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Travessia Marins x Itaguaré (Despacito 4 Dias)

Travessia Marins x Itaguaré (Despacito 4 Dias)

Uma das mais desafiadores travessias a partir de São Paulo (Piquete). Autoconhecimento, Amizade e Alegria!

Pico do Marins... Ele me conquistou há aproximadamente um ano atrás. Ficamos em um amor platônico durante todo este tempo. Mas eu o conquistei em 2017!!! rs... <3

Em 2016 meu amigo Túlio, sem preparar meu coração, me levou para conhecer uma cachoeira próxima ao Bairro dos Marins. Me deparei com aquele Pico maravilhoso! E foi amor à primeira vista! rs...

É... mas parecia que nunca conseguia me aproximar dele... sempre acontecia um imprevisto e acabava não subindo-o.

Pouco tempo depois, consegui organizar a tão sonhada travessia. Oba! o/

Chegando à Cruzeiro, fiquei sabendo pela pessoa que ia nos guiar que somente iríamos subir o Itaguaré, pois não estávamos preparados para ir até o Marins. Eu, que tinha dormido apenas 2horas na noite anterior, não estava fisicamente me sentindo e bem subi o Itaguaré quase morrendo. Entendi que realmente precisaria me preparar... Prometi que no ano seguinte iria subi-lo! :)

Vai trilha, vem trilha, ainda não havia marcada a travessia, até que no Vivência Outdoor de 2017 conheci a Keila Beckman. Foi tanta a afinidade que não precisamos nos comunicar verbalmente em alguns momentos. Quanta boa sorte eu tenho! :) Logo já estávamos com a travessia marcada. Liguei para o Dani (que subiu o Itaguaré comigo!) que topou no mesmo momento.

Graças ao WhatsApp mantemos contato com outros participantes do Vivência e facilmente convencemos o Bruno e o André!

Na foto acima, da esquerda para a direito, Dani, Bruno, Keila, André e Eu.

Grupo formado, lá fomos nós!

Dia 1 - Subir e acampar no Pico dos Marins 7km

Acordamos cedo, por volta das 5:30h da manhã, pois ainda precisávamos nos apresentar, reorganizar as mochilas e tomar café da manhã.

Fizemos o mais rápido possível, mas já deu pra perceber que o nosso grupo era "Despacito", então saímos às 7h da manhã!!! rs...

Começamos a caminhada e em pouco tempo começamos a sentir calor e também ver paisagens incríveis! Algumas roupas a menos e outras fotos a mais e logo chegamos no primeiro ponto de água.

Enquanto todos foram buscar água, eu, que já estava com a bolsa de hidratação cheia, fiquei para cuidar das mochilas e aproveitar para fazer algumas técnicas respiratórias e de meditação. Isso me ajuda tanto na administração emocional quanto no raciocício e na performance. Fizemos um lanchinho e voltamos à trilha.

Foram muitas subidas e escaladas/escalaminhadas até chegarmos no entardecer ao Pico dos Marins. Montamos as barracas bem próximas uma das outros, pois o acampamento estava lotado, tratamos de fazer comida e assistimos ao pôr do sol.

Neste dia nos amontoamos em uma das barracas e ficamos conversando.

Ali, já sabia que os dias seriam cada vez mais incríveis e desafiadores. E o calor humano nos aqueceu nesta noite fria e também nos momentos difíceis dos dias seguintes...

Dia 2 - Chegar no acampamento 1h30min. antes do Itaguaré - 9km

O dia começou magnífico! Lindo nascer do sol, temperatura de 4 graus,mas com sensação térmica de -4 graus... rs... e lindas fotos!

Apesar de querer ficar mais, tínhamos o dia mais difícil, que era chegar até o acampamento do Itaguaré ou teríamos que acampar antes (sem água) ou senão depois (carregar mais água=peso).

Decididos, saímos.

Momentos depois nos encontramos com uma certa dificuldade para descer alguns trechos. Seja pela mochila pesada, pela falta de experiência e principalmente pelo medo. Às vezes eu segurava na mão ou abraçava alguém. Provavelmente, ensimesmados em seus medos, não perceberam o quanto aliviaram o meu.

