AventureBoxExplorar
Cadastre-se

Circuito Huayhuash - Peru

Circuito completo pela Cordilheira Huayhuash, com ascensão ao nevado Diablo Mudo. Foram 120kms de caminhada em 10 dias.

Huayhuash - Agosto/2016

Já era um antigo desejo levar a minha esposa Letícia para conhecer um dos lugares mais bonitos onde eu havia pisado: a Cordilheira Huayhuash. Depois de "empurrar" a viagem por algum tempo, acabamos batendo o martelo em outubro de 2015, quando compramos as passagens aéreas e fizemos o primeiro contato com a agência do Scheler em Huaraz.
Convidamos alguns amigos e o grupo chegou a ter quase 10 pessoas no começo, mas conforme a data da viagem se aproximava, diversos problemas foram "minando" as possibilidades de algumas pessoas participarem. Em meados de julho, sofremos a última baixa, por problemas de saúde. O nosso grupo então ficou fechado em 5 pessoas: eu, Letícia, o Jeff Almeida de Mogi das Cruzes e um casal de amigos de BH, Natália e Giovani, que haviam participado conosco do trekking ao Monte Roraima, no final de 2014.
No dia 06 de agosto embarcamos cedo para Lima, encontramos com o Jeff no aeroporto e com a Natália e o Giovani no terminal da Movil Tours. Depois de uma pequena espera, seguimos via ônibus para Huaraz, aonde chegamos por volta das 21h. Havíamos programado três caminhadas de aclimatação, sendo que uma delas estava inclusa no pacote contratado para o circuito Huayhuash. Para as outras duas, faríamos de forma auto-guiada, contratando apenas o serviço de translado.
As caminhadas de aclimatação já foram relatadas aqui no AventureBox, nos links abaixo:

https://aventurebox.com/fliess/laguna-rajucolta-huaraz/report
https://aventurebox.com/fliess/laguna-churup-huaraz/report
https://aventurebox.com/fliess/laguna-69-huaraz/report

1o dia:

No dia 10 de agosto, saímos cedo do conforto da cama do hotel, acordando de madrugada para terminar de arrumar a mochila.  As 5h em ponto, a van com o nosso guia Vladimir (irmão mais novo do Scheler) e o cozinheiro Hilário chegou ao Hotel Churup para nos buscar. Após uma rápida parada no escritório do Scheler para carregar suprimentos para a trilha, pegamos estrada. A estrada é asfaltada até a cidade de Chiquián, onde paramos para um "requintado" café da manhã (café e pão com ovo). A partir desse ponto, o asfalto dá lugar a uma estrada poeirenta, contornando alguns abismos.
Uma curiosidade sobre Huayhuash é que cada comunidade campesina, com o nobre intuito de conservar o lugar, cobra uma taxa ou pedágio de cada pessoa. Por mais inóspito que seja a localidade, acredite: alguém vai aparecer para cobrar! E antes mesmo de começarmos a caminhada, tivemos que pagar dois pedágios para entrar em Llamac e Pocpa, dois pequenos vilarejos da região.
Por volta das 10h45, finalmente chegamos a Cuartelhuain (4165m), debaixo de sol forte. O nosso guia nos apresentou aos arrieiros Beto e Elmer, que já esperavam pela gente. Apresentações feitas, eles imediatamente começaram a pegar as mochilas, embalar e carregar as mulas. Do nosso lado, começamos também a preparar a mochila para começar a caminhada e caprichar no protetor solar. 

Aqui cabe uma nota! O pacote que contratamos junto ao Scheler previa a subida do Nevado Rajucollota, mais conhecido como Diablo Mudo. Porém, as condições da montanha haviam mudado bastante desde 2009 (quando eu havia subido essa mesma montanha). Nessa ocasião, embora tenha sido uma longa caminhada, a montanha não oferecia grandes dificuldades técnicas. Mas agora havíamos sido alertados pelo Scheler que existia uma greta, que nos obrigaria a fazer um rapel negativo. A Natália tem problemas com altura e por isso, acabamos optando por um caminho alternativo. E isso alterou bastante a logística do nosso trekking: ao invés de sair tarde de Huaraz, pernoitar no acampamento de Cuartelhuain e só começar a caminhar no segundo dia, tivemos que madrugar para começar a caminhar no mesmo dia. E como a aproximação até a outra face do Diablo Mudo seria mais demorada, também não teríamos nenhum dia de descanso durante o trekking. Ou seja, seriam 10 dias ininterruptos de trilha. 

