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Parque Nacional Los Glaciares - Parte I

Parque Nacional Los Glaciares - Parte I

Travessia de 3 dias via Senda a Laguna Torre - Sendero al Fitz Roy, passando pelo Glaciar Piedras Blancas (El Chaltén - Patagônia Argentina)

Trekking Mountaineering Camping

Roteiro: Travessia Senda a Laguna Torre - Sendero al Fitz Roy

Participantes: Keila Beckman, Tatiana de Cássia, Michele Seguezze e Andreina dos Santos

Fotos: Keila Beckman, Tatiana de Cássia, Michele Seguezze e Andreina dos Santos

Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=jnO4ZMMQJVY

Primeiro Dia - Chegada a El Calafate

Para chegar a El Chaltén, primeiro precisamos ir para El Calafate e lá pegar um transporte para El Chaltén.

Como relatei no post anterior, partimos de Ushuaia na tarde do dia 25/10, e chegamos ao aeroporto de El Calafate 1 hora e meia depois.

É possível partir direto do aeroporto de El Calafate (que fica a uns 30 minutos da cidade) para El Chaltén, pegando uma van (Las Lengas) ou um ônibus. Mas como nós queríamos alugar equipamentos e acreditávamos que El Calafate seria um lugar mais barato para isso, por ser uma cidade maior que El Chaltén (que é apenas um povoado), acabamos ficando em El Calafate neste dia.

Para nos locomover do aeroporto até o nosso hostel (Del Glaciar Libertador) em El Calafate, pegamos uma van (Ves Patagônia) , que nos custou ARS 45,00 por pessoa.

O Hostel Del Glaciar Libertador custou praticamente a mesma coisa que o La Posta, de Ushuaia. E assim como este, era um hostel muito lindo, limpinho, quente e de pessoas muito amáveis.

Assim que chegamos, deixamos nossas mochilas no hostel e logo partimos a pé pela Av. San Martin (avenida principal de El Calafate, onde se localizava nosso hostel), em busca de equipamentos para alugar e vimos que fizemos uma grande besteira em não ter ido direto para El Chaltén. Tudo era muito, muito caro. Cobravam os olhos da cara pelo aluguel de um saco de dormir. Decidimos então deixar para alugar em El Chaltén.

Fomos para a Patagônia acreditando que o frio seria insuportável e que precisaríamos de um saco muito quente, para aguentar as noites nos campings em El Chaltén, o que não tínhamos. Mas acabou que, chegando lá, vimos que não estava tão frio quanto pensávamos que estaria. Parecia um dia de irvernão no Brasil.

Bom...Após constatarmos que não daria para alugar equipos em El Calafate, voltamos para o Hostel, descansamos um pouco e a noite saímos para jantar. Rodamos praticamente toda a Av. San Martin, analisando os preços nas plaquinhas que eles deixam as portas dos restaurantes, e tudo era muito caro para o nosso orçamento. Optamos então pelo lugar mais barato que encontramos. Pagamos R$ 40,00 por um prato com arroz e frango.

Nesse restaurante conhecemos um casal de brasileiros, muito simpáticos por sinal, com os quais cruzamos novamente em El Chaltén, quando fomos fazer a escalada no gelo no Glaciar Viedma (relato aqui)

Após o jantar voltamos para o Hostel, tomamos um banho, acertamos as nossas mochilas e logo caímos no sono.

Segundo Dia - Chegada a El Chaltén

Acordamos as 7:00, arrumamos o restante das coisas e fomos tomamos café da manhã (que não estava incluído na diária - pagamos cerca de ARS 20,00). O café estava muito bom neste dia, porém em um outro dia que ficamos no mesmo hostel (quando voltamos de Chaltén) o café da manhã deixou muito a desejar (disseram que era porque havia iniciado a temporada).

