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Rumo ao Norte: BR 101 - Conceição da Barra (ES) - Set/08

Rumo ao Norte: BR 101 - Conceição da Barra (ES) - Set/08

Perna 3: Conceição da Barra! Praias, surfe, dunas de Itaúnas, muito forró e diversão! 3 dias aqui, descansando da estrada e curtindo a vida!

Hiking

Marataízes a Conceição da Barra - (5/9)

8h da manhã, e já levantamos. Marataízes não agradou mesmo. Tomamos café, pagamos a simpática dona da pousada, e seguimos. Decidimos sair um pouco da BR 101: é muito motorista imprudente, e o estresse que causa ao volante, eu tô fora...estudando o mapa, decidimos seguir pela ES 060, chamada Rodovia do Sol, uma estrada duplicada que segue pela costa. Tem pedágio, mas também muito mais segurança e tranquilidade.

Além de boa, a estrada passa por um litoral belíssimo: Iriri (ES), Anchieta (ES), Meaípe (ES). Em Anchieta, na foz do rio Benevente, a paisagem é muito bonita, com barcos, garças...a cidade é histórica, ali o padre José de Anchieta escreveu os seus famosos versos. Seguindo, passamos pelo porto de Meaípe, numa vista panorâmica estupenda.

Rodovia do Sol adentro, pedágio pago, chegamos em Vila Velha (ES), cidade-irmã de Vitória (ES). Em Vila Velha se pode ver o convento de Nsa. Sra. da Penha, de 1558, no alto de um morro belíssimo; a monumental engenharia da 3ª Ponte, depois Vitória...sempre que venho aqui, me impressiono com a paisagem. Resolvemos abastecer em Vitória. Com o preço na estrada alto, e aqui mais barato (pagamos R$2,59), decidimos completar o tanque e evitar gastarmos demasiadamente.

Em Nova Almeida (ES), escolhemos parar em um restaurante chamado Ninho da Roxinha, com uma vista linda da enseada, e preços um pouco proibitivos...acabamos encontrando uma moqueca muito boa por um preço honesto. Na volta para a estrada, seguimos margeando a costa: Santa Cruz, Coqueiral, localidades que vão ficando para trás a medida que avançamos. Em determinado momento, a estrada se vira para o interior, e entramos nos domínios da Aracruz S.A., empresa de celulose gigantesca, que “criou” uma cidade com o mesmo nome. Enormes áreas de terras cobertas por eucaliptos, e seguindo em frente, a fábrica: o que se vê não agrada, e o cheiro é de produtos químicos. Terrível.

Ao final dessa estrada, que passa a se designar como ES 010, caímos na BR 101 novamente. O mesmo tráfego de sempre. Cruzamos o rio Doce na região de Linhares (ES), e rasgamos a 101 em direção a São Mateus (ES), onde chegamos às 17h30, já quase escuro. Decidimos então seguir até Conceição da Barra (ES), que era o nosso destino mesmo.

Lá chegamos às 18h20, onde paramos no centro. Abri uma cerveja e logo estávamos papeando com um mineiro chamado Josué, contador de causos. Duas brejas, e seguimos atrás de um lugar para dormir. Acabamos ficando na Pousada do Sol (Av. Atlântica, 226), muito boa, na praia de Guaxindiba. Vale lembrar que no primeiro quarto que pegamos, tinha uma barata enorme, que obrigou o dono da pousada nos dar um quarto muito melhor pelo mesmo preço (R$50). Valeu, dona barata!

Pra fechar a noite, fomos a um bar chamado Um Butikin e um Violão tomar umas e comer alguma coisa. Tava animado e agitado. Nessa noite tivemos nossa primeira discussão na viagem.

Dica: Antes de Conceição da Barra, existe uma cidade chamada São Mateus, maior e mais estruturada que Conceição. Mas a hospedagem em Conceição era mais barata que em São Mateus. Por isso, prefira ficar mesmo em Conceição da Barra, que é o lugar mais próximo a Itaúnas (ES). Eu fui na baixa temporada, mas na alta as vagas ficam escassas, e os preços disparam.

Conceição da Barra – 2º dia (6/9)

8h em pé, tomando o café da manhã: esse ânimo todo era resultado do céu azulzinho e do Sol que já iluminava Guaxindiba. A Pousada do Sol fica bem em frente à praia, coisa de 10m caminhando...era aqui mesmo que a gente ia ficar hoje.

