Transborborema: Travessia Passagem x Teixeira
Travessia realizada em 2024 pelas terras altas da Paraíba, marcando nossa primeira travessia no Parque Nacional da Serra do Teixeira.
Trekking Larga DistanciaPRELÚDIO
Desde a Travessia de Santa Luzia até Passagem, em junho de 2023, fiquei com vontade de seguir adiante, continuando o caminho de Passagem até a cidade de Teixeira, na Paraíba. A ideia agora era cruzar as serras da Borborema e do Teixeira em uma travessia passando pelas regiões das cidades de Passagem/PB, Cacimbas/PB, Cacimba de Areia/PB e finalizando em Teixeira/PB.
Vista da Serra do Fimiano (início da Serra do Teixeira) a partir do interior do cânion da Serra da Aba (Foto tirada durante a Travessia Santa Luzia a Passagem – Junho 2023)
Há muito tempo, essas serras já me carregavam um sentimento especial nos dias em que eu morava e viajava pelo sertão. Era habitual deixar o olhar se perder no imenso paredão que se alongava até onde a vista não alcançava. Naqueles tempos, nem passava pela minha cabeça caminhar pela serra — e mesmo que passasse, eu não teria preparo para isso. Mas o encanto, esse sempre esteve ali, firme, na contemplação silenciosa.
A Serra do Firmiano (nomeada como Serra da Borborema na carta do IBGE) e a Serra do Teixeira fazem parte de um alinhamento serrano localizado no sertão paraibano. Se pudesse melhor descrevê-las, diria que ficam nas terras altas da Paraíba. O relevo da região varia de suave ondulado a montanhoso, estendendo-se até o sertão pernambucano. As altitudes variam de 300 metros até quase 1.000 metros, tendo como ponto culminante o Pico do Jabre, com 1.208 metros de altitude.
Essas serras desempenham um papel fundamental na captação de água, funcionando como divisoras naturais das bacias hidrográficas do Piranhas-Açu e do rio Paraíba — verdadeiras caixas d’água que sustentam a vida no sertão. Do lado norte, as águas escoam para o rio da Farinha, afluente dos rios Espinharas e Piranhas. Já do lado sul, deságuam no rio Taperoá, que alimenta o rio Paraíba.
Reconhecendo sua importância para a fauna e a flora da Caatinga, foi criado, no ano passado (2023), o Parque Nacional da Serra do Teixeira — o primeiro parque nacional da Paraíba. Trata-se de uma grande conquista para a conservação do bioma e, para mim, foi uma enorme satisfação realizar ali minha primeira travessia dentro de um parque nacional no meu próprio estado.
Pela extensão das serras e pelo fato de ser uma região ainda pouco visitada e explorada, sabia que não seria uma tarefa fácil. Nos meses de setembro e outubro de 2023 — apenas dois meses após a criação do parque — realizei duas incursões exploratórias na Serra do Firmiano e um pouco mais a oeste pela região de Cacimbas. O objetivo era mapear trilhas e caminhos já existentes, sempre tentando seguir o máximo possível pela borda da serra, em busca de mirantes e pontos cênicos.
Para economizar tempo, a primeira incursão exploratória foi feita de bicicleta, no estilo bate-e-volta, percorrendo estradas de terra, trilhas de vereda e analisando a disponibilidade de pontos de água — um fator crucial, já que algumas áreas da borda da serra são bastante remotas e com pouca presença humana. Em muitos trechos, as únicas possibilidades de reabastecimento eram casas de moradores, pequenas comunidades e riachos isolados.
A segunda incursão foi dedicada ao reconhecimento da Cachoeira de Chico Laurindo, praticamente desconhecida na região. Embora já estivesse mapeada no Google, não havia fotos do local. Esse seria um ponto-chave para a travessia, não apenas pela disponibilidade de água, mas também pela beleza potencial do lugar. Além da cachoeira, busquei novos mirantes e explorei caminhos de ligação e alternativas às estradas de terra, aprofundando ainda mais o conhecimento da região.
Após um tempo planejando o restante do percurso, coloquei essa travessia no topo da lista — só faltava encontrar a oportunidade certa para tirar a ideia do papel. A oportunidade surgiu durante o feriado de São João, em 2024. Em conversas com minha namorada, Maria, avaliamos qual travessia seria possível realizar com os três dias disponíveis — tempo suficiente para percorrer uma boa distância com tranquilidade. Como ela também já demonstrava interesse em explorar o sertão da Paraíba a pé, decidimos caminhar de Passagem até Teixeira, cruzando as serras.
