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P. E. Turístico Alto do Ribeira (PETAR) - Set/12

P. E. Turístico Alto do Ribeira (PETAR) - Set/12

Sem dúvida, um dos parques estaduais mais conhecidos e visitados. O grande atrativo é o conjunto de cavernas, mas tem trilhas e rio também!

Acordei cedo e revigorado, depois de dormir em uma cama muito boa no hotel em Apiaí (SP). Tomei café, coloquei minhas coisas no carro e comecei a subir os 23 km que me separavam do Núcleo Santana. O dia estava bonito e o Sol já começava a brilhar. A estrada de terra que serpenteia a Serra de Paranapiacaba vai descortinando algumas paisagens muito bonitas, e a presença de uma Mata Atlântica exuberante. No meio do caminho vi uma placa que indicava a Cachoeira das Arapongas. Curioso, desviei o caminho e segui para conhecê-la. Outra plaquinha indicava a direção da cachu e o valor de R$5 a ser pago, um pouco antes de uma casinha. Uma trilha seguia à direita da casinha, que ia margeando as águas de um riacho. 20 minutos de caminhada e cheguei até a escada que descia à cachoeira. Queda bacana, volume médio, mas não vale pagar para vê-la.

É o tal do ecoturismo... Voltei para a estrada e às 10h40 entrei no famoso PETAR. Bati um papo na entrada com o pessoal da portaria e me falaram aquilo que eu temia: as trilhas só poderiam ser feitas com monitores credenciados. A velha e idiota prática protecionista que eu tanto detesto. As áreas de podem ser visitadas livremente são a área de lazer e a Cachoeira do Couto. Paguei R$6 e desci até a sede do parque.

Estacionei o carro e fiquei ali observando. Era cedo e algumas escolas estavam prestes a começar a trilha, junto com os guias. Eu estava com uma ideia na cabeça, fazer as trilhas sem guia nenhum! Entrei de mansinho na Trilha do Rio Betari sem nenhum monitor sanguessuga. Essa trilha tem 3,5 km e é mais fácil de fazer do que qualquer trilha de parque urbano. Um pouco de atenção e cuidado e é possível desfrutar sem nenhum perigo, por mais que tentem fazer as pessoas acharem o contrário.

Encontrei vários monitores na trilha, e sempre que me perguntavam o que eu estava fazendo sozinho lá, eu criava uma versão diferente. Eu nunca pagaria R$ 120 para fazer uma trilha daquelas. Jamais!! Falando da trilha: o caminho é muito tranquilo, cruza o Rio Betari algumas vezes, e passa por algumas cavernas que obviamente eu não entrei. Meu interesse era na cachoeira que existe no fim da trilha, como um prêmio mais que merecido. Levei cerca de 30 minutos para fazer a trilha, em um ritmo bem tranquilo. O final da trilha alcança uma cachoeira.

A Cachoeira da Andorinha é um conjunto de quedas d´agua muito bonita e perigosa para o banho. No caminho de volta à sede fui interpelado por um os monitores, que veio cagar regra e querer me dar lição de comportamento em trilha. Tivemos uma rápida discussão, e mandei ele ir trabalhar. A real é a seguinte: um parque público está nas mãos de um grupelho de “guias credenciados” que dizem quem pode ou não entrar nas trilhas!

De volta à sede, comecei a explorar a “parte que pode ser visitada sem monitor”. Existe um circuito nessa área que é bem interessante, passando por duas cavernas (do Couto e Morro Preto) e uma cachoeira (também chamada Couto). Nesta cachoeira eu me banhei.

Devo ter andado uns 10 km dentro do parque. Por volta das 14h40 resolvi ir embora, agora em direção à Capa Bonito (SP) para visitar o Parque Estadual Intervales. Desci a serra em direção a Apiaí, para pegar o caminho da SP 250. Quase saindo da cidade de Apiaí passei em frente do “Parque Natural Municipal Morro do Ouro” e resolvi entrar e conhecer. Andei por lá cerca de 50 minutos, tempo suficiente para fazer a trilha até o mirante e ver umas cavas que eram utilizadas para extração de minério e ouro. Foi interessante.

Peguei a SP 250 e segui em frente. Um pouco depois de Guapiara (SP) vi uma placa que indicava uma entrada para Intervales. Passei uns 500 metros e parei em uma pousada de caminhoneiros à beira da estrada, pagando R$25. Vou descansar e amanhã vou direto para o parque.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 10/19/2015 13:53

Performed on 09/22/2012

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Divanei Goes de Paula
Divanei Goes de Paula 11/17/2015 15:05

O melhor do PETAR se esconde onde o turista não pode mais ir.

Marcelo Baptista

Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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