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Mucugê - Igatu, a rota dos garimpeiros clássicos

Mucugê - Igatu, a rota dos garimpeiros clássicos

Três dias por uma área linda cheia de histórias e ruínas do garimpo na Chapada Diamantina, bordejando o cânion do Paraguaçu.

Trekking Camping

“…e quando foi lá pra umas dez horas eu ouvi a bicha turrar!! A toca era um lajedão encima, era um lajedão que você podia andar assim…, era uma mesa de trem bonito! E essa bicha turrou encima moço! Turrou encima e eu tava com um revólver, dei uns dois tiros pra fora, num dei mais porque as bala tava acabando …, aí ela quetou né!”

Garimpando memórias, transcrição da entrevista de Anatalino Rodrigues Vieira (pai de Joaab, nosso guia, autor do livro).

Chegamos domingo ao escurecer em Mucugê, após trilhar quase 60 km no fim de semana, vindo do Capão. Eu, Sérgio, Cláudio, Cris e Fábio fizemos a travessia percorrendo os Gerais do Vieira e depois os Gerais do Rio Preto. Com direito a um vento patagônico e uma chuva de açoite logo no início da trilha.

A cidade de Mucugê ainda estava lindamente enfeitada devido aos festejos juninos. São João é a festa mais tradicional e bonita no Nordeste.

Cansados, fomos para uma pizzaria onde encontramos o Joaab, que seria o nosso guia na pernada da manhã seguinte. Infelizmente ele avisou que o planejado, uma trilha para a Pantomia, seria impraticável, porque estava bem fechada e ele não encontrou uma descida viável para o cânion. Não é a toa que o lugar é o mais selvagem da Chapada Diamantina.

Mas ele propôs um roteiro alternativo, não comercial, que fez apenas uma vez quatro anos atrás, algo que ele chamava de “a rota dos garimpeiros clássicos”, onde os primeiros garimpeiros (os “antigos”) trabalharam. Só ele e alguns garimpeiros da região conheciam esta trilha.

Depois de presenciarmos o turismo desenfreado no Cachoeirão (na travessia Capão Mucugê), sorrimos ao ouvir a proposta. Algo novo, selvagem e pouquíssimo conhecido. Aventura!

No dia seguinte acordamos e saimos para tomar café e para fazer o ressuprimento num mercadinho e numa padaria.

Cidade linda!

Fábio e Cris aproveitaram para tirar uma foto caracterizados, antes de saírmos.

Partimos rumo norte, numa trilha que iniciava ao lado da Igreja de Sta. Isabel, num extremo de Mucugê. Estavam conosco também o Samuel e o Igor, que chegaram de Feira de Santana na noite anterior. E Joaab nos apresentou o Edilande, garimpeiro há 25 anos trabalhando na região, que seria seu auxiliar nesta trilha. Mas tivemos uma baixa, Cláudio, que teve grandes calos e uma íngua dolorosa na travessia Capão Mucugê. Ele ficaria na cidade se recuperando e visitando os arredores.

Logo no começo deparamos já com ruínas de casas de pedra da época do garimpo.

Entre 1840 e 1870 a Chapada Diamantina foi responsável por 90% da produção mundial de diamante, trazendo milhares de pessoas para a região (brasileiros e estrangeiros). Só na região entre Mucugê e Igatu trabalharam 40 mil pessoas, a população de São Paulo naquela época.

Mas isto teve um custo ecológico terrível. Florestas frondosas foram queimadas até o chão. Ao garimpeiro só interessava ver o solo para descobrir onde havia um veio de cascalho com potencial. Esta ação antrópica negativa atingiu uma grande área da Chapada. As queimadas tiraram a floresta e as chuvas varreram o solo fértil, deixando exposta uma camada de rocha, ficando com o aspecto de uma região semi-árida, pedregosa, com vegetação apenas arbustiva.

Era por este cenário desolador que passamos. Mas as ruínas de pedra impressionavam. Num ponto os restos de um grande pouso de tropeiros, em outro, de um armazém (bodega). Casas dos capatazes e meias praças que cuidavam dos garimpos e a dos garimpeiros. A técnica de construção empregava pedras soltas encaixadas. O cimento não existia. Poucas edificações usavam uma argamassa com óleo de baleia.