Mochilas prontas e fotos "protocolares" feitas, começamos a caminhar por volta das 11h15. Imediatamente vieram à mente algumas lembranças de 2009. Recordava que esse primeiro "passo" (talvez justamente por ser o primeiro) era bastante complicado, com muitos ziguezagues e um trecho final bem cansativo. Fui "fechando" a trilha, acompanhando a Letícia e aproveitando para fotografar bastante.
Depois do primeiro subidão, existe um pequeno trecho quase plano. Ali avistamos as primeiras viscachas (uma espécie de chinchila marombada) do caminho. E logo depois voltamos a subir, devagar e sempre, vendo o paredão do primeiro passo cada vez mais próximo. Por volta das 14h, finalmente chegamos ao Paso Cacananpunta (4680m), onde aproveitamos para descansar um pouco e fazer um lanche. Pouco depois chegou um casal de gringos, bem lentos, mas fazendo a trilha de forma autossuficiente.


Alimentados, retomamos a caminhada descendo por um forte ziguezague. A descida de quase 400m verticais termina ao lado de uma cruz, colocada ali em homenagem ao alpinista polonês Radoslaw Koscinski, que morreu na região em 1998 explorando as nascentes do Rio Amazonas/Marañon. É mole?
Seguimos por um longo trecho plano até chegarmos numa "esquina" onde existe uma placa ressaltando as belezas do lugar. De fato, a entrada desse vale é coisa de cinema. Dessa placa até o acampamento Mitucocha (4250m) levamos cerca de 35 minutos caminhando, mas se tivéssemos que caminhar mais tempo acho que não nos incomodaríamos de tão bonito que é o lugar.


As 16h chegamos ao acampamento, onde toda a estrutura já estava montada. Escolhemos nossa barraca, trocamos de roupa e já arrumamos tudo para passar a noite (isolante, saco de dormir, liner, etc). Enquanto não nos chamavam para a "cena", aproveitamos para tirar muitas fotos da tarde caindo sobre as montanhas. Fomos chamados para a barraca refeitório e nos serviram sopa de entrada e peixe como prato principal. De sobremesa, mamão. Ainda ficamos um pouco conversando com o Vladimir sobre o dia seguinte e por volta das 20h já estávamos no conforto de nossas barracas.
Nesse dia caminhamos aproximadamente 9km. 

2o dia:

Acordamos antes das 6h e fomos ao banheiro. Quando voltamos para o acampamento, começou a chover. Como de praxe, as 6h30 o Hilário nos trouxe um té madrugador e uma tigela com água morna, para lavar as mãos e o rosto. Daqui até a última manhã no circuito, a rotina seria essa: deixar sua mochila arrumada e pronta do lado de fora da barraca, para que os arrieiros preparem tudo enquanto você toma café da manhã. A barraca refeitório é a última a ser desmontada. E é impressionante a rapidez com que fazem tudo isso!
Enquanto estávamos no café, a chuva não parou. Como não podíamos ficar parados, as 7h40 saímos para caminhar com chuva e bastante neve. A subida até o passo Punta Carhuac (4620m) é menos exigente que a do dia anterior, sendo possível manter uma passada constante. Ainda assim, parei algumas vezes para fotografar e filmar com o celular nossa caminhada debaixo da nevasca.
Exatas 2h depois de sairmos do acampamento, chegamos ao ponto mais alto do dia. Como não tínhamos visual algum, nem paramos. Começamos a descer e em poucos minutos, escapei de uns três tombos, por conta do acúmulo de neve e barro na sola da minha bota. Precisava parar a todo instante e bater com a sola nas pedras para conseguir descer com mais tranquilidade. Conforme descíamos, a chuva foi diminuindo até parar por completo, pouco antes de chegarmos a um bonito "mirador", já as margens da laguna. Paramos para tirar os anoraks e comer alguma coisa. Infelizmente, as montanhas estavam completamente encobertas pelas nuvens.


Depois dessa pausa seguimos até o nosso acampamento na Laguna Carhuacocha (4280m), aonde chegamos as 11h45. Arrumamos tudo nas barracas e fui até um riacho tomar um "banho". Pouco depois, fomos chamados para uma sopa e beber um chá. A chuva ainda tentou emplacar novamente, mas para nossa sorte, durou pouco tempo. O sol apareceu devagar, e conforme a tarde avançava, as montanhas iam ficando cada vez mais limpas. No final do dia, todos os nevados apareceram: Jirishanca Chico, Jirishanca, Yerupajá Chico, Yerupajá (a segunda maior montanha do Peru, com 6634m) e Siulá.
Fomos para a barraca refeitório as 18h30 e jantamos sopa, frango e pêssego de sobremesa! Como de praxe, conversamos com o guia para ter os detalhes sobre a caminhada do dia seguinte: que horas acordar, que horas seria o café, quando começaríamos a caminhar, qual seria o paso, etc. Depois desse papo nos recolhemos, pois o dia seguinte seria bem puxado.
Nesse dia caminhamos aproximadamente 11km. 

