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Páscoa na Chapada

Páscoa na Chapada

Um divertido trekking por área selvagem da Chapada. Quatro dias sem ver gente entre os rios Garapa e Caldeirão.

Trekking Camping 4 x 4

Na Páscoa eu, Samuel, Lucinha, Igor e Alex decidimos fazer um roteiro subindo pelo rio Garapa cruzando para a cachoeira do Samuel, no rio Roncador e dali seguir para o rio Ancorado e para a cachoeira da Engrunada. Ficaríamos 4 dias numa área bem selvagem do Parque Nacional da Chapada Diamantina.

O trecho Garapa-Roncador era o último que me faltava para conhecer o caminho por trilhas de garimpeiros desde Lençois até quase Andaraí (sem ir pelo Paty ou pela estrada velha do garimpo).

Eu e Alex fomos para Feira de Santana, 110 km de Salvador, quarta a tarde. Lá encontramos Igor, Samuel e Lucinha e colocamos as mochilas no bonito Troller do Samuel, carro adequado para percorrer a antiga estrada do garimpo até a foz do rio Roncador.

O jipão pronto para partir. Da esquerda para a direita Igor, Alex, eu, Samuel e Lucinha.

Partimos para Andaraí onde chegamos por volta de 20:30 horas. Jantamos na estrada, mas os homens resolveram sair para esticar as pernas e beber uma cerveja. Eu e Samuel acabamos por comer um podrão X-Tudo. Trilheiro tem que ser corajoso... A famosa sorveteria Apolo já estava fechada. Ficaria para a volta.

Quinta

Samuca e Lucinha bateram na nossa porta perguntando se era verdade que tínhamos combinado acordar 6:30. Nos aprontamos correndo e descemos para o café da pousada.

Samuel usou uma balança portátil para pesar a mochila de cada um. A minha ficou com 9,5 kg. Para surpresa de todos a de Alex ficou com 24,5 kg!!!

Pegamos a estrada velha do garimpo a apenas 4,5 km da cidade. A travessia do rio Garapa foi tranqüila pois o nível da água não estava alto. Samuel ao volante estava preocupado porque o carro dele ainda não tinha guincho e não havia outro 4X4 para socorrer (um 4X4 atolado usa o seu próprio guincho ou é puxado por outro jipe quando fica preso). Alex e Igor passaram a viajar no teto do carro para filmar.

O rio Garapa.

O troller logo após atravessar o Garapa.

A estrada estava tranqüila no trecho até a foz do Roncador. Apenas duas paradas. Na primeira uma árvore seca caída no caminho. Alex e Lucinha saltaram do carro para empurrar a árvore para fora da estrada, quando Lucinha começou a correr e gritou "marimbondos"! O carro acelerou e recolhemos ela e Alex mais adiante. Lucinha levou uma ferroada no braço.

Na segunda parada, uma árvore inclinada na estrada. Não caiu atravessada porque outras árvores acabaram sustentando-a. Samuel jogou o carro mais para um lado e Alex teve que saltar do rack para passarmos por baixo dela.

Chegamos no velho casarão do Roncador, a casa do Eduardo, por volta de 9 horas (vide o final do relato "Caçadores de cachoeiras" aqui no Aventure Box). Ele disse para Lucinha esfregar uma folha de cajueiro esmagada em cima da picada do marimbondo. Incrível, na mesma hora a dor diminuiu e o inchaço desapareceu. Disse-nos que a folha de uma planta nativa, a nêga-mina, também é muito eficiente.

Ele então embarcou no carro e voltamos pela estrada outra vez até a foz do Garapa. Ali começava a estrada-trilha para a cachoeira do Samuel onde deveríamos prosseguir a pé. Samuca olhou a estrada e o pé coçou. Ele queria subir por aquela estrada meio coberta de mato com seu jipe. O Eduardo, receoso, avisou que a estrada não estava boa, mas o coração do jipeiro falou mais alto. Fomos pela estrada, Alex e Igor ainda no teto do carro.

