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Rumo ao Norte: BR 101 - Prado (BA) - Set/08

Rumo ao Norte: BR 101 - Prado (BA) - Set/08

Perna 4: Terras baianas!! Sol, um litoral delicioso e uma cidade descoberta que foi um presente: Prado. Coqueiros, areia branca e curtição!

Conceição da Barra a Prado (8/9)

De pé desde às 7h, e saindo da pousada às 8h30: fizemos como havíamos combinado na noite anterior. Realmente a pousada da Dona Maria foi um achado. Pagamos, nos despedimos e seguimos viagem.

A BR 101 depois da divisa ES/BA fica horrível, no que toca ao estado do asfalto: buracos, falta de acostamento, uma paisagem feia de morros vermelhos pelados...estranho. Na região de Mucuri (BA), paramos para abastecer num posto BR e aproveitar o preço da gasolina: R$2,67. Parece ser a média por aqui, apesar de eu ter visto um posto por R$2,59. Mas é impossível saber a qualidade. Na dúvida, só posto BR.

Na altura de Teixeira de Freitas (BA), saímos da BR 101 e pegamos a BA 290 em direção a Alcobaça (BA). São cerca de 60 km até lá, e então você decide: á direita, Caravelas (BA), à esquerda, Prado (BA). Pegamos à esquerda, para o Prado. 20 km a frente, cruzamos o rio Jurucuçu, e chegamos na cidade do Prado. Eu tinha três endereços, todos de camping. Sinceramente, pelo preço cobrado não valia a pena, ainda mais se tratando de baixa temporada. Começamos a caçar pousada: todas caras, R$60, R$70...rodamos até achar uma pousada chamada Casa Branca (R. Clarício Cardoso, 40 tel.: 73 3298 1399), ao lado da rodoviária. Preço: R$45. Foi nessa mesmo.

Almoçamos um PF por 7 reais. A curiosidade é que o PF é você mesmo quem faz, desde que coloque só dois tipos de carnes (!). Foi bom demais, o restaurante se chama Ciclone. Já eram 14h30, e resolvemos visitar a praia do Centro. Poucas barracas abertas, a baixa temporada aqui obriga quase todos a baixarem as portas. Ficamos numa barraca chamada Gil Mineiro, pessoal do bem. A praia dispensa comentários, é belíssima. Tentei caminhar um pouco, até a foz do rio Jucuruçu, mas a maré começou a subir, e eu desisti, ficou tarde.

Saímos da praia e fomos andar pela cidade: Matriz, Beco das Garrafas, Praça Redonda...essa parte é aquela que ferve com turistada no verão. É bem ajeitadinha. Passamos no mercado, compramos algumas coisas para abastecer o frigobar, e voltamos para a pousada. A noite caiu, e voltamos para o Beco das Garrafas, na esperança de encontrar alguma coisa aberta: nada. Voltamos nossa atenção então para a Praça de Alimentação. Não, não é nenhum shopping no Prado, é um monte de barracas numa praça, que vendem lanches e refeições. Tudo bem arrumado. Achamos uma barraca que vendia açaí, e foi lá mesmo que matamos uma tigela de 400 ml com banana e granola. Satisfeitos, voltamos para a pousada. Amanhã, Alcobaça e Caravelas.

Dicas: Prado é uma cidade pequena, mas muito legal. E a galera lá é muito simpática. Na praia do Centro, tem várias barracas bem estruturadas, e todo mundo te trata na boa, sem te tirar de “turista”. No Beco das Garrafas, os restaurantes são bons, mas um pouco mais caros também, mas nada absurdo. Caso você queira ficar na Pousada Casa Branca, não deixe de bater um papo com o proprietário, seu Tito: o cara é gente boa, e tem várias histórias, algumas de arrepiar...

Prado – 2º dia (9/9)

Não dormi muito bem, talvez por causa do colchão, não sei.

8h30 estávamos de pé, na mesa do café: sucos, pães, frutas e a companhia do seu Tito, dono da pousada. Ele faz um misto de filosofia com reclamação, solta umas pérolas, e logo em seguida uma reclamação. É engraçado.