3o dia:

Acordamos bem cedo, pois seria um dia puxado! Antes das 6h já estávamos com tudo pronto e as mochilas preparadas. Tomamos nosso café da manhã (eu não consegui comer o mingau de aveia, e comi apenas um pão com ovo e duas tangerinas) e saímos para a trilha exatamente as 7h da matina. O tempo ainda estava encoberto...
Logo depois do acampamento, cruzamos uma ponte para passarmos para a outra margem da laguna. Ali, tivemos que pagar mais um pedágio. Cumprida a burocracia, seguimos contornando a laguna até começarmos a subir suavemente. Terminada essa primeira subida do dia, chegamos em uma área mais plana, onde houve um grande deslizamento de pedras, que acabou por represar o rio e formar mais uma laguna. Seguimos pela margem direita dessa laguna, passando por grandes blocos de pedra até pararmos para descansar, próximos de uma ponte. Ali, com acesso através de uma rápida mais puxada trilha, existe um bonito mirador de frente para uma das lagunas esverdeadas e para o gigante Siula! Subimos, tiramos algumas fotos e voltamos rapidamente até a ponte.


Fizemos um rápido descanso, preparamos um SportDrink para ajudar na hidratação e colocamos as mochilas nas costas novamente. Cruzamos a ponte e aos poucos, começamos a primeira parte da subida até o paso "do dia". A trilha aos poucos vai ficando mais estreita e bastante íngreme e por conta disso paramos bastante para recobrar o fôlego. O prêmio dessa subida é chegar ao mirador das três lagunas (Siulacocha, Quesillococha e Garangacocha), talvez o cartão postal de Huayhuash e certamente o ponto mais fotografado de todo o circuito. Paramos para descansar, lanchar, tirar fotos (óbvio) e curtir o lugar.
Depois desse descanso, seguimos em frente para a subida "de verdade" do dia até o Paso Siula (4820m). Após contornarmos um riacho e cruzarmos um vale mais plano, começamos a subida final, com muitas pedras soltas. Os bastões aqui ajudam bastante, pelo menos para mim. Depois de muito ziguezague, as 12h45 finalmente chegamos ao paso. Pelas características desse paso, as mulas e o cavalo seguem por uma rota diferente e o cozinheiro fez todo esse trecho conosco. E para a nossa surpresa, ele sacou da mochila o nosso almoço: salada de legumes e atum.


Depois de mais algumas fotos, começamos a longa descida até o acampamento. A trilha parecia não ter fim. No trecho final, após contornarmos a Laguna Carnicero, o Vladimir acabou ficando um pouco para trás para aguardar a Natália e o Giovani, enquanto o restante tocou em frente.
Chegamos ao acampamento Huayhuash (4360m) as 15h50, ou seja, praticamente 9h de caminhada. Arrumamos tudo nas barracas e descansamos um bocado até nos chamarem para jantar. Foi servido um caldo com favas e depois uma carne com batatas, cebola e tomate.  De sobremesa, serviram um creme de chicha morada que eu passei longe! Aproveitei para tomar bastante chá e forçar a hidratação. Voltamos para as nossas barracas debaixo de um pouco de neve! Novamente, fomos dormir por volta das 20h.
Nesse dia caminhamos aproximadamente 16km. 

Nota (cômica) do dia: a cara do Jeff ao voltar do "banheiro" do acampamento!

4o dia:

Durante a noite, minha respiração estava horrível. Com o nariz congestionado, estava sofrendo para dormir. Por volta das 3h da matina, fiz uma tentativa de desobstruir o nariz com soro, mas como não tive sucesso, resolvi sair da barraca para (tentar) respirar um pouco de ar puro/gelado, assoar o nariz e ir ao banheiro. Para a minha surpresa, o acampamento estava completamente branco. Devia ter pelo menos uns 10cm de neve.
Voltei para a barraca, mas infelizmente não consegui mais dormir.  Pouco antes das 6h fui ao banheiro (e entendi a cara do Jeff). Tenso!!!!!