Cautelosamente vencemos os obstáculos, com facilidade. Fiquei impressionado com o Troller. O motorista era habilidoso.

Fomos até quase o final da estrada passando por meia dúzia de sítios, alguns abandonados. Se percebia que apenas motos e mulas seguiam por aquele caminho. Descemos do carro, pegamos as mochilas e fomos para o início da trilha, acompanhados pelo Eduardo. Após a despedida, ele pegou a chave do jipe e retornou dirigindo para sua casa. No último dia de trilha, domingo de Páscoa, desceríamos até o Casarão do Roncador onde encontraríamos ele e o 4X4.

A trilha começou numa bonita mata bem sombreada.

Perto do topo da serra o caminho ficou pedregoso e sem sombra. Suamos até chegar num platô de lajes de pedra, onde é difícil enxergar qualquer trilha. Seguimos rumo sul onde avistamos uma antiga casa de pedra sem telhado, da época do garimpo.

Após alguma procura Samuel encontrou o reinício da trilha atrás da ruína. Todo aquele platô havia sido devastado laboriosamente pelos ambiciosos garimpeiros na busca por diamantes. Apenas pedra e vegetação baixa. A camada de solo que havia acima foi lavada pela mineração. A Chapada Diamantina devia ter sido muito mais viçosa antes da chegada dos garimpeiros.

Mais vinte minutos de caminhada descobrimos uma toca. Uma porta com cadeado mostrava que o local ainda estava em uso. Garimpeiro ou garimpeiros usavam o local como morada enquanto exerciam sua atividade clandestina no parque nacional. Paramos para descanso e para fotos. Samuel descobriu um pé de araça miúdo cheio de frutos maduros. Atacamos o pé e devoramos este fruto delicioso, muito melhor que a goiaba.

Descanso na toca. Observe os utensílios pendurados e a madeira secando para uso num fogão a lenha.

Seguimos animados pelo descanso e pela injeção de frutose nas veias. A trilha, após a toca, tem bifurcações devido as diversas canaletas de água que eram utilizadas no garimpo e que se confundem com trilhas.

Abri o Wikiloc com a trilha no celular e observei o ponto onde estávamos. Até aquele momento estávamos certos. A nossa esquerda (Oeste) lá embaixo o rio Garapa correndo no fundo do vale. A canaleta do garimpo e a trilha onde andávamos seguiam paralelas. Por isso, quando vi a foto do satélite deste trecho (enquanto fazia o planejamento), me pareceram duas marcas de rodas paralelas de veículos, como se houvesse uma estrada ali.

Em dado momento notei que saímos da rota mostrada no Wikiloc. Voltamos e notamos uma bifurcação meio escondida indicada por um pequeno totem de pedra. Era ali que deveríamos ter entrado.

Seguimos agora por terreno mais irregular cruzando a serra do vale do Garapa para o vale do Roncador. Em certo ponto a trilha deu um zignau e estávamos novamente indo por caminho errado. Voltei ao ponto indicado pelo Wikiloc e, ali, quase imperceptível, uma bifurcação a esquerda, subindo uma pedra.

Em certas trilhas, na falta de guia, é bom ter um tracklog porque evita perda de tempo. Embora me considere razoável em seguir trilhas, há momentos que mesmo o mais experiente pode se enganar.

Finalmente avistamos, por volta de 15 horas, o cânion do Roncador, logo acima da cachoeira do Samuel. Descida íngreme até o ponto em que a Samuel caia dos seus 100 metros de altura, uma das 10 maiores cachoeiras da Chapada Diamantina.

Baixando para o topo da Samuel.

O rio não estava muito cheio e a travessia não foi difícil embora o leito de laje de pedra estivesse escorregadio. O rio não assustava mas a queda d'água poucos metros adiante fazia a adrenalina subir.

Descansamos , lanchamos na outra margem e tiramos muitas fotos. O lugar é muito bonito.