Logo que a ideia surgiu, começamos a ajustar a logística ao longo dos dias. A intenção era passar a noite anterior em alguma cidade próxima a Passagem e partir cedo no dia seguinte. Entrei em contato com Jesuíto, taxista e morador da região, que prontamente nos indicou duas opções de pousada.
Acabamos optando por uma pousada em Quixaba/PB, já que a opção no povoado de Café do Vento — mais próxima de Passagem — estava em reforma. Também consideramos a possibilidade de nos hospedar em Patos, mas, por ser período de São João, era praticamente certo que não encontraríamos vagas em nenhuma pousada da cidade.
INFORMAÇÕES
- Tipo: Trekking autônomo e independente, com criação do percurso e navegação realizados por conta própria;
- Distância total: 50 Km;
- Ganho de elevação: 2250 m;
- Duração: 3 dias;
- Melhor época: É possível fazer o percurso em qualquer época do ano. Entretanto, a melhor temporada, em termos de temperaturas mais amenas, é entre os meses de junho e agosto. Já a melhor época para encontrar água nos córregos ao longo do caminho é durante a estação chuvosa da região.
- Data: 22 a 24 de junho de 2024;
- Tracklog: Em breve;
COMO CHEGAR
Situada no sertão paraibano, no vale do Rio da Farinha, a cidade de Passagem fica próxima a Patos, Salgadinho, Quixaba e Cacimba de Areia. Distante aproximadamente 272 km de João Pessoa, o acesso de carro pode ser feito pela BR-230, via Quixaba, ou por Salgadinho, pela estadual PB-228.
Para quem estiver a pé, a rota mais prática é seguir de ônibus até Patos e, de lá, utilizar carros alternativos até Passagem. Caso precise de táxi na cidade, é só falar com Jesuito (contato no final deste relato).
Costumo preferir deixar o carro no final da travessia, mas como chegaríamos ao início da trilha já no final do dia, não conseguimos deixar o veículo em Teixeira e depois nos deslocar até a pousada. Por isso, optamos por deixar o carro em Passagem e iniciar o trekking a partir da cidade mesmo. No final, Jesuito nos trouxe de volta para Passagem.
A TRAVESSIA
Essa travessia marca um dos trechos da travessia da trilha Transborborema, uma trilha de longo curso passando pelos estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco.
Todo o percurso realizado seguiu trilhas de vereda e estradas já existentes na serra — caminhos estes que resistem ao tempo e fazem parte do contexto histórico e geográfico da região. Muitos deles são bastante antigos, utilizados há décadas para interligar diferentes áreas da serra, como comunidades e sítios espalhados por essa paisagem.
Além da caminhada pela caatinga em um cenário de relevo serrano, a travessia passa por outros atrativos interessantes, como mirantes e as cachoeiras de Chico Laurindo e do Espelho, formadas pelos dois principais riachos que descem da serra. Do alto dos mirantes, é possível avistar as cidades de Patos e Cacimba de Areia, além dos imponentes inselbergs que se erguem no vale do rio da Farinha.
O percurso alterna trilhas e estradas de terra. Os trechos mais estreitos seguem por veredas fechadas com vegetação típica da mata serrana de caatinga e por áreas de vegetação arbustiva, mais baixa e aberta.
Devido à complexidade da navegação, o uso de aparelhos de geolocalização, como GPS ou mapas, é indispensável. Embora em alguns pontos a vegetação esteja mais fechada, a maior parte da trilha estava bem marcada e aberta. Em alguns trechos específicos, a trilha se tornou menos visível, provavelmente devido à baixa frequência de uso. Isso também é comum neste período do ano, quando a caatinga se encontra mais verde e as plantas ainda conservam suas folhas.
Toda a água que utilizamos para beber foi obtida nas casas dos moradores ao longo do caminho. A trilha passa por sítios e pequenas comunidades no alto da serra. Dependendo do período de chuvas, também é possível encontrar água nos diversos riachos espalhados pela região.