Retornei à barraca e fiquei descansando mais um pouco até a Letícia animar a acordar. Arrumamos nossas coisas e antes das 7h já estávamos prontos, com as mochilas empilhadas na única pedra sem neve. As 7h30 estava na barraca refeitório tomando chá e tentando comer alguma coisa (pão com ovo e mortadela - delícia)...
Deixamos o acampamento por volta das 8h com muito frio por causa da neve. A Letícia reclamou de cansaço, diarreia e um pouco de febre, assim como o Giovani. Ainda no começo do dia, o Giovani acabou vomitando muito, mas mesmo fraco, seguiu em frente.
Embora seja um paso mais tranquilo, levamos cerca de 3h30 para chegar ao Paso Portachuelo (4778m). Do ponto mais alto até o acampamento, foi um trecho bastante sofrido pelo fato da Letícia não estar se sentindo bem! Mas não pude deixar de reparar nas mudanças da trilha em comparação com a minha visita de 2009. A grande laguna Viconga, represa construída para geração de energia, estava com níveis muito baixos. E justamente por isso, a trilha está passando bem perto das margens. Na minha lembrança, a passagem era bem acima de onde nós passamos. Independente do caminho, a laguna juntamente com o Nevado León Huacanan ao fundo formam uma paisagem muito bonita.
Depois de encararmos uma pequena, mas sofrida subida, passamos por um portão (sem ninguém para cobrar o pedágio) e começamos a descida em forte ziguezague. Ao chegarmos ao amplo vale podemos ver uma bonita cachoeira formada pelo rio que desce a partir da represa. Assim que começamos a caminhar pelo vale, duas crianças vieram ao nosso encontro pedindo "caramelos". De propósito ou não, nosso lanche de trilha sempre vinha com algumas balas, e nesse dia elas foram parar na mão de crianças sorridentes.


Seguimos mais alguns minutos e as 14h30, finalmente chegamos ao acampamento Viconga (4370m). Para quem faz o circuito Huayhuash tradicional sem o desvio para o Diablo Mudo é o acampamento mais alto de toda a trilha.
E assim que chegamos ao acampamento, Letícia "desmontou" dentro da barraca com febre. Estava tão cansada que eu tive que ajudá-la a tirar as botas. Depois fui direto tomar uma sopa quente e beber um chá de tomilho, que segundo o Hilário seria bom para o estômago. Mesmo não sentindo nada, resolvi beber um pouco também.
Pouco antes das 16h fomos até as piscinas termais para tomar um banho e relaxar! Apenas a Letícia preferiu ficar descansando. Nesse acampamento, existem duas piscinas com água naturalmente aquecida, uma menor onde é permitido o uso de sabonete e sabão, e outra bem maior apenas para se banhar. O tenso é sair da água quente e trocar de roupa no vento frio! Ao lado das piscinas, existe uma pequena venda, onde pude comprar Coca-Cola. Comprei duas garrafinhas pequenas, uma para levar para a Letícia e também uma garrafa de 1,5 litros para o nosso jantar.
Renovado pelo banho, descansei um pouco, mas não consegui sossegar. Aproveitei o final da tarde para tirar algumas fotos. E as 18h30, nos chamaram para a cena: uma sopa rala de entrada, legumes com arroz e para sobremesa, gelatina. Ficamos mais algum tempo na barraca falando sobre filmes e séries, e tomando chá! Fomos descansar antes das 20h.
Nesse dia caminhamos aproximadamente 14km. 

5o dia:

Acordei por volta das 3h para ir ao banheiro, e a madrugada estava muito gelada. Por outro lado, o céu estava incrível, coalhado de estrelas. Fiquei tentado em fazer algumas longas exposições, mas o frio me venceu e eu voltei para a barraca.
Acordamos as 5h30 para começar a arrumar as mochilas sem correria, pois a intenção era começar a caminhar bem cedo nesse dia! As 6h30 já estávamos tomando o nosso café da manhã, que foi bem espartano: uma sopa de quinoa que eu não comi, e pão com geleia. Mas tomei bastante chá, como de costume.
Saímos atrasados do acampamento as 7h30 e voltamos um trecho da trilha de ontem, até próximo da cachoeira. A partir desse ponto, a trilha segue para a esquerda, subindo por um vale bem gelado. Foi um dos poucos dias que eu comecei a caminhar com luvas, pois as mãos estavam congeladas. A primeira parte da subida rendeu bem e em menos de 1 hora finalmente saímos da sombra para um trecho mais aberto, e seria assim até o nosso acampamento. Nesse ponto, ainda fraca pelo dia anterior, a Letícia pediu para usar o cavalo de emergência, o "Colorado".
Nas minhas memórias, o trecho do acampamento até o paso era relativamente curto e rápido, mas a memória realmente prega peças. Além disso, em 2009 o nosso acampamento ficava muito acima de onde ficamos agora, e cortava um bom pedaço do caminho. E o GPS me mostrava que ainda faltavam muitos metros verticais até chegarmos a cota 5000. Com as meninas se revezando com o cavalo fomos subindo sem correria e depois de 3h10 de caminhada, finalmente chegamos ao Paso Cuyoc (5032m). Para quem faz a trilha tradicional, sem grandes variações, é o passo mais alto do circuito.