Onde a água despenca.

Samuel e Lucinha descansando.

Almoçando, cansado.

Após uma hora de descanso subimos a parede do cânion por uma trilha em diagonal, até que chegamos no ponto onde começava a descida da Fenda do Samuel. Esta fenda é o caminho para o poção inferior da cachoeira, mais de 100 metros abaixo.

Mas este não era nosso caminho hoje. Iríamos acampar na Toca do Ancorado, no rio de mesmo nome. Voltamos um pouco e subimos a serra que separa o Roncador do Ancorado. No caminho quase piso numa cascavel.

Após uma hora e meia estávamos nas margens do Ancorado. Subimos um pouco pelo leito do rio e chegamos na toca, uma das melhores da Chapada (velha conhecida de outras aventuras).

Vista da toca em direção a represa dos garimpeiros.

Outra vista da toca para o Rio Ancorado.

Finalmente um banho para relaxar e comida quente. Nesta toca não há necessidade de armar tenda. Apenas Samuca e Lucinha armaram a tenda, mas sem o sobreteto. Os demais bivacaram. De noite observamos a lua cheia nascendo e iluminando o rio, poucos metros abaixo. O cravinho que Alex trouxe passava de mão em mão (na maioria das vezes da minha mão direita para minha esquerda). O bom humor do Igor provocava risadas, Como dizia Lucinha, ele é um "brincante" (expressão bem nordestina).

Sexta

O dia seguinte começou com uma chuvinha. Matutei durante o café e sugeri alterarmos o roteiro. Não subir até a bela cachoeira da Engrunada mas ir para o rio Caldeirão. As pedras subindo o leito do rio para a Engrunada deviam estar escorregadias. Além disto representava uma jornada de 6 horas contra apenas 2,5 horas para o Caldeirão.

O pessoal aceitou a sugestão e partimos para o vale seguinte, do Caldeirão. Subimos a serra com um calor e umidade opressivos. Paramos num córrego no topo, para beber água e descansar. Vinte a trinta minutos andando num platô e começamos a descer.

Chegamos no caldeirão em aproximadamente 2,5 horas contadas do Ancorado. Montamos acampamento e caímos na água. Lugar gostoso, com muitas lajes. Decidimos não subir para a cachoeira Intocada, pois seriam quase 3 horas para subir e outras 3 para descer. Voltaríamos ao acampamento no escuro. Queríamos relaxar e descansar. Enfim, um dia preguiçoso.

O rio estava bem mais cheio em relação a ocasião anterior em que aqui estive. Cerca de seis dias atrás caiu muita chuva na região. Me perguntava se aqueles gravetos todos na margem do rio seriam de uma tromba d'água na ocasião.

A noite, de lua cheia, errei feio a previsão e disse que a lua nasceria numa direção justamente oposta a que ela realmente surgiu. E eu com uma bússola no meu pulso (deveria ter consultado antes de falar besteira). Muita conversa. Novamente o cravinho rodou de mão em mão. Temperatura muito agradável.

Eu bivaquei e Alex e Igor compartilharam uma tenda, montada na laje/toca do Caldeirão. Como não havia espaço com o chão plano, Samuel e Lucinha montaram a tenda deles um pouco mais distante, rio acima.

Sábado

Como a proposta era hoje voltarmos para o casarão do Roncador acordamos cedo. Não encontrei minhas meias e falei que achava que os ratos carregaram (as vezes gostam de levar para roer e fazer ninhos). Ao que o Igor respondeu que eles levaram para fazer pesquisas. Risada geral no acampamento. Depois encontrei as meias no local onde guardei (havia esquecido). Não pude deixar de rir toda hora que lembrava da intervenção do brincante Igor. Ainda mais que o Samuel contou que tinha visto um rabudo (espécie de rato da Chapada) numa trilha anterior, com o rabo muito comprido. Pela descrição dele estimamos que o rabo deveria ter 5 metros de comprimento.