O mais impressionante era a rede de canais, regos e bicanos, e os diques que traziam/armazenavam água para a lavagem do cascalho diamantífero. A água era essencial para a separação do diamante. A engenhosidade transportava água através de quilômetros de distância usando apenas a gravidade. Como dizia o pai de Joaab (nosso guia é filho e neto de garimpeiros), seu Anatalício Rodrigues Vieira: “dois que pensavam e dois mil que executavam”. A área fervilhava de garimpeiros, comerciantes, jagunços e mulheres de vida (nada) fácil. Os grandes beneficiários eram os coronéis, donos da terra.

Visitamos a toca do Rosalvo, que o Edilande ainda habitava ocasionalmente, para pegar alguns utensílios. Tocas são o aproveitamento de lapas de pedra, fechadas nos lados por muros de pedra, construídas para moradia dos garimpeiros.

Na baixada para o rio Paraguaçu, o Joaab nos mostrava plantas: erva de rato, venenosíssima, principalmente a linda flor; a cura facada, cicatrizante (que chegou a escassear na época do garimpo, imaginem o porque); a flor de mocó, cujo leite (seiva) era um poderoso anti-inflamatório; a flor de begônia branca, comestível.

A travessia do Paraguaçu foi fácil, no Carrincôcho, por cima de lajes de pedra. Pouco adiante o rio se tornaria bem mais caudaloso, na junção com seu tributário, o rio Cumbuca. O Paraguaçu começaria a descer então um profundo cânion na direção Nordeste.

Cruzamos a área de garimpo do Beiçudo (Manoelzin Beiçudo, o frente, garimpeiro líder daquele lugar, de grande consideração do coronel Douca Medrado) e pouco tempo depois chegamos num córrego de mesmo nome. Joaab e Edilande fizeram um café e lanchamos

Rumamos para o norte e avistamos o Mar de Espanha, trecho onde o Paraguaçu alarga. Estávamos indo em direção a borda do cânion do Paraguaçu. No caminho não havia pegadas humanas mas rastros de uma suçuarana e seu filhote. Os felinos gostam de usar as trilhas. E ainda estávamos a poucos quilômetros de Mucugê.

Na borda do cânion, 300 metros acima do rio, o cenário era impressionante. Ao sudeste observamos a estrada que serpenteava pelo outro lado do Paraguaçu indo para a área de garimpo da Nova Sibéria (assim chamada pelo número de estrangeiros que trabalharam lá). É uma estrada apenas para 4X4.

Caminhamos pelas lajes da borda tendo a direita o abismo e as lindas vistas. Uma hora depois chegamos numa outra área de garimpo chamado de Boa Vista. Tocas de pedra amplas e muito bem construídas.

Encontramos ferramentas de garimpeiros e uma pesada bola de rocha perfeitamente esférica, cinzelada naturalmente pela correnteza do rio Paraguaçu. Imaginamos o trabalho de Sísifo que os garimpeiros tiveram para trazê-la do leito do rio lá embaixo até a toca, centenas de metros acima.

Pouco depois chegamos ao nosso pouso, a toca da Boa Vista, perto de um córrego. Este córrego saia de uma gruna, gruta feita pelo homem para explorar diamantes.

Chegando na toca. Vistas lindas para o cânion.

Depois de cada um escolher seu quarto na toca e devidamente instalados, descemos para o córrego que passava um pouco abaixo. Banho frio com vista linda! Do outro lado do cânion ficava a cachoeira Caetano Martins onde havia também garimpo e tocas, no passado.

Meu quarto.

Vista da toca, do local do banho. A toca está debaixo da grande pedra ao centro.

Apreciando a vista e tomando coragem para o banho frio. É o leito de uma cascata seca. Na borda uma queda de 50 a 70 metros.

Fizemos a janta no escuro. Muita conversa com cachaça de Abaíra. Comemos uma salada de batata da serra (que Edilande havia encontrado) com sal e limão. Joaab leu trechos do livro que escreveu, com a transcrição de relatos de velhos garimpeiros.

Admirador da cultura do garimpo, ele entrevistou velhos garimpeiros durante anos. Um trabalho importantíssimo para a preservação daquele momento histórico. O testemunho de uma época com causos interessantíssimos. A maioria destes velhos desbravadores não vive mais.

Fomos dormir, cada qual em seu quarto na toca. Durante a noite Samuel levantou duas vezes para fazer remendo no seu isolante. O chão da toca estava repleto de lascas de pedra pontiagudas, que atravessaram a lona e fizeram dois furos no isolante. Antes de dormir havia percebido isto e limpei bem o chão onde colocaria o isolante. Um pouco de mosquitos, mas fiquei protegido por um mosquiteiro. Repelente não funciona muito bem.