O primeiro dia (DIA 1 – PASSAGEM AO SÍTIO CIPÓ) tem início dentro da cidade de Passagem e conta com 19,7 km de caminhada e 1.185 m de elevação. O percurso sobe a Serra da Borborema, passa pelo Mirante do Firmiano, com vista para o vale do rio da Farinha, e segue até o Sítio Cipó, já na região da cidade de Cacimbas, onde foi o ponto de pernoite. Água disponível apenas no final do dia.
O segundo dia (DIA 2 – SÍTIO CIPÓ A CHICO VELHO) possui 13,5 km de caminhada com 489 m de elevação e dá continuidade à travessia até o Sítio Chico Velho, no município de Cacimbas, já nos limites com Teixeira. O trajeto passa pela Cachoeira de Chico Laurindo, no território de Cacimba de Areia, e também pela Comunidade Quilombola Serra Feia.
O terceiro dia (DIA 3 – CHICO VELHO A TEIXEIRA) abrange 16,4 km de caminhada com 432 m de elevação até a cidade de Teixeira. Nesse trecho, adentramos o Parque Nacional da Serra do Teixeira, passando pela segunda cachoeira da travessia, a Cachoeira do Espelho.
O percurso inclui os principais atrativos, pontos de pernoite, fontes de água e algumas bifurcações. Abaixo, segue o relato completo com detalhes da logística e informações sobre a trilha.
DIA 1 - PASSAGEM AO SÍTIO CIPÓ
Esse dia contou com 19,7 km de caminhada e 1.185 metros de elevação acumulada. Foi um percurso misto, alternando entre trilhas e estradas de terra bem demarcadas e abertas. A única fonte de água esteve disponível apenas no final do dia.
Começamos a caminhada ainda dentro da cidade de Passagem, já próximos da entrada da estrada de terra que seguiríamos. Foi uma rápida transição do asfalto para a terra batida. Essa estrada liga Passagem à parte alta da serra, seguindo ao sul em direção às cidades de Cacimbas e Desterro.
Nossa primeira missão do dia era iniciar a subida da Serra da Borborema e alcançar o Mirante do Firmiano. Seguimos pela estrada de terra por cerca de 3,5 km, até pegarmos à direita uma trilha que nos levaria ao topo da serra. Foi a primeira trilha da travessia, aberta entre uma vereda sombreada por mata serrana de caatinga, bastante preservada. A vegetação oferecia um pouco de sombra, um alívio bem-vindo no calor do sertão, mesmo com as temperaturas mais amenas do inverno.
A subida foi forte, com um terreno mais técnico, por cerca de 2,5 km, até alcançarmos a parte mais plana da serra. À medida que ganhávamos altitude, aproveitávamos as paradas para descanso para admirar a vista da serra se estendendo ao longe, em direção às cidades de Cacimbas e Taperoá. Era um alento, lá do alto, contemplar a beleza e a continuidade da serra à nossa frente.
Vista das serras na direção de Taperoá e Cacimbas
Chegando ao topo, deixamos as mochilas um pouco depois da bifurcação e seguimos leves até o Mirante do Firmiano. A trilha até lá estava bem batida e fácil de seguir, apesar do velame alto nos metros finais. O esforço foi amplamente recompensado.
Do alto do mirante, a vista se descortina ampla e impressionante: lá embaixo, o vale do rio da Farinha se estende em todas as direções. Destacam-se ao longe a Serra da Aba, a Serra das Preacas e, logo à frente, a pequena Passagem, de onde tínhamos partido. À direita, era possível avistar a Serra de Salgadinho; à esquerda, a cidade de Patos, com seus imponentes inselbergs que quebram a uniformidade da paisagem. Chamava atenção também o traçado sinuoso do rio, que serpenteia pelo vale até encontrar o espelho d’água do açude da Farinha, no canto esquerdo da vista.
Era daqueles cenários que nos fazem esquecer o cansaço, que justificam cada metro de subida e nos lembram do privilégio de estar ali, no alto, em meio à vastidão silenciosa da serra.
Vista de Patos e seus inselbergs a partir do mirante do Firmiano
Serra da Aba ao fundo e a cidade de Passagem embaixo a partir do mirante do Firminano
Na volta, recuperamos as mochilas e fizemos uma parada para o almoço antes de seguir em direção ao Sítio Cipó, nosso ponto de pernoite. Até lá, seriam cerca de 9 km por um terreno de terra bem batido, com várias subidas e descidas longas e bastante íngremes, mas sempre por um caminho bem demarcado e aberto.