Logo na saída, uma cobra cipó no caminho. É uma cobra muito ágil, mas não é agressiva. Tivemos que contorná-la antes que desaparecesse sob uma pedra.

Voltamos pelo mesmo caminho de ontem, passando pela Toca do Ancorado (dormida de anteontem) e chegamos na Fenda do Samuel. Prendemos bem as coisas na mochila (inclusive os bastões, inúteis naquele trecho), apertamos bem as fivelas e iniciamos a descida. Tem alguma exposição mas uma escada de madeira ajuda no descenso. É preciso apenas joelho e cautela neste trecho íngreme.

Descemos até o mirante da Samuel onde tiramos diversas fotos. Em seguida baixamos para a mata que margeava o poção. Combinamos lanchar e descansar até 12:30 porque a descida pelo leito do Roncador até o casarão são cerca de 4 a 6 horas. Alex e Samuel aproveitaram para tomar banho. Samuel estava muito contente por visitar sua cachoeira xará.

Alex nadou no poção até chegar nesta pedra.

Começamos a descer o rio. O pula-pedra no leito do Roncador é muito cansativo.

Descendo o Roncador. Cachoeira sem nome que batizamos de cachoeira da Lucinha, já que Samuel já tinha a sua.

Quase não há trilhas nas margens. Por volta de 15:30 horas chegamos num ponto onde o rio afunila num cânion estreito e teríamos de subir para uma trilha que contorna este local. Após quase uma hora procurando, não achei o ponto onde começava a trilha. Resolvemos descer o cânion na marra. Conseguimos avançar bastante até que não havia mais como progredir sem nadar. Mas havia como subir até o topo do cânion. Fizemos isto e dali foi fácil continuar por cima.

Superado o obstáculo atravessamos o rio e decidimos acampar logo adiante, para não chegar na foz do Roncador no escuro. Faltava apenas uns quarenta minutos a uma hora até o casarão mas avaliamos que não valeria a pena dormir lá. Haviam praias de rio bonitas neste ponto, bom para tomar banho. Como não tinha sinal algum de chuva, Samuel, Lucinha, Alex e Igor montaram as barracas num areal a beira do rio. Eu fiquei com minha tarp um pouco mais acima, em outro areal.

Preparamos pela primeira vez uma janta coletiva. Fizemos espaguete com bacon, linguiça e ponta-de-agulha fritos na manteiga de garrafa. A farofa de soja feita pela mãe do Alex estava deliciosa. E toda esta comida saiu da mochila dele. O nomeamos sherpa oficial da expedição. Foi a melhor refeição da trilha. Se antes criticávamos o peso excessivo da sua mochila, agora elogiávamos. Eu fiquei impressionado com o preparo físico dele. Não é qualquer um que sobe e desce estas serras com 25 quilos nas costas.

Me dirigi ao meu toldo para preparar o saco de bivaque e o mosquiteiro para a noite. Para minha surpresa descobri uma fila de saúvas carregando folhas, percorrendo o areal debaixo do toldo, quase no lugar do isolante. Já ouvi um amigo de trilha relatar uma noite terrível em que ele foi acordado de madrugada por picadas de saúvas que cortaram e entraram na tenda porque ele armou a barraca bem em cima da trilha que elas usavam.

Puxei o isolante um pouco para o lado e coloquei o mosquiteiro. Deixei o caminho livre para estas incansáveis e ferozes trabalhadoras. O mosquiteiro é ideal para mosquitos e não para formigas (se não chamava-se "formigueiro"), pois elas podem passar por baixo do tecido. O Alex se prontificou em me ceder um lugar na tenda dele caso o negócio ficasse ruim durante a noite.

Mas dormi muito bem. Elas aparentemente não incomodam se não são incomodadas. Engraçado como até o momento tive menos problemas com bichos usando a tarp do que alguns amigos que apenas usam tenda.