Tiramos as tradicionais (muitas) fotos no local e cerca de meia hora depois, começamos a descer por um caminho bastante íngreme e acidentado, bem pior que a subida! Depois desse trecho mais acidentado, paramos para almoçar. Hilário havia preparado um arroz com ovo e mortadela. Não sei se era a fome, mas achei delicioso.
Depois dessa pausa para o almoço, voltamos a caminhar descendo um pouco mais dentro de um bonito vale. O Scheler havia comentado conosco que podíamos fazer um "bate-e-volta" até o mirador San Antonio (5000m), ponto mais alto do passo de mesmo nome, mas já havia lido que embora o visual seja muito bonito e seja a porta de entrada para uma rota diferente em Huayhuash, a subida é terrível. Ninguém se animou a subir os 500m verticais até o paso e seguimos em frente rumo ao acampamento.
Eu e Letícia caminhávamos bem devagar, parando a todo o momento para fotografar o vale e as montanhas ao fundo. Aos poucos a descida foi ficando menos inclinada e logo depois já caminhávamos no plano, até o acampamento de Guanacpatay (4310m), onde chegamos as 14h30.


Depois de arrumarmos tudo dentro das barracas e lavar um pouco (bem pouco) o corpo no rio gelado, fomos lanchar pastéis de queijo e mortadela. Uma delícia! Descansamos um pouco e ficamos o restante da tarde tirando inúmeras fotos do vale até sermos chamados para o jantar em que serviram sopa de ervilha, frango assado com batata e salada de frutas de sobremesa. Sem sombra de dúvida, foi o melhor e mais bonito acampamento de todo o circuito (e com um banheiro dos mais decentes, diga-se de passagem).
Ainda ficamos conversando na barraca refeitório até umas 19h30 e depois cada qual foi para a sua barraca, tentar descansar e dormir um bom sono.
Nesse dia, caminhamos cerca de 13km. 

6o dia:

Acordamos bem cedo e a Letícia me disse que havia dormido muito mal. Mesmo com toda essa dificuldade, as 6h já estávamos arrumando nossas coisas. E as 7h estávamos na barraca refeitório para o nosso café da manhã: pão com doce de leite e panqueca de aveia. Estava tão bom que eu pedi para repetir.
Nosso dia seria atípico: teríamos um descenso muito forte e pela primeira e única vez, ficaríamos abaixo dos 4000m de altitude. As 7h45 saímos para caminhar! Cerca de 1 hora depois chegamos a um mirador para o vale que nos levaria até Huayllapa. Descansamos um pouco, reforçamos o protetor solar e voltamos a caminhar. Fiquei um pouco para trás, para tentar evitar a poeira que era levantada por quem estava na frente. Ao final dessa longa descida, passamos a caminhar às margens de um rio bem caudaloso. Próximo a uma bonita cachoeira, encontrei o restante do grupo e passamos a caminhar juntos novamente.


As 11h15 chegamos ao portão do vilarejo onde pagamos 40 soles por cabeça para entrar. Alguns metros a frente encontramos outro senhor que checou se estávamos com os tickets de pedágio. Nesse ponto temos uma bifurcação: seguindo em frente, começamos a descer até o vilarejo de Huayllapa e pegando a direita, começa a forte subida até o acampamento.
Nesse ponto, nosso grupo se dividiu: o guia Vladimir e o Hilário desceriam até Huayllapa para comprar mantimentos e alguns remédios, pois o Giovani ainda não estava 100%. Ele e Natália começaram a subir lentamente para o acampamento e a Letícia pegou uma carona com o Colorado. Eu e Jeff descemos com o guia até a entrada do vilarejo onde encontramos uma venda (a 3520m), e paramos para beber uma Coca Cola (eu) e uma Inka Kola (Jeff). Comprei mais algumas garrafas de coca, enchi a mochila e voltamos até a bifurcação, para tentar alcançar o pessoal.
Depois de uns 40 minutos de subida forte, alcançamos a Natália e o Giovani e deixei uma garrafa de Coca com eles. Um pouco mais acima, paramos próximo ao rio para almoçar um sanduíche de atum e suco de pêssego. Acho que foi uma das nossas refeições mais rápidas, pois os tábanos (uma mutuca vitaminada e pentelha) da região eram incansáveis. Eu e Jeff voltamos para a trilha, reencontramos o Vladimir que preferiu aguardar o casal para continuar a subida.
Subimos na frente, parando poucas vezes até encontrarmos com a Letícia, que estava parada, pois o cavalo simplesmente havia empacado! Demos uma Coca para ela e esperamos pela chegada do Hilário, que já estava bem próximo e conhecia as manhas do cavalo! E depois de praticamente 2 horas de subida com 720m de desnível, chegamos ao acampamento Huatiac (4240m). Comemorei o bom ritmo e a boa aclimatação.