Durante o café conhecemos 3 brasileiros (Ivanildo, Flavio e Clei), que estavam de partida para Torres del Paine. Desde então não perdemos mais contato e nos tornamos grandes amigos. Sempre que podemos estamos fazendo alguma trilha juntos. São pessoas muito especiais, que moram no meu coração =)

Café tomado, partimos a pé até a rodoviária, para pegar um ônibus para El Chaltén, a qual ficava a uns 5 quarteirões de distância do nosso hostel. Antes passamos num banco, que havia pelo caminho, e sacamos um pouco de dinheiro do cartão Confidence Câmbio, que levamos. El Chaltén só tem dois caixas eletrônicos e pode ser que você dê o azar de nenhum deles estar funcionando se você precisar sacar dinheiro. Então.... leve dinheiro de El Calafate.

Se você quiser trocar moeda e não tiver feito isso antes de sair de El Calafate (na casa de câmbio da Av. San Martin), é possível trocar dólar ou real no mercado paralelo em El Chaltén (el Chaltén não tem casa de câmbio), mas não é garantido que você chegue lá e eles possuam todo o dinheiro de que você precisa. Chegamos a trocar moeda por duas vezes na Patagônia Hikes (empresa de guias e loja de venda e aluguel de equipamentos) pagando R$ 0,40, por ARS 1,00, mas em uma delas eles não tinham o dinheiro. Tivemos que "encomendar" e trocar um outro dia.

Pois bem... As 9:00 embarcamos pela Cal Tur para El Chaltén, pelo valor de ARS 150,00 , onde chegamos após 3 horas.

O ônibus fez uma breve parada no Centro de Visitantes e fomos convidados a desembarcar para ter algumas instruções de como deveríamos nos comportar no parque, o que deveríamos fazer e o que não deveríamos fazer, enfim, tudo visando a preservação do local.Após isso, continuamos a viagem até a Rodoviária onde desembarcamos e logo nos dirigimos, a pé, para o nosso hostel (Condor de los Andes - ARS 74,00 ), que ficava a uns 4 quarteirões de lá. Fazia muito frio e ventava tão forte que chegava a nos empurrar.

Já no hostel fomos informadas que houve um problema com a nossa reserva, em quarto compartilhado com 4 camas. Acabou que nos colocaram em um quarto triplo, muito mais caro, e não nos cobraram nada a mais por isso. Nos demos bem. O quarto era muito bom.

Assim que resolvemos tudo no hostel fomos dar uma volta para conhecer a cidade, trocar moeda, alugar saco de dormir e isolante térmico na Patagônia Hikes e comprar lanche de trilha. Não precisamos comprar nada para jantar pois tínhamos levado Liofoods, para economizar no peso.

A noite fomos jantar num restaurante chamado La Senyera. O preço lá é um pouco caro (acho que um risoto de frango custava uns ARS 80,00), mas o prato é grande, dá para duas mulheres comerem. E muito, muito gostoso. Aí sim a comida vale o preço que cobram. Recomendadíssimo.

Depois voltamos ao hostel , arrumamos as mochilas e fomos descansar para o dia seguinte, em que iniciaríamos uma travessia de 3 dias, pelo Parque Nacional Los Glaciares.

Nossa programação previa início da travessia pela Senda a Laguna Torre, com pernoite no Camping De Agostini. No segundo dia, voltaríamos um pouco pela mesma trilha e pegaríamos a trilha a nossa esquerda, passando pelas Lagunas Madre e Hija, até chegarmos ao Camping Poincenot, onde montaríamos acampamento e atacaríamos a montanha até a Laguna de los Três. No dia seguinte faríamos a trilha até o Glaciar Piedras Blancas e retornaríamos a El Chaltén via Sendero al Fitz Roy, para no dia seguinte fazer a Loma del Pliegue Tumbado e no próximo a escalada no gelo no Glaciar Viedma. Mas nem tudo correu conforme planejado, conforme verão a seguir.

Terceiro Dia - Início da travessia: El Chaltén - Acampamento De Agostini

Acordamos cedo, tomamos café (que já estava incluído na diária) e fomos para o início da Senda a Laguna Torre, onde iniciamos a travessia as 9:25, Uma trilha bem fácil que segue ora em campos abertos, ora em campos cheios de árvores sem folhas, que pareciam secas, ora em meio a bosques de lengas.

