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Parque Nacional Nevado Toluca (Toluca, México) - Set/16

Parque Nacional Nevado Toluca (Toluca, México) - Set/16

Parque nacional que abriga o imponente vulcão extinto Xinantecatl - hoje conhecido como Nevado Toluca - com seus 4670 metros de altitude.

No dia seguinte após termos conhecido o Paso de Cortes e o Parque Nacional Izta-Popo, era hora de conhecer outro parque nacional. Localizado nas cercanias da grande cidade de Toluca, o Parque Nacional Nevado de Toluca guarda em seus domínios um vulcão inativo, cuja cratera é possível acessar e fazer um circuito de hiking em seu interior.

Saímos bem cedo da Cidade do México, em direção à cidade de Toluca. Com seus quase 500 mil habitantes e localizada a 2667 metros de altitude, Toluca fica a 45 minutos da capital, com acesso por uma estrada muito boa. O grande problema (crônico!) é que é impossivel fazer em menos de 1h30 por conta do tráfego monstruoso que domina a Cidade do México. Pois assim foi.

O caminho é simples: saindo da Cidade do México pega-se a ruta 15, seguindo até a cidade de Toluca. Continua seguindo as placas em direção a Valle de Bravo (ruta 134) até uma desviacíon (desvio) para Sultepec. Esse desvio te leva a uma estradinha super sinuosa (ruta 10), onde já é possivel ter alguns vislumbres do Nevado, ainda que a visão seja atrapalhada pelas coníferas que margeiam a estrada. Quando passa por um povoado pequeno chamado Raíces, seguem mais poucos quilometros e já se encontra a placa do parque nacional, junto à estrada de terra que sobe, sobe, sobe até o sopé do vulcão. Tempo total desde a Cidade do México: 2h30.

A estradinha de terra que segue estava em ótimo estado quando a pegamos. O Jeep Patriot também é um carro preparado para o off road, então quase não teve emoção em relação à estradinha de terra e seus 21 km. O que emocionou mesmo foi a visão que se descortinava à nossa frente conforme os quilometros iam ficando para trás. Montanhas, um vale muito bonito (apesar de bastante povoado), a vegetação de altitude que vai diminuindo à medida que se passa dos 3500 metros...tudo isso potencializado pelo dia belíssimo de sol que estávamos vivenciando, o que nos deixou ainda mais animado. Lembrando: no meio da estradinha tem um posto de controle, onde se paga $20 pesos por pessoa.

Estacionamos o carro em um local chamado Parque de los Venados. É um posto de vigilância com uma cancela, impedindo que os carros sigam a estrada de terra. Além disso tem uma pousada, banheiro e uma outra edificação, que não consegui identificar para que servia. Para nós a estradinha terminava ali, agora era meter o pé na trilha e começar a subir. Não sei dizer qual é a altimetria ali, mas seguramente mais de 4 mil metros. Nos ajeitamos, mochila, casacos, alimentos e água, e começamos a subir. Levamos cerca de 40 minutos, com várias paradas para água e retomada de fôlego. Realmente, enfrentar uma rampa a mais de 4 mil de altitude não é fácil.

Eu tinha especial atenção com a Drika, uma vez que era só a terceira vez dela fazendo trilha - e já encarando uma a mais de 4 mil metros! Conversamos bastante e a deixei totalmente à vontade para fazer a trilha que leva ao cume (cratera, na verdade) no ritmo dela, sempre com calma, parando quantas vezes quisesse. Só assim ela poderia curtir e chegar a um ponto onde pudesse desfrutar da visão das lagunas que existem no interior da cratera.

A borda da cratera foi o "cume" da Drika. Ficamos um pouco ali, comemos, e nos despedimos temporariamente: ela desceria de volta para o carro, eu iria explorar as duas lagunas que existem no fundo da cratera.

Peguei a trilha à minha direita e segui pela crista da cratera, até começar a descer a encosta, cheia de pedras soltas. Tive um desnível de uns 300 metros até chegar à beira da Laguna del Sol, a grande lagoa que domina a maior parte da área da cratera. Segundo informações a profundidade dessa lagoa é de 14 metros, formada por chuva e degelo eventual. Água límpida e com vários peixes vivendo ali (cheguei a ver cinco peixes grandes juntos). Segui contornando a Laguna del Sol, caminhando devagar e curtindo o silêncio da montanha (naquele momento só eu estava na cratera). Essa conexão com a montanha, com a terra, é que me recarrega.

Terminando de contornar a Laguna del Sol, subi o morro que a separa da Laguna de la Luna. Morrinho chatinho de subir, ainda mais com o fôlego meio capenga acima de 4 mil metros. Ao chegar no topo dele, descansei, tomei agua e fiz fotos. E agradeci pela oportunidade de ver uma paisagem tão bonita e dura, ao mesmo tempo.

Segui, descendo agora até a Laguna de la Luna. Azul, menor e mais rasa, porem igualmente bonita! A trilha já ia acabando, uma vez que só faltava subir a ladeira para alcançar de novo a borda da cratera, e dali descer de volta à sede do parque. Mas depois de quase duas horas explorando aquela cratera o cansaço começou a cobrar um preço. Demorei um pouco para subir a ladeira, e quando cheguei na borda, encontrei quatro montanhistas dormindo no chão. Era a altitude fazendo estragos ali também.

Desci rapidamente até o carro e comemorei com a Drika o feito. Depois de um bom tempo sem caminhar em alta montanha, voltei com sucesso. E a Drika experimentando em sua terceira trilha o que é andar acima dos 4 mil metros. Estávamos realmente felizes por ter ido conhecer o Nevado Toluca.

Para comemorar, fomos até Valle del Bravo comer uma truta. Valle de Bravo é um balneário formado pela construção de uma barragem, cercada de montanhas. Mas essa história fica para uma outra vez...

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 10/04/2016 20:57

Performed on 09/08/2016

1 Participant

Drika Bourquim

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Bruna Fávaro
Bruna Fávaro 10/05/2016 08:08

Aeeeeeeee Parabéns pra vc e mais parabéns ainda pra Drika!! Ter uma primeira experiência acima de 4mil e mandar de primeira não é pra qualquer um. Que mega viagem , Marcelo! Realmente o México é um lugar pra conhecer com tempo.

Renan Cavichi
Renan Cavichi 10/05/2016 10:56

Que massa, nunca tinha ouvido falar! Belo registro Marcelo!

Renata Maciel da Rosa
Renata Maciel da Rosa 10/07/2016 20:34

Muito legal Gibson!!

Marcelo Baptista

Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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