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Expedição Bolívia - Peru: Cusco e Arequipa (PER) - Set/10

Expedição Bolívia - Peru: Cusco e Arequipa (PER) - Set/10

Trecho 12: depois de 3 dias mágicos em Ollantaytambo, voltei à Cusco para finalizar minha passagem por lá, e já segui para Arequipa.

Ollantaytambo - Cusco (4/10)

Dia lindo de sol. Como para se despedir de maneira esplêndida dos meus amigos Paulo e Elza.

Tomamos café juntos, papeamos um pouco e então por volta das 9h30, me despedi. Foram dias muito enriquecedores, agradeço ao Cosmo a oportunidade de tê-los conhecido. Fui caminhando até a pracinha de Ollanta, e logo fui abordado por um rapaz oferecendo transporte para Cusco. A viagem durou exata uma hora e quarenta minutos.

Cheguei em Cusco novamente. Gosto daqui, me sinto bem. Fui procurar de novo a Hospedaje Conquista. Acabei ficando no mesmo quarto da primeira vez. O que eu tinha de fazer em Cusco: 1) terminar as visitas do Boleto Turístico; 2) fazer pesquisas de preço de equipamentos de montanha; 3) preparar a viagem para Arequipa. Fui procurar a guia Neves (aquela do Sítio Qoricancha), ela havia me oferecido transporte para os sítios arqueológicos perto de Cusco por s/15 (mais baratos que as agências). A encontrei em Qoricancha e acertamos o tour. Às 14h eu pegaria a van com um grupo.

Aproveitei para dar uma volta e ver os preços de saco de dormir e botas. Preços bons, mas acho que em Lima consigo melhores. Corri ao hostal, fiz a mochilinha e voltei a Qoricancha. Às 14h em ponto começamos o tour. visitando o Templo de Santo Domingo, que não faz parte do Boleto Turístico, e tive de pagar s/10 pela entrada. As ruínas do que foi o maior templo Inca em Cusco estão na parte de dentro. É interessante.

Seguimos para a famosa Saqsayhuaman, bonitas construções Incas. Ali descobri que estava de saco cheio de tours, excursões e afins. Não agüento mais. Fiquei dando role, o guia falando pelos cotovelos...

Próxima parada: Qenqo. Significa ziguezague em quechua. Deve o nome a uma pedra, com uma "caverna" que ziguezagueia, até encontrar uma mesa ritual, também de pedra, onde se faziam trepanações cranianas (aumento do crânio).

Seguindo: Puka Pukara. Ou Posto de Controle Vermelho. Mais do mesmo, tem uma vista bonita das montanhas. 200 metros adiante fica a entrada de Tambomachay, ou Lugar de Descanso em quechua. É um templo dedicado a água, muito bonito. Os guias brincam dizendo que ali é a fonte da juventude, mas se você bebe daquela água, pode mesmo é ganhar uma diárreia. A água não é potável ali, uma pena.

Às 18h10 desço na Plaza Kusipata. Fome. Fui ao McDonald´s, mas estava caro pra caramba. Fui dar uma volta, e acabei entrando em um restaurante chamado Babieca (calle Teqseccocha). Caramba, pelo mesmo preço de um Big Mac eu comi muito bem: cause rellena (uma batata assada, fria, com recheio de frango), sopa criola (sopa com macarrão cabelo de anjo, fininho, carne e legumes) e um spaguetti ao pesto. Quer saber, foda-se o McDonald´s!

Amanhâ sigo para Arequipa, entrei na reta final da trip. O cansaço, natural depois de tanta coisa e sensações, já começa a dar seus sinais.

Dicas: Das ruínas que ficam ao redor de Cusco, eu curti mesmo Tambomachay e Saqsayhuaman. Saqsayhuaman você consegue chegar caminhando em meia hora desde os arredores da Plaza de Armas. Tambomachay fica a 11 km de distancia. Eu ia alugar uma bike e fazer tudo, e acho que essa é uma ideia bem interessante.

Cusco - Arequipa (5/10)

Mochila pronta, deixei o quarto número 2 da Hospedaje Conquista. Paguei e perguntei para a moça da recepção a que horas teria ônibus para Arequipa, se ela sabia dos horários. Eram 10h da manhã. A moça me avisou que teria ônibus somente a partir das 17h. Balde de água fria, teria que esperar até a tarde para seguir viagem. Legal, já que é assim, assim será. Deixei minha mochila guardada no depósito (s/5) e fui tratar de enrolar um pouco. Internet, logo de cara. Fiquei um bom tempo, mas cansa. Resolvi andar, ver umas ruas, sei lá. Nessas, acabei achando uma bota de trekking com o preço em conta. Acabei levando.

Passei no mercado e comprei macarrão instantâneo e suco, fui almoçar. Dá pra agüentar até mais a noite. Por volta das 17h, peguei um táxi e fui para o terminal de buses. Comecei a fazer uma cotação de preços, para saber quem fazia mais barato. Me surpreendi (positivamente) com os preços das passagens: s/25 a s/30. Eu imaginava uns s/80. Acabe escolhendo uma tal de Viacion Andoriña, contando com a minha habitual sorte para escolher a melhor. Paga-se também o permiso de uso do terminal, s/1,10. 18h45 o ônibus partiu, depois de muita bagunça para colocar as bagagens no bus. O indefectível pinga-pinga pegando passageiros que não querem pagar o terminal. Tudo "normal". De repente, o bus pára: problemas mecânicos. Nem na Bolívia passei por isso, tinha que rolar justo agora? Blz... Meia hora depois, solucionado o problema, seguimos.

Meu colega de poltrona era um senhor artesão, que corre a América do Sul vendendo seus trabalhos. Me contou algumas coisas interessantes sobre os lugares em que já esteve (Equador, Colômbia, Venezuela...). Papo bacana. O ônibus andava devagar pelas estradas do Peru, e eu imaginando que fosse devido ao problema mecânico. Na primeira oportunidade, perguntei ao rapaz que recolhe os boletos o que estava acontecendo: um dos passageiros, policial, mandou "avisar" ao motorista que ele estava se excedendo na velocidade. A partir daí, o cara andava a 60 km/h (!!). Que zica...

Numa das paradas, mais confusão: venderam o meu assento e o do colega artesão duas vezes. Não tenho nada com isso, fiquei só olhando a discussão. Jogaram os rapazes que compraram dobrado para o bus das 23h...Para completar a zica rodoviária (aliás, a única até aqui), a menina do balcão mentiu quando me vendeu a passagem: disse que tinha calefação no ônibus, mas na real passei um baita frio, mesmo com fleece, gorro e luva. Mas que zica!!

Dicas: NUNCA vá de Andoriña, é um lixo, de verdade. Pague um pouco mais e pegue a Cruz del Sur, Ormeño ou Julsa. Não vale a pena ficar nesse perrengue por causa de alguns soles.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 05/15/2017 01:26

Performed from 09/05/2010 to 10/10/2010

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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