Domingo

Quis acordar mais tarde porém os companheiros de trilha despertaram cedo. Tomamos o café e como demorei mais para ficar pronto, Alex e Samuel caíram no rio para um banho matinal. Maravilhosa maneira de começar o dia.

Partimos com Alex conduzindo e no primeiro ponto viável atravessamos o Roncador para sua margem direita verdadeira. Pouco adiante descobrimos uma toca de garimpeiro na outra margem. O pessoal foi explorar. Eu fiquei aguardando.

Visitamos outras ruínas de casas de pedra. Esta foi uma área forte de garimpo de diamantes.

Continuamos a descida. com cerca de uma hora chegamos num ponto onde canos captavam água e onde começa a trilha fácil que desce até o casarão. Vimos as primeiras pessoas após nossa partida há 4 dias atrás: um condutor e sua cliente. Detesto esta terminologia "condutor" (como este pessoal se autodenomina). Condutor é para gado e não para gente. É a antítese da aventura.

Chegamos bem no casarão. O almoço sairia a partir de meio dia. Como eram 10 horas decidimos tomar primeiro um banho na foz do Roncador.

Igor na jacuzzi.

Banho revigorante. Trocamos as roupas, arrumamos as mochilas no carro e caímos matando na comida, servida nas panelas sobre um fogão a lenha. Você come o quanto puder, preço fixo. Imaginem o prejuízo que demos. Carne, peixe, abóbora, feijoada, farofa, farofa de banana, palma, salada.

Samuel pesou novamente as mochilas antes de colocarmos no rack. A minha ficou com 6,5 kg após consumir comida e álcool. A mochila do Alex ficou com 20 kg.

Após o almoço e acerto de contas fomos para Andaraí onde finalmente comemos o sorvete da sorveteria Apolo, em sabores exóticos como gengibre e mangaba. Igor, o mais comedido, comeu 8 bolas de sorvete.

Voltamos para Feira de Santana e Salvador felizes, já pensando na futura trilha, desta vez com os filhos (acampamento Kids). Esta trilha era pesada para eles.

Samuel, Lucinha, Igor e Alex são muito bons de trekking e divertidos. Faz tempo que não dava tanta risada na trilha. Que venha a próxima!

Peter Tofte
Peter Tofte

Published on 04/29/2019 09:46

Performed from 04/18/2019 to 04/21/2019

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4 Comments
Ernani 04/30/2019 13:53

Mais um relato fantástico! Nunca desci a fenda do Samuel... já subi; Descer deve ser bem pior! Já pedalei com Igor e ele é mesmo muito divertido. O apelido de Alex vai ser "o Sherpa baiano". Samuel e Lucinha estão entre as melhores pessoas desse planeta e por fim... você é nossa referência Mestre Peter Tofte! Parabéns por mais essa aventura!

Peter Tofte 05/02/2019 09:06

Valeu Ernani! Tive companhias maravilhosas! O Bushcraft BA é que permite reunir pessoas assim, boas de trilha e com alto astral.

Alex Machalcan 05/06/2019 16:29

Realmente, Ernani, relato fantástico. Gratidão por terem permitido que pudesse fazer a Trip com vocês. Foi sensacional! O Grupo se entrosou muito bem e todo o trajeto foi feito com segurança e tranquilidade. Fiquei impressionado pela experiência de Peter e pela sabedoria em nos guiar sem fazer uso do GPS. Que venham as próximas! By Sherpa baiano. =D

Peter Tofte 05/07/2019 08:09

Valeu Alex. Mas teve um trecho que desconhecia, após a toca, onde precisei recorrer ao Wikiloc, porque estava muito confuso, com canaletas do garimpo que pareciam trilhas. Você está contratado para ser o porteador do Bushcraft Bahia!

Peter Tofte

Peter Tofte

Salvador, Bahia

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Carioca, baiano de criação, gosto de atividades ao ar livre, montanhismo e mergulho. A Chapada Diamantina, a Patagônia e o mar da Bahia são os meus destinos mais frequentes.

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