Acordamos pouco depois do sol raiar. Rotina de acampamento.

A gruna associada a esta toca estava perto e a visitamos. Foi iniciada pelos antigos que usavam fogo e água para estourar a rocha e, numa geração posterior, foi aumentada com o uso de dinamite. Entramos até o ponto no qual teríamos de avançar de cócoras. A água do córrego em que tomamos banho saia de dentro desta gruna.

Após a visita o objetivo era descer até o rio Paraguaçu e avançar pelo seu leito até o próximo acampamento. Percorremos a borda por mais algum tempo até chegarmos ao início da Rampa do Sal. Descida maravilhosa, mostrando a engenharia dos garimpeiros. A trilha bordejava o precipício em vários pontos.

Passamos por várias lapas impressionantes na encosta do cânion. Na foto Cris percorrendo a maior delas.

Lapa enorme, visualizada no centro da imagem (fenda escura). A foto foi tirada após passarmos por ela, enquanto descíamos.

Em uma das lapas brotava salitre da rocha, daí o nome Rampa do Sal. Passamos por algumas tocas que aproveitavam estas lapas de pedra como telhado para tocas. Me lembravam as ruínas Anasazi no sudoeste dos Estados Unidos.

Chegamos na toca do Alemão, onde um estrangeiro investiu na exploração de diamante. Ali seria a descida final para o Paraguaçu. Joaab e Edilande procuraram uma descida alternativa para o rio. A que ele conhecia estava fechada pela mata. Tivemos que esperar duas horas na toca, resenhando, enquanto eles lutavam para achar um caminho viável.

Finalmente chegaram e baixamos para o Paraguaçu por uma canaleta de pedra na qual formava uma cascata em época de chuva. Agora estava seca. Meia hora depois estávamos no rio. Joaab e Edilande prepararam um almoço e nos lanchamos ao lado um enorme boulder onde havia uma passagem por baixo com chão arenoso.

Descanso. A passagem por baixo do boulder é aquela que está na sombra (escura)

Nesta passagem havia um chão arenoso. Nele, era incrível a quantidade de pegadas de animais diferentes. O guia reconheceu uma de irara (Eira barbara) e uma de paca.

Após a parada do almoço a jornada foi reiniciada. Começou a parte mais dura da trilha, a descida por um leito de rio, através de pedras, algumas gigantescas. Como havia chovido, o rio não estava gatinho, havia bastante água, o que dificultava a passagem.

Em certos pontos não dava para avançar por uma margem e tínhamos que cruzar para a outra. O jeito era pular pedras para não nadar ou molhar botas. Algumas pedras eram pequenas, de quartzito e ainda por cima com limo (muito escorregadias). Mirávamos na pedra isolada no meio da correnteza, para apoiar um pé para o salto seguinte, sem parar. Nova modalidade esportiva, saltos múltiplos de precisão. Um erro de cálculo e era banho certo, podendo também resultar em um machucado sério. Como eu detestava isto!

Em certos pontos era inevitável molhar as botas. Exceto Igor, todos encharcamos o calçado e as meias. O cara era tão habilidoso nos saltos que saiu da trilha com as botas incólumes, ganhando o apelido de Igor “Botas Secas”. Nas resenhas correu o boato de que ele não gostava de água e de banho, daí ser tão habilidoso nos pulos.

O leito do rio. Este trecho até que não foi difícil...Igor aparece acenando ao centro da foto.

Sérgio escorregou e caiu na água numa destas passagens e não foi arrastado pela correnteza porque Lande estava dando apoio na travessia e o segurou.

Em alguns pontos tínhamos que usar técnicas de escalada para passar em chaminés nas rochas, com a orientação do Joaab.

Foram cerca de 3 horas de uma mistura de cross fit com parkour. Estávamos muito cansados e o avanço era lento. Não daria para chegar na Toca da TV, nosso local de pernoite planejado, ainda a cerca de 3 a 4 horas de distância devido a progressão lenta e o tempo perdido na procura da trilha de descida.

Num determinado momento Cris e Fábio, a frente, me avisaram que era melhor subir para a mata na margem do rio para contornar uma pedra de difícil passagem. Fiz isto e passei por um tronco caído, como quem vai montar um cavalo. Edilande vinha em seguida e Sérgio mais atrás.

