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Rumo ao Norte: BR 101 - Porto de Galinhas (PE) - Set/08

Rumo ao Norte: BR 101 - Porto de Galinhas (PE) - Set/08

Perna 11: Porto de Galinhas, o destino final da trip. Um mar espetacular, pessoas simpáticas e belas paisagens. 25 dias de viagem desde SP.

Maragogi a Porto de Galinhas - (18/9)

Tentei acordar mais cedo, mas não rolou. É que o Carlos, aquele caboclo que eu conheci na margem do rio Maragogi, me disse que se estivesse cedo lá na margem do rio, dava um jeito de me levar para as galés na faixa. Não deu.

Acordei lá pelas 8h. Eu estava muito preguiçoso, Iara também. A verdade é que eu não queria ir embora, mas não teve jeito. Pagamos a diária, e seguimos. A estrada é a AL 101, que margeia a costa até a divisa com o AL/PE. Asfalto bom, trajeto cheio de curvas. Até Porto de Galinhas, 80 km. Pertíssimo.

Chegamos a Porto de Galinhas. De cara já se percebe que é um lugar com maior estrutura turística e um tanto elitizado. Passamos por dois resorts antes de chegarmos a vila de Porto. Lá encontramos Daniel, uma amigo da Iara das antigas, que se mudou com a mulher Cláudia para Porto de Galinhas. Gente finíssima os dois. Daniel (que a galera local chama de Grego ou Dani) nos levou para conhecer a cidade. Alamedas bem cuidadas, lojnhas (várias) e restaurantes diversos, bares na orla, e um mar com várias piscinas naturais. O lugar é bem simpático mesmo. Ficamos inicialmente na vila, depois fomos a uma barraca de um amigo do Dani, chamado Edi, um figura super simpático que nos atendeu bem demais. Passamos a tarde ali, e depois fomos para a Vila de novo, conhecer um pouco melhor. De volta para a casa do Dani e Cláudia, ficamos ali de bobeira, até bater um sono.

Amanhã vamos curtir um pouco mais aqui.

Porto de Galinhas – 2° dia (19/9)

Acordamos um pouco tarde, e fomos à cidade botar a roupa suja na lavanderia. Vinte dias na estrada foram suficientes para eu ficar sem roupa. Ficamos o dia todo na praia, lá na barraca do Edi. Foi legal.

Um pessoal amigo do Dani se juntou a nós no final da tarde: seu Cláudio, dona Bete, Daniel “Meia”, Laura...uma galera muito legal. À noite saímos para comer alguma coisa na cidade, e voltamos. Claudia já prometeu para amanhã uma moqueca de camarão.

Dicas: Olha, tem um monte de “barracas” de praia em Porto de Galinhas, mas você quer ser bem atendido mesmo? Então encosta na barraca do Edi, e fala que eu recomendei. O cara vai ficar contente, te dar um bom desconto, além de te encher da mais pura simpatia pernambucana.

Porto de Galinhas – 3° dia (20/9)

Hoje o dia promete: decidi mergulhar. Ontem eu aproveitei para fazer snorkeling, e tive uma experiência bem legal. Fui convencido (sem muito esforço, é verdade...) a fazer mergulho com um pessoal conhecido do Dani, a preço “de amigo”. Hoje eu escolhi fazer o mergulho.

O mergulho tava marcado para as 13h, horário da maré baixa naquele dia. Fiquei na barraca do Edi até as 13h15, quando Dani veio e me levou lá pra vila, no “escritório” à beira mar do Tales, o instrutor de mergulho e um dos donos da empresa de mergulho. Na areia, o Tales começou a passar as orientações para o mergulho: respirar e expirar sempre pela boca, fazer a sinalização correta de ok para tudo bem, jóia para subir, balançar a mão para mostrar que as coisas não vão bem, bater as pernas suavemente...tudo muito didático e fácil.