Seguimos para Alcobaça, e rolou uma decepção grande, a cidade não agradou. Tem um farol lá de mais ou menos 80 anos, bem legal; de resto, mais do mesmo, e gente pedindo dinheiro. Chato.

Seguimos para Caravelas. Na entrada de Caravelas, uma escultura que faz alusão às caravelas portuguesas que ali chegaram um dia. De cara eu gostei de lá. Fomos até o centro histórico, muito bonito, com a matriz e o casario, e ao fundo, o rio Caravelas, bonito, largo, e do outro lado, o mangue intacto. Puta cenário! Na cidade mesmo não tem praia, então seguimos em frente, buscando o mar: nos dirigimos para a praia de Iemanjá. Só que para chegar lá, 11 km de estradinha de terra, uma das mais isoladas que eu já percorri, além de irregular e com bolsões de areia, um risco de ficar atolado.

Depois de andar bastante (e devagar), chegamos em Iemanjá: bonita, enorme, um mar gigante, e nenhuma alma viva!!Ficamos ali vinte minutos, começou a me bater uma tristeza, solidão...próxima praia: Ponta da Baleia. Seguimos até onde deu, mas a areia fofa nos impediu, e atolamos. Baita sufoco, areia fofa + calor + isolamento...De repente, pintou um jipe amarelo na estradinha, e o cara ao volante desceu pra me ajudar a empurrar e desatolar o Corsa. Desistimos da Ponta da Baleia e tocamos para Caravelas de novo. Só que a vida reserva surpresas, e a boa desse dia foi a praia de Grauçá: vila de pescadores, boca do rio Caravelas, jeitosa e com um bar/restaurante providencial.

Acabamos almoçando ali mesmo, no restaurante Tio Berlindo, atendimento atencioso. E o PF? Por R$8, um prato monstro com três pescadas brancas enormes, arroz, feijão, salada e farofa! Voltamos para o Prado, direto para a praia do Centro. Ficamos ali até o sol se pôr. Voltei para a pousada, Iara foi comprar algumas coisas. Nesse meio tempo, fiquei conversando com o seu Tito. Foi um papo interessante, onde ele me contou dos seus tempos na terraplanagem de estradas, incluindo a própria BR 101. Histórias macabras, como a do soterramento de 35 operários da divisa do Maranhão, onde o engenheiro-chefe ordenou que se jogasse mais terra por cima, afim de “apagar” as evidências...enfim, histórias da década de 70.

A noite, de novo na Praça de Alimentação, um açaizinho para rebater, e minha noite em Prado chegou ao fim. Essa é uma cidade que me marcou bastante. Volto aqui um dia. Amanhã, Ilhéus (BA).

Dicas: Várias...primeiro, Alcobaça é mesmo estranha, mesmo que você goste dos prédios históricos (e tem vários), vai se encher com a molecada, a mulherada e os velhinhos pedindo dinheiro. Fuja! Caravelas, ao contrário, encanta de cara. Quer ver baleias jubarte?Lá é o lugar. Quer ver mangue intacto? Caravelas...as praias de Caravelas ficam bem distante, e o acesso é bem difícil em alguns momentos. Grauçá é o meio termo, Ponta da Baleia o extremo. Se quiser ir lá, se prepare, e vá com um carro alto. O melhor PF da minha vida foi lá em Grauçá.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 05/11/2016 18:46

Performed from 09/02/2008 to 09/27/2008

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Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 05/12/2016 09:59

Marcelo, muito show! Onde vc foi parar com essa viagem? Qual era o destino final?

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 05/13/2016 00:42

Bruna, fui seguindo pela BR 101 até Porto de Galinhas (PE), e depois comecei a descer até pegar a BR 116 em Feira de Santana (BA). De lá, cruzei o sertão da Bahia, Minas, Rio, até entrar em São Paulo. Foi uma road trip especial, está na minha alma!

Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 05/13/2016 07:19

Caraca! Quanto tempo no total?

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 05/13/2016 11:52

30 dias. Gastei minhas férias até o osso nessa trip (naquela época eu tinha férias remunerada...kkkk). Vou colocar todos os tópicos aqui, foram 16 "paradas", inclusive com uma chegada até a barragem de Xingó, no rio São Francisco. Foi bem louco!

Marcelo Baptista

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