Isso nos abalou e após abastecer de água continuamos, mas desviamos por uma trilha mais à esquerda da qual deveríamos estar, segundo GPS.

Chamamos de trilha da cebola, pois mais tarde descobrimos que ela nos roubou muito mais tempo e quase choramos ao saber que não chegaríamos ao acampamento um pouco antes do Itaguaré naquele mesmo dia (PLANO "A").

Daí, paramos para almoçar e traçamos o PLANO "B", que era chega ao acapamento da Pedra Redonda.

Arrumamos nossas coisa e seguimos caminho.

Tempo escasso e nos deparamos com um rapel, pensei comigo: "_Gente, eu não sabia de rapel nenhum! Só me preparei pra escalar! E agora? " Surrrtoooooo! Parei e observei todos descerem!

Proporcionalmente eu levava três vezes mais peso do que o recomendado (10% do seu peso). Desci a primeira parte, quase não aguentei meu peso e senti uma dor terrível no braço direito. Me calei e observei se poderia descer a outra parte sem a corda. Aparentemente dava tranquilo, se eu tivesse mais 20 centrímetros de perna! Quase caí e matei quem estava lá embaixo do coração. rs... mas ficou tudo bem! :)

Já era tarde! Estávamos correndo para chegar à Pedra Redonda, quando encontramos um pequeno acampamento no qual praticamente não cabia as duas barracas e decidimos que ficar por lá e abraçar o PLANO "C", qual seja, travessia em 4 dias e reorganizar a comida e a água. Dani e eu temos uma dieta específica, o que ficaria um pouco deficiente do que os demais do grupo. Mas se você aí está achando ruim a situação, na verdade não foi. Foi um exercício lindo de amor ao próximo, preocupação e companheirismo.

Neste dia, transformamos duas barracas de 2˜3 pessoas cada, em uma só para abrigar 5!

Dormimos inclinados e eu tive que dormir na barraca do André, pois o local em que eu ia dormir, tinha um buraco e também uma pedra. Me senti super acolhida. Nos divertimos muito! Temos um vídeo deste dia. Tentarei postá-lo. ;)

Após acordar 29 vezes pois escorregávamos e nos esmagávamos (vejamos pelo lado bom, calor humano! rs...) fomos para o nosso:

Dia 3 - PLANO "C" - Acampamento do Itaguaré

Dia lindo, muito frio e alguns de nós utilizaram o shit tube.. rs...

Seguimos a trilha e entedemos porque é super importante esta iniciativa!

Logo após retomar nosso caminho, encontramos um cocô gigante no meio, repito NO MEIO da trilha, ficamos indignados (Keila um pouco mais chateada, talvez a moça que mais tarde pisou ainda mais!).

Sentimos que levamos mais que shit tubes na mochila. Era conscientização, cultura e amor ao próximo.

Neste dia tudo foi como planejado e, particularmente, foi uma das partes mais gostosas de se trilhar. Sem tantos precipícios. Tivemos alguns outros acampamentos no caminho, no qual paramos em um deles para fazermos o almoço e descansar um pouco.

Despacito chegamos no acampamento ao pôr do sol. Enquanto a Keila e o Dani foram buscar água para nosso jantar e nosso chá (era merecido!), André, Bruno e eu montamos as barracas. Neste dia tínhamos muito espaco. Não que isso nos agradasse...rs... pois já acostumamo ficar próximos! E por isso fomos todos para minha barraca e fizemos um delicioso Uji chá com limão que compartilhamos. Uma sopa de inhame, gengibre, cenoura e batata doce para o Dani e depois cozinhamos o arroz, aquecemos o feijão, a batata doce, para quem quis, tinha atum com batata e para complementar, queijo parmesão. Comemos tanto e tão bem que ficou difícil de sair dalí! Então ficamos. Revezamos algumas vezes para esticar as pernas. Rimos um montão e fomos dormir!

Ventou muito naquela noite. Fez muito frio também. Mas dia seguinte iríamos assinar o livro no Itaguaré e voltar pra casa.

Dia 4 - Pico do Itaguaré

Acordamos, alguns de nós mais rápidos (leia-se Keila e Dani) enquanto outros mais despacitos (Eu, Bruno e André) rs... Tomamos um café com o que sobrou de pão sírio e pasta de amendoin. Foi bom. :) Deixamos as barracas montadas e subimos para o o Itaguaré.