É praticamente toda no plano, com umas subidinhas bem leves pelo caminho, não oferece qualquer dificuldade para o trilheiro. Totalmente demarcada. Plaquinhas e mais Plaquinhas para todos os lados, dispensando a contratação de guia ou uso de GPS. Aliás.... todas as trilhas dessa travessia são muito bem demarcadas, com exceção da que leva ao Glaciar Piedras Blancas, mas nada que um pouco de atenção não resolva.

A paisagem que se apresentava aos nossos olhos era estupenda. Logo no início avistamos o Fitz Roy a nossa frente e, ao lado dele, uma outra linda montanha, em forma de S, chamada Cerro Solo. Ambos seguiram a nossa frente por boa parte dessa trilha, e em certo momento passamos a avistar o Glaciar do Cerro Torre, entre os dois.

Chegamos ao mirador do Cerro Torre as 12:15, mas não conseguimos vê-lo essa hora (aliás, esse dia) pois estava totalmente encoberto por nuvens.

Cerca de uma hora após retomarmos a caminhada, passamos por um pequeno lago e as 14:50 encontramos o primeiro riacho onde pudemos abastecer nossos cantis.

Mais a frente a trilha segue com um rio a sua esquerda até chegar ao Acampamento De Agostini, o qual fica as margens do mesmo rio.

Trata-se de um bosque totalmente protegido do vento e completamente sem estrutura. No local há apenas um "banheiro" (uma cabine, tipo banheiro químico, com um buraco no chão )

Assim que chegamos, pudemos sentir pela primeira vez a força do tal vento Patagônico. Incrível a violência com que ele nos empurrava.

Montamos acampamento, fizemos um lanchinho e fomos até a Laguna Torre esperar o Cerro Torre dar as caras. Trilhinha bem fácil até lá e bem curtinha, cerca de 20 minutos.

O vento ainda soprava muito forte. Nos empurrava tanto, que nos movia por cima dos pedregulhos, sem que déssemos um só passo. A lagoa formava ondas e mais ondas, pela força dos ventos.

Ao chegar lá, descemos até suas margens e brincamos feito crianças com alguns pedaços de gelo que ali estavam. Mas não conseguimos ficar muito tempo por ali não. Além do vento forte fazia muito frio. Logo subimos a morena de volta e nos escondemos atrás de uma parede de pedras empilhadas construída pelo homem que formava uma barreira de proteção conta o vento.

Ficamos por cerca de 2 horas ali, esperando todas aquelas nuvens saírem de cima do Cerro Torre, esperando ele dar o ar de sua graça, mas ainda não foi dessa vez. E, por falar em nuvens, como eram lindas as nuvens de lá.

Voltamos então ao camping, preparamos o nosso jantar e fomos dormir. Certa hora a Tati levantou para ir ao banheiro e aproveitou para tirar algumas fotos noturnas. Eu a acompanhei por algum tempo, mas logo voltei para dentro da barraca pois fazia muito frio.


Quarto Dia: Acampamento De Agostini - Acampamento Poincenot

Acordei as 6:00 da manha e fui até a Laguna Torre sozinha assistir ao nascer do sol. Um lindo nascer de sol, que foi tingindo de vermelho todo o Cerro Torre (agora totalmente a mostra), da pontinha da mais alta agulha, passando pelo branco do glaciar, até chegar finalmente a lagoa.. Foi a cena mais linda que eu tinha visto em toda a viagem. E eu apreciei cada momentinho dela lá, sozinha, a beira daquela lagoa.Pena que minhas amigas quiseram continuar dormindo.

Depois desse espetáculo da natureza, voltei ao camping estonteante e contei às meninas o que tinha visto.

Tomamos um bom café da manhã e voltamos a lagoa para mais uns minutos de contemplação, antes da partida.

