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Rumo ao Norte: BR 101 - Aracaju (SE) - Set/08

Rumo ao Norte: BR 101 - Aracaju (SE) - Set/08

Perna 7: Aracaju, a capital sergipana que surpreende. Seja pelo litoral, os deliciosos caldinhos ou pelos preços baixos. E gente acolhedora!

Sítio do Conde a Aracaju (12/9)

De pé às 7h, depois de uma noite bem dormida.

Depois do café, aproveitamos para fazer fotos da praia, que a gente não tinha conseguido ver ontem á noite. A praia tem uma linha de arrecifes, que não permite que as ondas quebrem na areia. É bonita, mas talvez um pouco perigosa para banhos. Nos despedimos de Gil, o simpático atendente da pousada, e tocamos em direção a BA 099. Antes, obrigatoriamente, passamos por dentro da cidade do Conde: a cidadezinha é muito simpática mesmo.

De volta a BA 099, a famosa Linha Verde. Ela segue assim até a divisa com SE, mas informalmente vai com outro nome até a cidade de Estância (SE), onde se entronca com a BR 101 de novo. E a BR 101 é aquela loucura de sempre...a grande sacada foi que ontem adiantamos muito o local de parada, e hoje só nos resta 160 km até Aracaju. Barbada! No caminho até Aracaju, uma placa: São Cristóvão (SE). É uma cidade antiga, com vários prédios centenários. Resolvi visitar. Saímos da BR 101, e andamos 8 km até São Cristóvão. A chegada na cidade me causou uma certa frustração, afinal o aspecto não é dos melhores. O casario secular (imagino que seja do séc. XVII) está bem detonado, e eu imagino que algum tonto que compre um pacote turístico afim de ver uma atração bacana, se sinta enganado com o que encontra lá. O bom é que em todo prédio histórico tem uma placa informando que estão em reforma...uma esperança de dias melhores, pelo menos.

Seguimos para Aracaju por uma rodovia vicinal, não retornamos pela BR. Pegamos uma estrada chamada João Bebe Água, horrível. Mas foram só 19 km até Aracaju. Bom, isso foi em tese, porque acabamos pegando um desvio errado, e fomos em direção ao centro. Levamos um tempo até chegarmos a praia de Atalaia. Chegando lá fomos logo buscar uma hospedagem. Depois de procurar um pouco, achamos uma bem em conta, chamada Relicário (Av. Santos Dumont, 622 tel.: 79 3243 1584), na avenida da orla mesmo. R$40 por um quarto com tv a cabo, bacana. Saiu barato.

Fomos dar um rolê. A praia da Atalaia tem uma faixa enorme de areia, mas muita sujeira; os donos de barraca te tratam como turista, ou seja, estamos ali para sermos enganados; e o povo ali, pelo menos naquele pedaço, era esquisito...não foi muito legal. Resolvemos caminhar pela orla, aliás muito bonita e equipada. Eu peguei um mapa na CIT (Central de Informação) de Atalaia, e fomos ver o Oceanário, que é a base do Projeto Tamar na cidade. Foi muito legal, valeu e muito os R$6 de entrada. Vários tanques e aquários com exemplares da fauna marinha local e, é claro, as tartarugas. Show! Mais a frente, encontramos o Centro de Arte e Cultura, local onde rola uma feirinha de artesanato. Iara entrou, eu fui ver o mar.

Logo depois voltamos para a pousada, tomamos um banho e descansamos um pouco. Mas logo nos animamos para andar na Passarela do Caranguejo, a alameda que reúne os bares e restaurantes na orla de Atalaia: gente bonita, animação, forró...entramos num restaurante-forró chamado Cariri, um lugar muito legal, animado, boa comida e atendimento espetacular. Comemos e bebemos bem, animados ao som de uma banda de forró. Ficamos papeando, mas o cansaço desses dias de viagem bateu forte, e fomos dormir. Esses dois dias em Aracaju vieram a calhar, já não aguento mais andar de carro.

Dicas: Aracaju é uma das capitais nordestinas mais baratas que eu já fui. Você se diverte, come e bebe gastando muito pouco. O artesanato é bacana, e a galera muito simpática. A base do Projeto Tamar merece ser visitada, é um espetáculo. Na Passarela do Caranguejo você encontra os bares e restaurantes, mas se você caminhar em direção ao Centro de Arte e Cultura, também consegue encontrar boas opções mais baratas. O restaurante Cariri é um caso a parte, mesmo um pouco caro, vale cada centavo. Pra você ter uma ideia, pra refrescar a clientela, de vez em quando eles borrifam do teto um pouco de água, num sistema bem interessante...

Sobre a cidade de São Cristóvão, me disseram que há uma outra cidade com o mesmo tipo de casario, mas muito mais conservado: Laranjeiras (SE). Não visitei, mas fica também a cerca de 20 km de Aracaju.

Aracaju – 2º dia (13/9)

Hoje é sábado, e a praia promete animação. Decidimos ficar na praia em frente ao Centro de Arte e Cultura, que tem uma faixa de areia menos larga e mais limpa. Iara se estendeu na areia, preferi ficar na sombra, tomando uma cerveja e alguns caldinhos de camarão e sururu. Essa é uma opção barata e ótima de se alimentar, sem falar que é uma delícia. O dia passou rápido na praia.

Notas rápidas: a fixação da galera local (e no Nordeste em geral) por som alto beira o absurdo. Estamos em época eleitoral, e eu não me lembro de nenhuma cidade que não tivesse carros ou caminhões com equipamento de som monstro fazendo propaganda política. Chega a irritar, imagino como devem ficar os moradores dessas cidades...

O mesmo acontece na praia: o cara chega, encosta o carro, abre o porta-malas e bota axé, bombando no volume 100...foda! Resolvemos comer caranguejo. Puta trabalho que dá, mas vale a pena, é gostoso. Voltamos à praia para finalizar o dia, e decidimos ir para a pousada. À noite, saímos para comer um prato executivo, e achamos uma boa refeição por R$15. Coisas da baixa temporada.

Nota: é sábado, e parece que todos os candidatos resolveram fazer carreata com trio elétrico hoje...mother fuckers!

Bateu o cansaço. Amanhã, Canindé de São Francisco (SE) e os cânions do Velho Chico.

Dicas: Aracaju é mesmo a capital do caldinho, tem caldinho de tudo: camarão, peixe, sururu, caruru. Aproveite! É baratinho.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 05/29/2016 20:54

Performed from 09/02/2008 to 09/27/2008

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Marcelo Baptista

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