Depois de arrumar os equipamentos na barraca, fomos lanchar debaixo de uma leve nevasca. Comemos pipoca e tomamos chá enquanto ficamos de papo. Tiramos muitas fotos do entardecer, mesmo com todo o frio que fazia. Por volta das 18h, Hilario nos chamou para o jantar que consistia em uma sopa de macarrão, carne com batatas e flan de caramelo para a sobremesa. Ficamos batendo papo até quase 20h e depois fomos descansar nas barracas.
Caminhamos aproximadamente 13km nesse dia. 

7o dia:

Acordamos as 5h45 para começar a arrumar as tralhas, pois nesse dia deveríamos sair o mais cedo possível, pois o nosso próximo acampamento é pequeno e o guia estava preocupado em conseguir bons lugares pra gente!
As 6h40 estávamos tomando o nosso café da manhã e saímos para caminhar as 7h05. A trilha até o passo só é mais puxada no seu primeiro trecho e depois a subida é bem mais tranquila. Estava absorto fotografando e só depois percebi que estava seguindo pelo caminho mais óbvio (e pela minha memória, o mesmo que percorri em 2009) enquanto o restante do grupo pegou uma variante a esquerda, usando um caminho mais acidentado, mas em teoria, mais direto. Um pouco depois, fiquei sabendo pelo Vladimir que o caminho que eu havia usado era uma estrada (?!?!?!).


As 9h30 cheguei ao paso Punta Tapush (4780m) e esperei pelo restante do pessoal enquanto saboreava galletas de limão. Também chegou um grupo com cerca de 10 espanhóis que não sabiam o que era falar baixo. Em poucos minutos, toda a turma se reuniu, fez um rápido lanche e começou a descida até o acampamento.
Durante a descida, bastante acidentada, fomos contornando a bonita laguna Susucocha, que rendeu bonitas fotos. A nossa direita, mais acima, estava o cume do Diablo Mudo. Tão logo a descida terminou, atravessamos um rio e chegamos na área de acampamento de Gashpapampa (4600m), onde eu havia ficado em 2009. Na ocasião, foi o nosso acampamento para ataque ao Diablo Mudo. Dessa vez, achei a área bem abandonada, sem vestígios de que tenha recebido alguma barraca nos últimos meses.
A partir desse ponto, para mim era tudo novidade. Seguimos descendo um pouco até entrarmos em um bonito vale repleto de quenuales. Ao final dessa descida, havia um pórtico indicando o início da quebrada. Atravessamos mais um pequeno rio e chegamos as 11h20 ao acampamento Angushcancha (4465m), debaixo de um sol forte e perturbados por tábanos infernais.
Depois de arrumar todo o equipamento na barraca, fui até o rio lavar um pouco o corpo e tentar amenizar o calor. Por volta das 12h30 nos chamaram até a barraca refeitório e serviram uma salada, da qual eu só comi o ovo e um pouco de batata! Ficamos um bom tempo conversando na barraca, longe do sol e depois fomos descansar nas barracas. 
A parte mais tensa desse acampamento é o banheiro, sem portas, que consistia em duas ou três folhas metálicas "presas" com arames. A preocupação em fazer as necessidades era dividida com a tarefa de manter as instalações em pé, em caso de vento forte.


Quando o sol e as moscas foram embora, aproveitamos o restante da tarde conversando, fotografando e curtindo o visual do lugar. No final do dia, uma enorme lua cheia apareceu por trás das montanhas. Fomos chamados para o jantar por volta das 19h, depois ficamos de papo e por volta das 20h30 voltamos para as barracas para tentar descansar.
Caminhamos cerca de 10km nesse dia. 