Levantamos então acampamento e partimos do Camping De Agostini, as 8:30, rumo ao Camping Poincenot, via Lagunas Madre e Hija, voltando um pouco a trilha do dia anterior, até a bifurcação onde encontra-se a trilha que leva a ele.

A trilha segue subindo em meio a um lindo bosque, até chegar em uma área plana. Neste local demos de cara com uma gracinha de pica-pau. Silêncio total nessa hora para "sacar" algumas fotos. Ficamos encantadas com o bichinho. Tão serelepe, pulando de árvore em árvore martelando os troncos com seu bico.

Terminada a subida entramos em um campo aberto e finalmente chegamos a Laguna Madre onde paramos por um instante para contemplar toda a beleza do local e é claro, para mais algumas fotos.

Continuando a caminhada, logo pudemos avistar o imponente Fitz Roy a nossa esquerda, o qual nos acompanhou por todo o resto do percurso do dia, até cairmos na trilha que leva a ele (Sendero al Fitz Roy), onde passou a estar sempre a nossa frente.Trata-se de um trecho em boa parte alagado, onde existem passarelas e pontes de madeira para serem transpostos.

Não me lembro de nenhum ponto de água pelo caminho, durante toda a trilha. Lembro-me apenas das lagoas e de um riacho já bem próximo ao Acampamento Poincenot.

Quase chegando ao acampamento, as 18:30 demos de cara com um grupo de brasileiros que se dirigia a Chaltén, que nos avisaram que havia uma brasileira ali no acampamento, que estava trilhando sozinha.

Chegamos à área de camping conversando e começamos a ouvir alguém falar de dentro da barraca "braaaaasileeeeeirass", na maior animação. Era a Andreína (mais conhecida por Dri) uma moça de Macaé, que fazia trilha solo. Solo até aí, porque depois ela mudou completamente os planos dela e se juntou a nós.

Após nos conhecermos e fazermos um lanchinho juntas, fomos apreciar o imponente Fitz Roy, que emoldurava a paisagem acima de nós. Verifiquei nessa hora que havia um rio ali, onde se podia pegar água.

Este acampamento também não tem estrutura alguma. Apenas um "banheiro", como no acampamento De Agostini.

Bom...preparamos nossos jantares juntas, conversamos um pouco e combinamos de subir até a Laguna de Los Três no dia seguinte. Após o jantar nos recolhemos em nossas barracas e caímos no sono.


Quinto Dia - Acampamento Poincenot - Glaciar Piedras Blancas - El Chaltén

Acordamos bem cedo para apreciar o nascer do sol. Ahhhhhh... e que nascer do sol... Tão lindo quanto o que eu presenciei no Cerro Torre. O Fitz foi sendo tingido de vermelho, conforme o sol nascia, para em seguida ficar em um lindo tom de amarelo.

Após mais um belo espetáculo da natureza, voltamos ao camping, tomamos nosso café, com a amiga Dri (aliás, não teríamos tomado café se não fosse por ela, pois calculamos mal a nossa comida e ela já tinha se esgotado toda) e partimos montanha acima, rumo a Laguna de Los Três, deixando o acampamento armado, com nossas mochilas dentro das barracas

Iniciamos a subida 9:15, Eu, Mih, Tati e Dri. Subidinha puxadinha, mas nem chega aos pés da Mantiqueira.

Seguimos por uma trilha bem demarcada em boa parte do percurso, até se chegar a um ponto com neve. Nessa hora Mih e Dri seguiram na frente e eu fiquei para trás com a Tati, para tirar algumas fotos. Logo prosseguimos com a caminhada até o topo da montanha, onde chegamos as 11:00, e pudemos avistar o Fitz Roy por completo, em toda sua imensidão.

A laguna estava congelada e tudo em volta coberto de neve.Sem dúvida alguma o lugar mais lindo de toda a travessia, de uma energia incrível. É indescritível a sensação que tive em estar naquele lugar.A vontade era ficar ali para sempre, mas tínhamos novos lindos lugares pra conhecer.

