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Rumo ao Norte: BR 101 - SP a Rio das Ostras (RJ) - Set/08

Rumo ao Norte: BR 101 - SP a Rio das Ostras (RJ) - Set/08

Perna 1: Saindo de São Paulo com destino a Pernambuco. Primeira parada da trip na simpatica cidade de Rio das Ostras, para curtir as praias.

São Paulo a Rio das Ostras - (2/9)

Eu e Iara levantamos por volta das 4h30 da manhã, depois de uma véspera bem agitada preparando a viagem. Saímos exatamente às 5h20, dia escuro ainda, em direção a rodovia Presidente Dutra, a BR 116. O ânimo não podia estar melhor.

Seguimos bem, num ritmo bom, sem forçar. A estrada está muito boa, e vale cada centavo que se paga nos cinco pedágios pelos quais passamos. Fizemos algumas paradas para café e esticar um pouco as canelas em Roseira (SP), Piraí (RJ) e Itaboraí (RJ). O calor estava forte, e eu me senti desgastado por isso. Iara ia tocando o carro, enquanto eu “navegava” com o mapa. Foi uma parceria harmoniosa nesse primeiro dia.

Momentos tensos: a passagem pelo Rio de Janeiro e o medo de alguma bala perdida na favela da Maré, e a estrada BR 101 na região de Casemiro de Abreu (RJ), onde os motoristas dos carros e caminhões são todos malucos!

No Rio, o meu medo era o de não encontrar o caminho certo para Niterói (RJ), e esse medo era encorpado pela insegurança de saber sobre a situação de violência da cidade. Isso para mim era um ameaça muito maior do que o de perder o caminho; quando cruzamos a ponte Rio-Niterói, relaxei. Ah, para cruzar a ponte, tem mais um pedágio. A situação em Casemiro de Abreu (RJ) é muito estranha: a estrada, apesar de mão dupla, é muito boa. A insegurança vem mesmo dos motoristas fluminenses, que dirigem ali alucinadamente, como se estivessem participando de um racha, ou fugindo de alguém. Presenciamos diversos quase-acidentes por causa disso. Felizmente, só ficou no quase mesmo.

Finalmente chegamos em Rio das Ostras (RJ). A cidade é muito simpática, ajeitadinha. Fomos procurar pela Pousada da Lenna (R. São José, 49 tel. 22 2764 2681), na praia do Cemitério. Perguntamos inicialmente para dois guardas municipais, zé ruelas que não sabiam de nada e nem tinham muita disposição em ajudar. Ligamos para a pousada, e com um pouquinho de paciência, encontramos. A dona é muito simpática, paulista de Guarulhos. Um bom quarto por R$ 60, preço honesto.

Tomamos um banho e fomos em busca do nosso tesouro: comida! Estávamos famintos. Mandamos ver um delicioso filé de dourado, precedido de iscas de peixe. Comemos muito, e depois caminhamos bastante pela cidade. Voltamos para a pousada, pois merecíamos um descanso depois de 8 horas de estrada dura. À noite eu fui dar uma volta, sentir a brisa do mar. Amanhã continuamos por aqui, vamos conhecer a praia mais famosa da região, chamada Costa Azul.

Dica: Dirigir numa estrada que você não conhece direito é osso! Vá sempre devagar, e só ultrapasse com segurança. Nessa BR 101, aquele lance de “dirigir para você e para os outros” é absolutamente verdadeiro. Olho vivo.

Rio das Ostras – 2º dia (3/9)

Acordamos cedo. Quer dizer, cedo pra quem está de férias: 8h20 e nós de pé, já nos ajeitando para descermos e tomarmos o café da manhã, que aliás foi muito bom.

Tiramos algumas infos com a Lenna sobre como chegar até a praia Costa Azul, a mais conhecida aqui, e ela nos indicou uma maneira alternativa para chegarmos lá: pelos costões rochosos! Eu adorei a ideia. Então seguimos, eu de olho na Iara, que não é muito chegada em aventura...aproveitamos a maré baixa e cruzamos a foz do rio das Ostras a pé, até encontrarmos a trilha do outro lado, já nos costões. Começamos a subir o morro, e logo se abriu um visual impressionante do mar, seguindo a trilha, lá embaixo, a Praia da Joana.

Na Praia da Joana a coisa é mais ou menos assim: praia de tombo, uma ilhota bem em frente, um único quiosque para suprir de água e cerveja os mais sedentos, pouca gente na areia. E as visitantes mais ilustres nadando assim pertinho da gente: as tartarugas. Ficamos um bom tempo ali, tomando sol, cerveja e um banho de mar, contemplando aquela paisagem. A galera aqui é simpática, a cidade tem vocação turística, e por isso mesmo duas práticas sempre duelando: os caras querendo meter a faca em você nos preços, e você pechinchando até não poder mais!

Saímos da Praia da Joana, e seguimos pelos costões rochosos para a próxima praia, chamada Verde: mar bravo, areia grossa; milhares de conchinhas espalhadas, e ainda vimos um pinguim. Seguimos. Saímos dos costões, os pés estavam castigados. Preferimos seguir pela bonita rua que margeia a praia da Costa Azul. Mais alguns metros, e uma entrada de madeira junto a uma placa onde se lia “Patrimônio Natural dos Costões Rochosos”. Decidimos entrar, e foi a melhor escolha: demos de cara com belas formações de pedra, e um mirante espetacular. Impressionante como essa cidade é bem cuidada, limpa e hospitaleira.

Descemos do mirante e demos de cara com uma praça bem projetada, chamada Praça da Baleia. Adivinha porque? É que tem uma escultura, em tamanho natural, de uma baleia jubarte, e um mergulhador segurando a nadadeira dela. Bem original. Ficamos por ali, em algum daqueles quiosques...a fome ia batendo, e foi nessa que descobrimos a primeira barbada da trip: um restaurante que serve prato + salada + bebida + sobremesa por R$15! E é barbada porque o prato servido é enorme, o individual serve duas pessoas na boa; como a gente tava com uma fome legal, cada um comeu o seu...(rsrs).

Desfeitos do tormento da fome, nos jogamos na areia, e dormimos um bom tempo. Foi bom, gostoso e necessário. Quando o vento começou a vencer o Sol, levantamos e fomos embora, dessa vez seguindo o curso do rio de volta á praia do Cemitério. Depois de um banho, eu fui ao mercado comprar algumas frutas, para comer no caminho.

Amanhã, vamos até Marataízes (ES). E meu dente tá doendo.

Dica: O nome do restaurante na praia da Costa Azul, aquele da comida farta por 15 mangos, é Ponto Tropical (Av. Atlântica, praia da Costa Azul). Mas fica esperto, ali tem vários restaurantes nesse estilo, “coma bastante e pague pouco”, vale pesquisar. Só não coma nos quiosques, que são bem carinhos.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 04/27/2016 19:52

Performed from 09/02/2008 to 09/27/2008

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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