Pouco depois os dois me alcançaram e Sérgio com um olhar assustado me disse que eu quase fui picado por uma jararaca. Como? Sequer havia visto uma. Me explicou que quando Edilande ia passar o mesmo tronco ele avistou uma jararaca já em posição de “S” para dar o bote, sobre o tronco. Gritou para o Lande parar e recuar. Assim evitaram a cobra. Me disse que eu botei a mão no tronco a centímetros da cobra. Provavelmente ela não me picou porque não teve tempo de armar o bote ou errou o bote.

Esta mata ciliar tem muita cobra e estava no horário delas, final do dia. A escuridão da mata, e o sol já baixo (o cânion já estava na sombra) além de ainda usar um óculos de sol impediram-me de enxergar a serpente.

Um acidente ofídico neste local é uma situação perigosíssima pois um resgate só ocorreria 24 ou 48 horas depois, com muita sorte. E um helicóptero dificilmente baixaria dentro de um cânion. Eu e Edilande tivemos muita sorte.

Estávamos ansiosos por achar um lugar alternativo para acampar, faltava meia hora apenas para escurecer. O terreno era muito irregular e pedregoso. Joaab avistou uma praia na outra margem e foi averiguar. Nisto quase pisou numa cascavel enorme.

Fomos para lá evitando o lugar da cobra. Atrás de uma enorme rocha uma praia de areia, ideal para armar 5 ou 6 barracas. Joaab e Edilande elegeram um lajeado coberto. Montamos as tendas com ajuda das head lamps. Eu montei meu bivaque com tarpa e o Sérgio apenas seu bivaque.

Um de nos se afastou um pouco do acampamento para urinar e topou com outra jararaca entre as folhagens. A cobra correu. Não soubemos se o cabra mijou nas calças.

Banho de rio no escuro e jantar. Fomos dormir mais cedo pois ainda faltava um trecho bem pedregoso para superar no dia seguinte. Após uma curva de rio, duas a três horas de distância, o cânion alargava e as pedras ficariam de um tamanho bem menor, facilitando muito o avanço.

Durante a noite Joaab despertou ouvindo um flap flap e iluminou um grande morcego que se assustou e largou um rato sem a cabeça. Fiquei surpreso. Não sabia que morcegos caçavam roedores. Não cheguei a ver o rato na hora. Depois Cris me mostrou a foto.

Dormi bem. O chão de areia ajuda a acolchoar nossa cama. Estava bem mais quente pois estávamos agora a 600 m de altitude. Na noite anterior ficamos numa toca a 900 metros e mais expostos aos ventos.

Ao acordar desarmamos rápido o acampamento.

Ainda tinha um bom pula-pedra pela frente...

Mais malabarismo para contornar as pedras. Sergio vinha mais atrás com o fiel escudeiro, o Lande. Ele sentia o joelho e o pula pedra é implacável.

A nossa direita surgiram os cânions do Palmite e do Cotinguiba. Este último marca o final das pedras gigantes e começa um leito de rio muito mais fácil de transitar. Não faltava muito agora para encontrarmos a foz do Paty, que deságua no Paraguaçu.

Pegadas de gente descalça. Joaab disse tratar-se de garimpeiros. Pouco depois encontramos o acampamento deles e, logo depois, eles trabalhando no leito do rio. Atravessamos para a outra margem e trocamos algumas palavras, desejando que bamburrassem (bamburrar é encontrar um diamante grande). Este ponto é um local antigo de garimpo chamado Toco Negro.

Pegando água numa cascata na lateral do cânion.

Mais adiante outro garimpeiro nos acompanhou até a toca dele, bem estruturada. Mostrou-nos 3 mosquitos (diamantes pequenos) e cerca de 1 grama de ouro, na esperança de vendê-los. Indicou a Joaab outro caminho para subir para Igatu, que nos pouparia uma a duas horas de caminhada, a Rampa do Carbonado. Assim deixamos de lado a Rampa do Caim, que é a subida clássica de quem vem do Paraguaçu para Igatu.

Vista de cima da toca do garimpeiro. Pouco depois da curva, ao fundo, o Paraguaçu encontra o rio Paty.

Trilha íngreme com terra solta e capim pela-porco. Por sinal, muito sinal de caititu (Pecari tajacu). E o sol da tarde não estava perdoando. Constantemente parávamos. Nestas horas agradecia ter optado já faz algum tempo pelo trekking leve (lightweight backpacking). Menos peso, menos cansaço, menos esforço nas articulações e músculos.

Vista da Rampa do Carbonado para o Paraguaçu.