É bem próximo deste acampamento. O difícil é atravessar a Pedra do Pulo do Gato, pois é uma parte bem perigosa. Chegamos ao cume! Dani e eu estávamos ansiosos para ver nossa assinatura do ano passado. Mas lá não havia nem o livro antigo e nem o novo. :(

Nos abraçamos, nos emocionamos. Compartilhamos um pouco de história de vida, dançamos "It's rainning man" e tiramos fotos. Foi lindo! <3

Descemos do cume até o acampamento, arrumamos nossas mochilas e descemos o Itaguaré até onde seria o resgate.

Já sabia que joelhos seriam castigados nesta descida, então procurei ajudar com o bastão. André sofreu bastante, principalmente no final. Eu também estava com dor, então aproveitamos a água gélida do fim da trilha e deixamos a natureza nos ajudar com uma compressa natural de água fria...

Aguardamos o resgate. Tivemos tempo de relaxar, descontrarir e alongar. Que gostosooo!

Quando chegamos no local onde deixamos o carro, fomos recepcionados com um almoco feito no fogão à lenha que estava delicioso.

Ali sabíamos que nos tornamos amigos, companheiros e que seria difícil voltar à rotina onde o mundo não pega na sua mão quando você tem medo, não te dá abraços quando você conquista algo, não te ajuda a subir, não te torna melhor, não aquece o seu coração com gestos bonitos, não te respeita, não divide como acontece na natureza. Mas nós aprendemos isso e muito mais. Gosto de acreditar que voltamos para o mundo em uma versão melhorada daqueles que saíram em 14.06.2017 para esta travessia!

Ps: Despacito me conquistaram, despacito já amo vocês!

Suelen Nishimuta
Suelen Nishimuta

Published on 07/03/2017 03:49

Performed from 06/15/2017 to 06/18/2017

3 Participants

Keila Beckman André Lima Daniel Eduardo Vazquez

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15
Suelen Nishimuta
Suelen Nishimuta 07/07/2017 19:12

Sheila, Obrigada!!! Da próxima vez em que eu estiver em Brasília, a turma daí não me escapa! Vamos trilhar juntos! rs Bjs

Sheila Mx
Sheila Mx 07/11/2017 19:33

Ow, Suelen, fiquei com uma peninha de não termos nos encontrado!!! Mas na próxima vai rolar sim!! Vamos nos organizar!!! 🎒⛺🎉 Bjs

Michelle Sales
Michelle Sales 10/27/2017 17:37

Nossa, acho que vi vocês nesse dia! Eu estava com uns amigos fazendo macarrão com bacon no Morro do Couto hahahha

Suelen Nishimuta
Suelen Nishimuta 10/31/2017 11:18

Oi Michelle! Ahhh! Que legal! Eu não me recordo de todos individualmente, mas lembro do grupo lá no Morro do Couto. rs... Pra vocês foi uma travessia mais tranquila? Bjs Espero te encontrar em outras montanhas/travessias.

Michelle Sales
Michelle Sales 11/01/2017 17:20

Para a maioria sim, pelo menos para mim foi bem gostoso, e pretendo voltar no inicio do ano que vem, agora não consigo devido a falta de tempo :( E realmente espero encontrar não só você, mas vocês em outras montanhas/travessias.

Keila Beckman
Keila Beckman 11/05/2017 01:00

Morro do Couto na Marins-Itaguaré? Não sabia q tinha um morro com esse nome tbem lá. Onde fica Michele? Só conheço o Morro do Couto do Itatiaia.

Michelle Sales
Michelle Sales 11/09/2017 08:56

Morro do couto em Itatiaia mesmo, vocês não foram? acredito que vi vocês lá, ou estou enganada? agora estou confusa se realmente eram vocês kkkk

Keila Beckman
Keila Beckman 11/13/2017 19:36

Essa travessia do relato não foi no Itatiaia Michele. Mas fomos três meses depois ao Itatiaia e fizemos a travessia da serra negra. Talvez tenha sido lá que vc nos viu ;)

Suelen Nishimuta

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