Ficamos algum tempo contemplando aquela linda paisagem, tiramos algumas fotos e as as 12:00 iniciamos a descida até a bifurcação que levava até a trilha para o Glaciar Piedras Blancas.

A trilha até o Glaciar começa em meio ao bosque, mas logo cai no leito do rio e segue por ele, sobre os pedregulhos, até um trecho que temos que subir um pequeno morro à esquerda, onde avistamos o glaciar. Daí segue-se em direção ao glaciar, por um vale de pedras, até se chegar a linda lagoa verde-turvo do mesmo. Chegamos as 15:20.

Não demoramos muito pois ainda tínhamos que voltar ao acampamento, desarmar tudo e iniciar a nossa descida de 3 horas até El Chalten.

Já no acampamento, enquanto arrumávamos nossas coisas para iniciar a volta a Chaltén, conhecemos 2 franceses (Rafael e Samuel), que vieram nos pedir informações de como se chegar a Laguna Sucia. Não soubemos prestar as informações porque não tínhamos ido até lá, mas ganhamos 2 amigos nessa hora. Voltamos a encontrar com eles novamente em Torres Del Paine (relato aqui), e fizemos uma parte da trilha juntos. Até hoje não perdemos contato =)

Bom... partimos então, as 19:10, do Poincenot, rumo a El Chatén, pelo Sendero al Fitz Roy. Uma trilha longa e cansativa, apesar do trajeto ser todo praticamente descida. No meio do caminho passamos pela Laguna Capri, que tem uma linda vista do Fitz.

Chegamos a Chaltén as 21:20, já quase sem a luz do dia. Estávamos cansadas e famintas. Mais famintas que qualquer outra coisa. Tudo o que queríamos era um bom prato de comida.

Porém, antes disso, passamos no hostel Patagônia, onde a Dri estava hospedada, pois ela iria pegar suas coisas e se "mudar" para o hostel em que estávamos, para continuar conosco.

Após isso, partimos direto para restaurante La Senyera e tiramos a barriga da miséria.

Durante o jantar decidimos que não faríamos, no dia seguinte, a trilha Loma del Pliegue Tumbado, pois estávamos muito cansadas. Tiraríamos o dia para descansar.

Neste dia, ou melhor, nesta noite, ficamos num quarto compartilhado, com 4 camas (Eu, Dri e Mih) . A quarta cama foi ocupada por uma outra brasileira que se hospedava lá, que conhecemos na descida da laguna de Los Três, mas que infelismente perdemos contato.

O quarto era simplesinho de tudo. Bem diferente do quarto triplo que ficamos quando chegamos. Não era bonito como o outro, mas era um bom lugar para se ficar por um preço acessível. Fora que as pessoas de lá eram muito amáveis. As recepcionistas estavam sempre com um sorriso no rosto para nos atender.

Sexto Dia - Dia de descanso

Como disse anteriormente, faríamos a trilha Loma del Pliegue Tumbado neste dia mas, como chegamos muito tarde em Chaltén no dia anterior e estávamos muito cansadas, preferimos tirar o dia para descansar e providenciar as coisas para fazer a escalada no gelo no Glaciar Viedma, no dia seguinte.

E assim foi, em parte.

Seguimos com o que tínhamos planejado. Passamos o dia todo ora descansando no hostel, ora perambulando pela cidade. A Dri, por outro lado, com todo o gás recuperado, partiu para a trilha Loma del Pliegue Tumbado sozinha.

Na imagem acima, tirada através da janela do Hostel Condor de Los Andes, podemos avistar um pouquinho da encantadora El Chaltém.

Bom...quando a Dri voltou da trilha fomos até a empresa Patagônia e Aventura e contratamos a escalada no gelo no Glaciar Viedma , pelo valor de ARS 1.240,00 cada (cerca de R$500,00).

Nesse dia a Mih, por motivos particulares, desistiu de continuar a viagem, partindo no mesmo dia para o Aeroporto de El Calafate. Ainda teríamos 14 dias de viagem pela frente (faríamos ainda, além da escalada no Viedma, Torres del Paine e Perito Moreno).

O dia terminou estranho, com um ar melancólico. Ficamos sentidas com a partida da Mih.

A continuação desta história você vê aqui.

ALGUMAS INFORMAÇÕES

-> Transporte Aeroporto - El Calafate: fomos com a van da Ves Patagônia, que nos custou ARS 45,00 por pessoa.

-> Hostel em El Calafate: ficamos no O Hostel Del Glaciar Libertador, que custou cerca de ARS 118,00. Assim como o La Posta de Ushuaia era um hostel muito lindo, limpinho, quentinho, e de pessoas muito amáveis. Só deixou muito a desejar no café da manhã após o início da temporada, que ocorreu em 01/11.

-> Transporte El Calafate-El Chaltén: As empresas que operam regularmente entre El Calafate e El Chaltén são: Taqsa, Cal-Tur, Chaltén Travel e a Van Las Lengas (esta última opera Aeroporto-El Chaltén). Fomos com a Cal-Tur e voltamos com a Taqsa.

-> Hostel em El Chaltén: Ficamos no Condor de Los Andes que cobrava cerca de ARS 74,00 por uma cama num quarto compartilhado com 4 camas, com café da manhã incluso. Se você gosta de luxo não fique no quarto compartilhado. Fique no duplo ou triplo, que é melhor. Se você não tem frescuras e quer apenas um lugar agradável e quentinho para ter uma boa noite de sono por um preço acessível, fique no quarto compartilhado tranquilamente.

-> Locutórios: Assim como em Ushuaia, em El Chaltén possui um locutório, onde você pode telefonar para o Brasil por um preço bem acessível, entre ARS 1,50 a ARS 3,00 o minuto.

-> Internet: se você é daqueles que não desgruda da internet nem quando está viajando, em El Chaltén você estará salvo. A internet quase nunca funciona e quando funciona é muito pior que uma internet discada (se é que alguém ainda se lembra de como era a internet discada)

-> Aluguel de equipamentos: alugamos na Patagônia Hikes (http://patagoniahikes.trekksoft.com/en/), porém existem outras lojas, entre elas a Camping Center (http://www.camping-center.com.ar/) e a Viento Oeste (http://www.elchalten.com/vientooeste/index.php). O aluguel não é caro. Entre em contato que eles te passarão os valores.

-> Moeda: Alguns lugares por que passamos aceitavam real. Nem todos os lugares aceitam cartão de crédito. Não há casa de câmbio, mas é possível trocar real e dólar no mercado paralelo. A Patagônia Hikes faz essa troca, porém nem sempre eles tem todo o dinheiro que se precisa. Há dois caixas eletrônicos na rodoviária porém pode ocorre de não estarem funcionando. Então... leve dinheiro para El Chaltén. Eu aconselho a levar pesos, porque se você paga em real ou dólar fica a mercê do câmbio que eles impõe, e fica sempre aquela dúvida se eles te devolveram o troco certo ou não, porque o troco é pago em pesos.

Keila Beckman
Keila Beckman

Published on 08/29/2015 10:05

Performed from 10/25/2013 to 10/30/2013

1 Participant

Andreina

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Renan Cavichi
Renan Cavichi 08/29/2015 18:44

Simplesmente fantástico! Relato, Fotos e Vídeo nota 10!

Keila Beckman
Keila Beckman 08/30/2015 01:50

obrigada ;)

Viajando na Viaje
Viajando na Viaje 09/02/2015 01:49

Massa Keila

Carlos Araújo
Carlos Araújo 11/13/2015 00:04

Muito bom! E eu não conheço nada do Cone Sul

Marcelo A Ferreira
Marcelo A Ferreira 05/24/2020 21:35

Parabéns pelo relato. Adorando aqui

Keila Beckman

Keila Beckman

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Apaixonada por montanhas desde que estive pela primeira vez em uma delas, em 2011.

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