Na Rampa do Carbonado diversos montes de pedras indicavam a existência de grunas do garimpo. Joaab avistou mais acima as tocas dos garimpeiros que trabalharam no local.

Após passarmos o selado, um descanso. Sérgio e agora Samuel, devido a um início de câimbras, estavam mais lentos.

Recomeçamos a caminhar num platô, etapa final do roteiro. Outra vez pegadas de uma suçuarana com filhote. Chegamos na bifurcação da trilha que ligava a Rampa do Caim a Igatu. Parecia uma autoestrada de tão batida (muitos turistas fazem este trajeto). Visualizava uma Coca Cola gelada para manter o ritmo. Combinamos com Ana Moraes nosso resgate por volta de 4 horas em Igatu e era quase isto.

Cerca de cinco da tarde chegamos na pequena e bela vila, também decorada com bandeirolas de São João. Ana estava sentada em frente ao bar do Índio e nos recebeu com um abraço. A Blazer S10 do Igor estava estacionada ao lado.

A trupe do Bushcraft BA na chegada a Igatu. Esquerda para a direita: Ana Moraes, eu, Fábio, Cris, Edilande, Joaab, Igor, Samuel e Sergio.

Terminamos assim esta pesada e surpreendente trilha de 3 dias. Não esperava ver tanta coisa bonita. O cânion do Paraguaçu é sensacional. As ruínas da época dos antigos dão um toque especial ao roteiro, unindo história e cultura com uma natureza ainda bem selvagem. Coloco esta trilha entre as 10 mais belas do Brasil.

RECOMENDAÇÕES

Esta é uma trilha para trekkers bem experientes e com bom preparo físico.

Cuidado onde pisa e põe a mão. O relato é auto explicativo.

Para facilitar a descida pelo leito do Paraguaçu, é melhor entre julho e outubro, época mais seca.

Joaab (telefone c/zap 77 98134-0058) é um dos poucos que conhecem a trilha. Muito profissional e cuidadoso. Desde adolescente explorava a região. O plus dele é ouvir histórias da época do garimpo. Ele não é mero condutor de visitantes, é um dos melhores guias nativos da Chapada.

Ele pretende publicar um livro bem interessante com entrevistas de garimpeiros, que apresentou na Fligê (Feira Literária de Mucugê).

Edilande é um anjo da guarda, um amor de pessoa. Se possível tenham ele como auxiliar do Joaab.

Ana Moraes (75 98114-0275 com zap) pode ser contratada para fazer o resgate em Igatu e também aluga quartos para quem deseja uma hospedagem mais em conta em Mucugê.

Nosso agradecimento a estas duas grandes figuras, excelentes guias, Joaab e Edilande!

Peter Tofte
Peter Tofte

Published on 07/09/2019 09:28

Performed from 07/01/2019 to 07/03/2019

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Peter Tofte
Peter Tofte 08/15/2019 11:15

Valdo, me passe seu e-mail que envio para os coordenadores do grupo. Eles entrarão em contato contigo.

Aventureiro_ba
Aventureiro_ba 08/15/2019 11:16

Pronto, segue: santosvaldo14@outlook.com, obrigado Peter.

Peter Tofte
Peter Tofte 08/15/2019 17:00

Os administradores do grupo devem contatá-lo.

Daniel Miranda
Daniel Miranda 08/21/2019 15:49

Peter, boa tarde, vou seguir o exemplo acima e deixar meu e-mail aqui também, ok? Segue: danielcmiranda@outlook.com.br, faz um tempo que leio seus relatos, parabéns! Muito inspiradores e com ótimas informações. Um abraço!

Peter Tofte
Peter Tofte 08/22/2019 10:22

Oi Daniel! Valeu! Enviei seu e-mail para os administradores do grupo. Eles devem contatá-lo. Como regra, vc deverá participar de uma reunião mensal do grupo para o pessoal te conhecer.

Leo Aras
Leo Aras 12/16/2019 14:12

Show de bola !

Alexandre Brandão Freire
Alexandre Brandão Freire 10/03/2020 09:38

Olá Peter Tofte, você ainda tem o tracklog que fez nessa trilha?poderia disponibilizar?

Peter Tofte
Peter Tofte 10/03/2020 14:53

Oi Alexandre. Não fiz o track log. Vou perguntar se alguém fez.

Peter Tofte

Peter Tofte

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Carioca, baiano de criação, gosto de atividades ao ar livre, montanhismo e mergulho. A Chapada Diamantina, a Patagônia e o mar da Bahia são os meus destinos mais frequentes.

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