8o dia:

O guia já havia nos avisado que esse seria o dia mais curto do circuito e por isso pudemos acordar bem mais tarde! Por volta das 8h05, depois do café da manhã, começamos a nossa caminhada para o "paso do dia".
Nesse dia, a Letícia reclamou bastante do cansaço acumulado até então e chegou a pegar uma carona com o Colorado, para desistir logo em seguida. Depois de um trecho de subida mais sofrida, chegamos a um trecho plano onde fica a entrada do paso Punta Yaucha (4838m) que é usado por aqueles que não vão subir o Diablo Mudo, e intercepta mais abaixo a trilha que leva a laguna Jahuacocha. Chegamos nesse local depois de 1h40 de caminhada.
Ficamos um tempo na entrada do paso, descansando na sombra e fazendo um lanche. Refeitos da subida, seguimos em frente para logo subir mais um pouco. O trecho até o paso era bastante inclinado, com muitas pedras soltas e na maior parte do tempo, tínhamos que subir colocando os pés "de lado" para não escorregar.


As 11h30 finalmente chegamos ao paso Punta Escalón (5038m), o mais alto de todo o nosso circuito. Comemoramos bastante por estarmos todos bem e com energia suficiente para o restante do trekking. O visual do paso é incrível, e aproveitamos para tirar muitas fotos. No fundo do vale, pudemos ver o nosso próximo acampamento, o que é sempre um alento para seguir em frente.
Mais animados por termos vencido esse trecho difícil, começamos a descida até o vale, onde o terreno era mais plano. Parei diversas vezes para tirar fotos, pois a paisagem era incrível e rendia belas composições.
Depois de uma rápida descida e cruzar um riacho, finalmente chegamos ao acampamento Alto Huacrish (4870m), nosso acampamento mais alto. Rapidamente arrumamos nossos equipamentos nas barracas e ficamos descansando, aproveitando o sol. Encontramos com o Scheler que havia chegado naquela manhã ao acampamento levando os equipamentos que nós alugamos para a ascensão ao Diablo Mudo (basicamente crampons, capacete e piolets). Ele aproveitaria para ajudar a guiar o grupo de espanhóis até o cume da montanha.


Depois de um lanche no meio da tarde, aqueles que iriam subir o Diablo Mudo - eu, Jeff e Giovani - fomos experimentar os equipamentos e testar os crampons. E uma pequena plateia se reuniu para assistir a esses testes, com risadas escancaradas!
No final da tarde subimos um pequeno morro na frente do acampamento de onde podíamos ver e fotografar todo o vale. Ficamos um bom tempo conversando e contemplando o sol se pondo. Fui o último a descer, praticamente no escuro. Pouco depois, fomos chamados para o jantar onde o prato principal era conversar sobre a subida do Diablo Mudo rsrs. Combinamos todos os detalhes com o Vladimir e rapidamente voltamos para as barracas para arrumar as roupas e equipamentos para sairmos na madrugada.
Nesse dia caminhamos cerca de 7km. 

9o dia:

Como eu já suspeitava, não consegui dormir direito. Já estava vestido com a maior parte das roupas que eu usaria, bastando apenas colocar um casaco, a calça e as botas. Em poucos minutos eu estava também com a mochila pronta, me despedi da Letícia com um beijo e as 3h30 estava na barraca refeitório para um rápido café da manhã.
Saímos no horário previsto, ainda bem escuro. Podíamos ver a movimentação nas barracas dos nossos vizinhos espanhóis. O nosso ritmo de caminhada não nos deixava com frio. Em pouco tempo, chegamos à laguna Huacrish e a partir desse ponto, foi o sofrimento previsto: subida em moraina, com muita pedra solta, poeira e cascalho. Conforme ganhávamos altitude, a inclinação aumentava e a "qualidade" do terreno piorava. Eram dois passos para cima e um para baixo, escorregando.
Para tornar nossa tarefa ainda mais complicada, o Vladimir encaixou um ritmo bem forte e praticamente não parava. Eu e Jeff revezávamos na reclamação, mas era em vão. No máximo, ele esperava que nos reagrupássemos e imediatamente seguia em frente.
Por incrível que pareça, ultrapassamos a dupla que estava com o Scheler e chegamos na linha de neve pouco depois das 6h da matina. Calçamos os crampons e começarmos a subir a parede nevada, repleta de pequenos penitentes. Chegamos ao cume do Rajucollota (5372m) as 6h30, juntamente com o sol.


