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Parque Nacional Chapada Diamantina (BA) - Set/11

Parque Nacional Chapada Diamantina (BA) - Set/11

Travessia entre Lençóis a Capão, atravessando serrinhas e alguns vales. Isso é Chapada Diamantina. Vem comigo!

Natal – Salvador – Lençóis (25/9)

Saí de Natal (RN) no vôo 1804, depois de passar alguns dias na casa de meus amigos Gabi e Junior. O vôo saiu no horário, às 4h25, e chegou em Salvador às 5h42. Minha preocupação era o vôo atrasar a chegada ou a entrega de bagagem, já que eu havia comprado a passagem para Lençóis (BA) em São Paulo, para o horário das 7h na rodoviária. Tudo correu bem, e eu saí com mochila e tudo por volta das 6h10, pagando abusivos R$ 84 por um táxi de cooperativa até o terminal de ônibus.

A rodoviária de Salvador é bem ajeitada e organizada, como boas opções de serviços. Corri no guichê da Real Expresso e comprei a taxa de embarque por R$ 1,20. Logo estava embarcando e saindo em direção a Lençóis.

Fizemos uma parada em Feira de Santana (BA), velha conhecida de outra trip, e depois uma parada técnica em uma cidade chamada Itaberaba (BA), parada esta um pouco mais longa para comermos alguma coisa, por volta das 11h.

O bus tinha ar condicionado, condição básica para se andar pelo sertão baiano e seu sol escaldante. Enquanto o veículo rasgava as estradas por aquelas paisagens secas, ficava imaginando como deveria ser a vida do sertanejo ali. Devaneios de um viajante.

Cheguei em Lençois por volta das 14h. Quem vive do turismo e dos turistas já fica ouriçado quando vêem o ônibus chegando. É assim em qualquer lugar que viva da atividade de turismo, e Lençóis é considerada o portão de entrada da Chapada Diamantina. Fui abordado por um monte de gente oferecendo hospedagem, e como não tinha nada determinado, comecei a ouvir as propostas. Um rapaz chamado Batalha me convenceu a dar uma olhada na Pousada Daime Sono (Rua das Pedras, 102. Tel.: 75 3334-1445. www.pousadadaimesono.com.br), um lugar muito agradável cujos proprietários, Patrícia e Rodrigo, são gente boa demais. Acabei acertando com eles minha permanência ali.

Travessia Lençóis – Capão (Caeté-Açu) - (29/9)

Acordei às 6h da manhã, já com tudo previamente preparado para a travessia até o Vale do Capão. Às 7h15 saí da Pousada Daime Sono (Rua das Pedras, 102. Tel.: 75 3334-1445. www.pousadadaimesono.com.br), em direção a hotel Portal de Lençóis, local de onde parte a trilha. Subi rapidamente, alcançando a saída da cidade.

A trilha começa alternando entre um caminho bem batido e lajedos, onde a indicação do caminho é a parte mais desgastada na rocha. Vão se alternando subidas e descidas, enquanto bordejo a Serra do Grisante.

A trilha vai seguindo até cruzar um riachinho e logo adiante mais um lajedo. Subindo este lajedo encontramos uma cachoeirinha (cachoeirinha?!), nesta época com pouca água devido à estiagem. A trilha segue ao lado direito, e cerca de 20 metros depois bifurca em um T. O correto é pegar à esquerda, subindo assim para a Serra do Ribeirão. Este é um momento duro, pois a trilha está fechada e há um momento que é preciso descer um degrau, mas a visão da trilha fica prejudicada. Acabei caindo nesse degrau justamente em cima de uma touceira de capim-bravo, o que me rendeu belos e ardidos cortes nos braços e nas mãos! A trilha reaparece alguns metros à frente, com vários lajedos novamente, mas com algumas setas rabiscadas na pedra, o que facilita a orientação.

Às 9h30 já tinha superado a Serra do Ribeirão e seguia firme para a serra seguinte, chamada do Sobradinho. À esquerda da trilha fica o vale e o paredão da Serra do Sobradinho, belíssimo. Às vezes a trilha parece um jardim, com as flores da Chapada dando o tom e colorindo o caminho. Encontrei um dos bons pontos de camping às 10h15, dei uma descansada, e continuei seguindo. Por volta das 11h30 parei para fazer um lanche. Infelizmente nesta época as águas estão em um nível bastante baixo, e o volume dos rios diminui dramaticamente. Cruzo o Rio Ribeirão no fundo do vale e sigo por uma trilha bem clara até uma espécie de gruta, onde a trilha continua até dar de novo no rio. Mas o caminho não era este: eu deveria ter saído à esquerda uns 20 metros antes. Por sorte tinha uma galera local se banhando no rio que me indicou o ponto certo. Acelerei a pisada e às 12h20 parei para almoçar à beira de um outro rio.

Já com a fome morta segui, avistando a figura imponente do Morrão (ou Morro do Tabor) com sua topografia única, que se assemelha à figura da Esfinge do Cairo! Fiquei hipnotizado com aquela visão, sem dúvida uma das paisagens mais impressionantes que eu já vi. A Chapada é abençoada neste sentido.

Bordejei o trechinho final da Serra do Sobradinho e comecei a descida para Caeté-Açu, à sudoeste. A trilha desce com razoável vontade, até encontrar um rio; passado esse rio o caminho segue, alternando subidas e descidas leves. Em dado momento a trilha se encontra com uma estrada vicinal, e a partir daí a pernada se torna um pouco monótona. Cruzei mais um riacho, passei por alguns sítios e às 15h cheguei à entrada da cidade, onde um francês (Laurent) estava perdido olhando para as montanhas (!!). Me disse que pegou 25 horas de ônibus para ficar um dia e meio no Capão, e depois voltaria para Recife (PE). Doideira.

Chegando ao vilarejo do Capão (também conhecida como Caeté-Açu), acabei ficando em uma pousada chamada Tatu Feliz (Praça da Vila, s/n. Tel.: 75 3341 1124. www.infochapada.com/pousadatatufeliz.htm), R$50 por um quarto muito confortável.

De noite fui procurar um lugar para comer, e encontrei o restaurante (na verdade, a casa) de dona Belí. Um PF maravilhoso por R$8. Depois fiquei trocando idéias com os malucos e trilheiros de plantão em um boteco pé-sujo na pracinha da vila.

Amanhã, visito a Cachoeira da Fumaça!

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 11/19/2015 00:28

Performed on 09/25/2011

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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