Mais adiante, é preciso atenção redobrada: uma trilha de vereda, um pouco escondida, sai à direita da estrada. Esse acesso é fácil de passar despercebido se não estivermos atentos ao GPS ou aos marcos da trilha.
Estradas carroçáveis da serra
Chegamos ao Sítio Cipó, na região de Cacimbas/PB, e a primeira coisa que fizemos foi buscar água na casa de moradores locais. Já estávamos sem água e sentindo sede. Esse é um ponto importante de atenção, especialmente se a travessia for realizada na época da estiagem, quando é ainda mais difícil encontrar fontes de água ao longo do caminho. Só conseguimos reabastecer no final do dia, graças à hospitalidade de quem vive por ali. Eu havia começado o dia com 5 litros de água, que foram consumidos quase por completo durante a caminhada.
Depois de pegar água, voltamos um pouco no percurso e encontramos um campo de futebol. Como ainda era cedo, decidimos que seria um bom lugar para passar a noite. Estava acontecendo uma partida e aproveitamos para assistir até a hora de montar o acampamento.
Brasil o país do futebol
DIA 2 - CIPÓ A CHICO VELHO
Esse dia contou com 13,5 km de caminhada e 489 metros de elevação acumulada. O percurso foi variado, alternando entre trilhas e estradas de terra. Saímos cedo e começamos o dia pegando água na casa de um morador logo depois do campo de futebol. Ao longo do caminho, há outras casas onde também é possível reabastecer, o que traz mais segurança em relação à água.
A primeira parada do dia era conhecer a Cachoeira de Chico Laurindo. São quase 4 km até o topo da cachoeira. Iniciamos caminhando por uma estrada rural e, ao chegar à próxima casa, pegamos uma trilha à direita. A descida segue por um vale aberto, de onde já era possível avistar, ao longe, a cidade de Patos.
Em seguida, o caminho continua por uma vereda, atravessando uma mata de caatinga até chegar à cachoeira. A trilha estava bem batida, demarcada e aberta, sem grandes dificuldades de navegação.
Cidade de Patos e o serrote Pedro Agostinho ao fundo
Na bifurcação da trilha por onde deveríamos retornar, deixamos as mochilas escondidas e seguimos em direção à cachoeira, apenas com as mochilas de ataque. A trilha desce um pouco mais e, já próximo à parte superior da cachoeira, pegamos à direita e seguimos até o topo. Nessa parte, a trilha não é tão aparente, mas o terreno permite caminhar com facilidade.
Do alto da cachoeira, a vista é belíssima, com destaque para a cidade de Patos e o vale ao redor. Essa área pertence ao município de Cacimba de Areia. As águas da cachoeira são formadas por três riachos que descem da serra, sendo o principal deles o riacho Serra Feia, que nasce na Comunidade Quilombola Serra Feia.
Na volta, desistimos de seguir até o poço devido à hora já avançada. Retornamos pela mesma trilha até o ponto onde havíamos deixado as mochilas e seguimos em direção à Serra Feia. Ainda assim, ficou a certeza de que, na época das chuvas, a cachoeira deve ser o grande espetáculo da travessia.
Topo da Cachoeira de Chico Laurindo
Cachoeira de Chico Laurindo na época da cheia (Foto retirada da internet)
Nesse trecho, seguimos por uma vereda dentro da mata de caatinga até chegar à Comunidade Quilombola Serra Feia. Em alguns pontos, a vegetação estava bastante fechada. A trilha começou bem batida e demarcada, mas acabamos saindo da trilha principal no local conhecido como “Trilha Perdida”.
A partir daí, seguimos varando o mato à direita por um curto trecho até encontrar novamente a trilha mais acima. Acredito que o ponto correto da trilha esteja um pouco antes do local onde saímos.
Visão por onde viemos (vale do riacho Serra Feia)
Estando novamente na trilha principal, seguimos avançando até encontrar uma estrada carroçável, em um trecho com subida razoável até a Serra Feia. Ao chegar na primeira casa da comunidade, nos deparamos com uma fogueira de São João já preparada para ser acesa. A Comunidade Serra Feia foi reconhecida pela Fundação Cultural Palmares como remanescente quilombola em 6 de junho de 2007.