Partimos para a jangada confiantes e animados. Junto comigo foi uma família (pai, mãe e a filha de 10 anos). Chegamos até a piscina natural mais afastada, o local do mergulho. Começamos a nos preparar: cinto de lastro, colete, cilindro, nadadeira. Tudo pronto, caímos na água. Foi umas das experiências mais empolgantes da minha vida! Mergulhar é entrar de cabeça em outro mundo, azul, etéreo...é o mais próximo de caminhar no espaço, eu imagino. E respirar embaixo dágua é fascinante. Os peixes te cercam, cardumes de donzelinhas, peixe-agulha, cirurgiões. Se escondem e se mostram...cores, sons, sensações. Fica até difícil descrever tudo o que eu senti lá. Posso te dizer só que mudou minha visão do mar, um elemento pelo qual eu já tinha um puta respeito. Passei o resto do dia meio anestesiado, curtindo. Almoçamos uma bela moqueca feita pela Cláudia, e fui descansar. A noite, mais uma sessão “sabores do Nordeste”, dessa vez com umas tapiocas de deixar qualquer um bobo... Porto tá sendo uma parada deliciosa antes da volta para Sampa.

Dicas: Mergulhar é aquele tipo de esporte que uma vez que você faz, não quer mais parar!! É seguro, tranquilo, e te deixa em imersão total com a natureza. Só quem mergulhou sabe o que é ver um cardume de peixes passar por você e te envolver, é fantástico. Lá em Porto, procure pelo pessoal do Tales (não me lembro do nome da empresa...) e pelo Miguel, um português gente finíssima, que vai te dar todas as coordenadas para os iniciantes curtirem muito essa experiência.

Porto de Galinhas – 4° dia (21/9)

Passamos praticamente o dia todo na praia. Ficamos lá na barraca do Edi, mais uma vez, curtindo o domingão crownded de Porto de Galinhas: praia lotada e vendedores a rodo.

Almoçamos ali na barraca do Edi mesmo, uma pescada amarela de mais ou menos 2 kg: não sobrou nada do pobre peixe, que foi servido com macaxeira. E umas doses de Pitu, a cachaça tradicional lá do PE. O Edi é uma daquelas figuras alegres e bom papo que faz a gente passar as horas sem perceber. E papo com o Edi é sempre divertido, pode apostar.

Voltamos para casa do Dani / Cláudia já no final da tarde. Fomos depois até a vila, comer um hot dog, e voltamos. O cansaço bateu forte, mas tomamos uma decisão importante: vamos embora na terça (23/9).

Porto de Galinhas – 5° dia (22/9)

Acordamos cedo, afinal nossos anfitriões estavam de folga, em casa. E os planos já estavam traçados: um churras de peixe e alguns espetinhos de carne. Fomos eu e o Dani ao mercado comprar as coisas para o assado, e na volta eu e Iara fomos para praia. Foi uma despedida legal dessa praia show.

Voltamos lá pelas 14h a tempo de pegar o churras no meio. Estávamos em seis: eu, Iara, Dani/Cláudia, Daniel “Meia” e Laura. Foi bem divertido, altas histórias, risadas, mas o melhor ainda estava por vir. Fim do churras, o Daniel “Meia” sugeriu da gente mergulhar. Genial! Fomos todos para vilinha, arrumamos as coisas na jangada, e fomos até as piscinas naturais. Lá mergulhamos, fim de tarde. Meu guia dessa vez foi Miguel, o Miguelito, gente boa, experiente. A condição de visibilidade da água estava muito melhor do que no dia em que eu mergulhei pela primeira vez. E junto com Miguel, mergulhei a uma profundidade de 15 metros. Foi emoção pura, dizem que quem mergulha não pára mais, e eu creio que eu seja um desses.

Voltamos, banho tomado, e peguei o rumo da vila novamente, junto com Iara, agora para comprar as últimas lembranças (na verdade, fui comprar melaço, o mel da cana de açúcar). Comemos um hot dog, e voltamos para a casa de Dani / Cláudia, para um bate papo com casal amigo. Amanhã, vamos pegar a estrada, começa finalmente a viagem de volta para Sampa.

Dicas: Se quiser comprar uma lembrancinhas baratas, procure bastante, porque os preços variam muito.

Marcelo Baptista
Marcelo Baptista

Published on 07/14/2016 17:52

Performed from 09/02/2008 to 09/30/2008

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Marcelo Baptista

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Montanhista, mochileiro, viajante, pai, conectado com as boas vibes do universo e com disposição ainda para descobrir os mistérios da vida.

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