal, mas esse aqui eu recomendo: Gérman Huanca. A família dele tem um hostal na parte norte, chama Hostal Inti Paxsi (do aimará, Sol e Lua). O cara é bom, simples e gente boa. Em Copacabana as agências não passam infos corretas, é possível ficar bastante dias na parte norte da ilha, há muitas coisas para fazer lá: trilhas, mergulho, pesca. Imperdível. Na parte sul a mesma coisa. Só não posso recomendar o hostal Puerta del Sol, apesar da simpatia e da vista linda, o lugar não está legal.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 02/04/2017 16:51

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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