Assim que chegamos, fomos direto ao mercado para reabastecer água e comprar algo para comer. Essa água seria usada até o início do dia seguinte. Como o mercado estava fechado, após perguntar a alguns moradores sobre outros pontos de venda, acabamos comprando água na casa da Maria. Ela também oferece refeições no local, o que teria sido uma boa pedida para poupar o peso da comida do jantar.
Fogueira de São João. Viva São João!
Comunidade Quilombola Serra Feia
Ficamos um tempo conversando com a Maria e sua família, enquanto bebíamos água e saboreávamos uma maçã do amor. Nossa intenção era participar da noite de São João na comunidade, que incluiria apresentação de quadrilha e forró. Porém, como precisaríamos seguir viagem no dia seguinte e ainda havia bastante caminho até Teixeira, decidimos adiantar um pouco o percurso. Acampamos nas proximidades do Sítio Chico Velho, próximo ao limite entre Cacimbas e Teixeira.
Local de acampamento no Chico Velho
DIA 3 - CHICO VELHO À TEIXEIRA
Esse dia teve 16,3 km de caminhada e 432 metros de elevação acumulada. O percurso começa por uma trilha de vereda e, posteriormente, segue por estrada rural até a cidade de Teixeira. Inicialmente, a trilha desce até o riacho da Chã, um dos afluentes do riacho da Cachoeira do Espelho, e depois sobe até o caminho que leva à cachoeira. Ao longo do trajeto, a trilha acompanha o vale, alternando entre áreas abertas e trechos de mata de caatinga.
Vista do vale da Cachoeira do Espelho a partir da estrada
Vista do vale ao adentrar no Parque Nacional da Serra do Teixeira
Nas áreas abertas, é possível avistar o vale lá embaixo e a parte baixa da serra através da abertura do vale. Essa região corresponde à tríplice fronteira entre as cidades de Cacimbas, Cacimba de Areia e Teixeira, e é onde começa o Parque Nacional da Serra do Teixeira.
Posteriormente, a trilha desce até o leito do riacho da cachoeira. Na bifurcação, deixamos as mochilas e seguimos até a cachoeira apenas com as mochilas de ataque. Essa já era minha segunda visita à cachoeira. Não chegamos a descer até o poço, pois o riacho estava com pouco fluxo de água. Aproveitamos o banho em alguns poços na parte superior, o que ajudou a refrescar.
Topo da Cachoeira do Espelho
Cachoeira do Espelho na época de cheia (Foto da internet)
Voltamos pela mesma trilha até as mochilas e seguimos para pegar água na casa de um morador local. Sem a ajuda dessas pessoas, essa travessia não seria possível. A partir daí, o caminho segue todo por estrada rural, com cerca de 11 km até a cidade. No percurso, passamos por vários sítios e pelas comunidades Poços de Baixo e Poços.
CONTATOS
- Táxi em Passagem
Jesuito Alves: (83) 9 8114-4915 - Pousada no Quixaba
Da Guia: (83) 9 8122-5116
OBSERVAÇÕES
- Fiz na época da estiagem e por isso há poucos pontos de água pelo caminho. Água conseguida nas casas de moradores. Na época das chuvas é possível pegar água nos riachos da serra;
- Planeje bem a quantidade de água, principalmente se for fazer na época da estiagem;
- É sempre bom levar um facão caso precise abrir a trilha, principalmente na época das chuvas ou pouco tempo depois. Muitas juremas pelo caminho;
- Leve seu lixo de volta;
- Comunidades no percurso é importante o silêncio e respeito aos costumes locais. Seja gentil e peça permissão para passagem;
- Lembre-se, você é inteiramente responsável ao decidir e realizar a trilha. Use por sua conta em risco. As informações presentes aqui visam apenas serem informativas e auxiliares;
- Sempre feche os colchetes, as porteiras/tronqueiras e evite danificá-los;
- A progressão da trilha depende do terreno, estado da trilha, da sua condição física, da navegação, etc. Se conheça primeiramente para poder chegar com segurança antes do final do dia no acampamento. Alguns pontos de acampamento intermediários podem ser encontrados no caminho;
- A maior parte da trilha é exposta ao tempo, protetor solar e chapéu são importantes;
Refiz a trilha lendo o seu relato. 👏❤️🌻
👏👏👏👏Parabéns pela divulgação deste bonito roteiro!