Iara logo se jogou na areia, eu botei minha mochila nas costas e saí caminhando. Segui pela faixa de areia, observando famílias que brincavam, crianças, cães...todo mundo tem cachorro aqui, e metade leva eles para dar um rolê na areia da praia. A orla de Conceição, em boa parte, apresenta molhes de pedras bem grandes, claramente usadas ali como “escudos” contra as ondas. Caminhando pude ver que várias casas a beira mar já foram destruídas pela força das ondas, que aqui quebram forte mesmo. Cheguei até onde pude, a Praia da Bugia, onde se encontra um farol de 1914. Interessante.

Voltei pela praia, o mesmo cenário de antes. Um dos inúmeros cachorros na praia correu atrás de mim, filho da puta... Guaxindiba é uma praia estranha, amarronzada pela areia em suspensão. O vento nordeste batendo forte sempre; a ondulação é razoável, o Guia Quatro Rodas diz que a praia é boa pro surfe, mas não vi nenhum surfista aqui. Fiquei um pouco na areia, depois banho de mar. Sol a pino, resolvemos ir pra piscina da pousada. Lá ficamos, tomando umas e outras, e papeando com um casal capixaba, bom papo. Fiquei breaco e subi para um banho, mas nem tive forças: dormi depois da chuveirada. Iara também.

Acordamos com uma fome monstro! Matamos a danada com um suculento bife a cavalo, dois bifões com ovos fritos, show de bola. O resto da noite foi so preguiça, tv, uma voltinha na cidade...amanhã, Itaúnas (ES).

Dicas: O restaurante Terra e Mar serve umas refeições muito boas a um preço bacana. Se quiser um PF esperto, o melhor mesmo é o Um Butikin, onde sempre rola uma música ao vivo e um breja gelada no ponto.

Conceição da Barra – 3º dia (7/9)

Viva, Dia da Independência! Sem festejos, sem fogos, sem nada. Só me lembrei porque a Globo deu um flash de uma parada militar no Rio. Tomamos café, e seguimos para Itaúnas, a famosa localidade a 25 km de Conceição. Pegamos a estrada, e cinco km depois, entramos na estrada de terra que nos leva até a vila. Itaúnas é uma vila que fica ao lado do Parque Estadual Itaúnas, que na real é o lugar que todo mundo quer visitar. É uma vila muito estruturada, com pousadas, bares, serviços...logo se percebe que no verão o lugar bomba. Da vila se cruza o Rio Itaúnas, e logo avistamos as dunas que caracterizam o parque: brancas, areia fina, e o mar ao fundo. Puta cenário.

Caminhamos em direção a praia, e eu escolhi uma das “barracas” para usar como base, já que eu não tava afim de sol hoje. Escolhi a Barraca da Tartaruga, e logo negociei com o dono um guarda-sol, claro, em troca de três cervejas em lata...coisas do comércio turístico. Iara na areia, tratei de curtir.

Entrava no mar, voltava...foi quando reconheci um cara: Davide, um italiano que eu tinha conhecido em Cumbica! Esse mundo é pequeno demais. Lá pelas 14h30, bateu a vontade de ir embora. Valeu, Itaúnas, qualquer dia eu volto. Voltamos para a pousada, tomamos um banho e fui dar uma dormidinha: eu estava bem cansado, nadei muito contra a forte correnteza e queria descansar. Iara idem. E assim foi. Acordamos, eu fui rever os planos de viagem, ficamos na pousada até umas 21h, então saímos para jantar: um big filé de frango com arroz à grega no restaurante Terra e Mar, show de bola, serviu nós dois muito bem por R$25. Amanhã, seguimos viagem para Bahia.

Dicas: Itaúnas! Esse é um lugar que todo viajante tem que conhecer. Dunas branquinhas, uma praia legal, gente bonita...o problema lá é que você vai ser sempre um turista, e os locais vão querer te arrancar uma grana a qualquer custo...a ideia mesmo é ficar em Conceição da Barra, fazer a base lá. E não se esqueça de tomar um banho de rio, é bom demais!

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 05/05/2016 15:11

Performed from 09/02/2008 to 09/27/2008

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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