Fiquei impressionado como o cume estava diferente. Em 2009 o cume fazia jus ao nome quechua (algo como "montanha de cume arredondado"), mas agora estava completamente mudado e bem mais feio. Tiramos muitas fotos, o Jeff sacou da mochila uma Coca-Cola (a mesma ideia que o Vladimir teve) e depois de aproximadamente 30 minutos no cume, começamos a descida pelo mesmo caminho, fazendo "sandboard" com pedras. A diversão foram os tombos!
Antes das 9h já estávamos novamente no acampamento, agora completamente vazio. Fizemos uma parada para lanchar e tirar as roupas de frio, pois o dia começava a ficar bem quente. Depois desse rápido descanso, começamos a descer a Quebrada Huacrish em direção ao nosso último acampamento. Parei bastante para fotografar, pois a região é muito bonita.
Depois de cerca de 2h caminhando, avistamos a laguna Jahuacocha, em uma das mais bonitas paisagens de toda a trilha. O acesso para a laguna era através de uma trilha poeirenta, onde o bastão me salvou de um tombo certo. O coitado entortou e quase não conseguia fechá-lo depois.


Quando a descida terminou, caminhamos um pequeno trecho no vale, cruzamos uma ponte e finalmente chegamos as 11h30, no acampamento Incahuain ou Jahuacocha (4072m), onde as meninas nos esperavam com Coca Cola (é muito amor envolvido)!
Aproveitamos que uma senhorinha estava vendendo bebidas e compramos algumas Cuzqueñas. O Giovani amarrou todas as garrafas de cerveja e Cola, e colocou para gelar no rio. Troquei de roupa e descansei um pouco até a hora do almoço. Depois disso, descansei mais um pouco, mas não conseguia sossegar. Saí para caminhar e fotografar em volta da laguna, que era enorme. Acabei me arrependendo de não ter ido até a laguna Solterococha (4200m), localizada a 2,5km de distância do nosso acampamento.
No retorno, tirei um cochilo e dei uma geral no equipamento. Depois fotografamos o final da tarde e um lindo por do sol. Por volta das 18h30, fomos chamados para o jantar, em que tivemos truta pescada na laguna e Coca Cola, mas sem sobremesa! Depois de jantarmos, chamamos toda a equipe, agradecemos pela atenção que tiveram conosco e entregamos um envelope com a gorjeta a ser dividida entre eles. Ficamos mais um tempo conversando amenidades e voltamos para as nossas barracas, para nossa a última noite.


Nesse dia, incluindo a ascensão ao Diablo Mudo, caminhamos aproximadamente 13km. 

10o dia:

Acordamos cedo para o nosso último dia em Huayhuash. Por volta das 6h30 já estávamos arrumando nossas mochilas e as 7h encaramos nosso último café da manhã, que estava bem mais fraco que nos demais dias. As 7h30 colocamos as mochilas nas costas, nos despedimos do acampamento e começamos a caminhar.
Ainda no café, eu havia compartilhado com os amigos as minhas memórias desse trecho e alertei que a descida parecia infinita. O guia Vladimir também comentou conosco que havia um outro caminho (depois descobri que esse caminho levaria ao vilarejo de Pocpa e não a Llamac), mas optamos por fazer o caminho tradicional.


A primeira parte da caminhada foi dentro do vale com bastante sombra e frio, e o visual mais bonito era olhar para trás e ver a mudança da coloração nos nevados da Laguna Jahuacocha conforme o sol ia subindo. Depois de aproximadamente 1h20 de caminhada, fizemos uma parada para reforçar o protetor solar e tirar os casacos. Aqui também existe uma bifurcação e seguimos na direção que a placa para Llamac indicava. A partir desse ponto, começaram pequenas, mas cansativas subidas, contornando os morros em direção ao paso. Ainda fizemos uma rápida pausa para hidratação com um Sport Drink e retomamos a caminhada. Se por um lado eu sentia um pouco o cansaço acumulado de quase duas semanas caminhando, por outro estava feliz por todos terminarem o trekking tão bem e sem maiores incidentes. E isso me motivava a continuar subindo. Fotografar também ajudava nessa terapia! rs
Passamos por alguns bonitos bosques com quenuales e as 10h30 finalmente chegamos ao paso Pampa Llamac (4270m), o último do nosso trekking. Paramos para um lanche e algumas fotos, mas não nos demoramos, pois o tempo estava fechando. Começamos a descida e não demorou muito para todos concordarem que a descida era de fato infinita, com o agravante de alguns trechos com escadarias de pedra que judiavam o joelho. Talvez como um "mantra" para ajudar na descida, o Jeff comentava como seria "gostoso" subir por aquele caminho. