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Cachoeira da Fumaça - Chapada Diamantina (BA) - Set/11

Cachoeira da Fumaça - Chapada Diamantina (BA) - Set/11

Uma das maiores cachoeiras do Brasil, dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Caeté-Açu até Cachoeira da Fumaça – (30/9)

Acordei cedo, por volta das 7h da manhã, com a intenção de ir até a Cachoeira da Fumaça, mesmo sabendo que ela estava quase seca. Tomei café na pousada e por volta das 8h50 já estava na empoeirada estrada que leva até a localidade chamada Campos, cerca de 2 km do centro de Caeté-Açu. Chegando até Campos, imediatamente após a antena da Telemar, deve-se tomar à direita e seguir 200 metros até a Associação de Guias, que faz um “controle de fluxo” e pede donativos para continuar o trabalho de conservação das trilhas (conservar as trilhas dentro do Parque Nacional? Falou... ;-/).

A subida até o platô da Serra da Larguinha, caminho para a Fumaça, é penosa para pernas desacostumadas. O visual que vai se descortinando nesta subida é incrível: à direita, o Morrão; à esquerda, o Vale do Capão; à frente, a Serra da Candoba.

Terminada a subida, caminha-se por cerca de 1h30, sempre reto, alternando lajedos, trilhas arenosas e macegas (vegetação rasteira). Logo é possível perceber que o Cânion da Fumaça se aproxima, e então é hora de pegar o caminho à esquerda, descendo até o leito do rio que forma a cachoeira. Nesta época do ano o rio está quase seco, o que possibilitou que eu fotografasse a partir do próprio leito, coisa impensável uns meses antes! Subi até o mirante onde é possível ver a cachoeira em tempos de cheia, e a visão da altura da cachoeira deixa a boca seca: 380 metros que aceleram a pulsação.

Foi difícil controlar a paúra. Fiquei um tempo ali, admirando e eventualmente conversando com quem chegava (um trio masculino e um casal, todos de MG), dividindo aquele sentimento de êxtase e um certo assombro. Iniciei a volta com aquela visão na cabeça. Estava tão absorto que nem percebi direito o caminho, e logo estava na beira do platô, pronto para descer de volta a Caeté-Açu.

Descendo encontrei o casal que já havia conversado antes lá na Fumaça, mais o dono de uma lanchonete que fica na parte baixa da trilha. Ele sobe com as guloseimas e água, e fica vendendo ali, na descida da trilha. Parei um pouco e ficamos conversando. Nessas eu recebi umas dicas boas do casal mineiro para quando eu for fazer a travessia do Vale do Paty.

Terminei a descida e comi o famoso pastel de palmito de jaca, uma verdadeira delicia. Ainda mais quando acompanhado pelo caldo de cana fresquinho, tirado na hora. Putz! Fui apresentado a um nível superior do binômio “pastel - caldo de cana”!! Voltei para a vila e tirei um sono até o cair da tarde. Internet, um PF na casa de Dona Belí novamente, e logo estava preparando as coisas para partir.

Amanhã sigo para o Vale do Paty.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 11/19/2015 00:44

Performed on 09/30/2011

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3
Carlos Araújo
Carlos Araújo 11/20/2015 15:12

Eu tbm fui aí e não tinha água :( ... Mas tinha muita coisa linda pra ver aí...

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista 11/22/2015 01:39

Carlos, setembro realmente não é um mês bom se vc quiser ver a Fumaça com água. Mas em compensação, eu caminhei sem muito desgaste do calor também! Uma coisa compensou a outra, no final. Viva a Chapada!

Charlico
Charlico 03/23/2017 11:43

Tem que rolar o pastel de palmito de jaca!

Marcelo Baptista

Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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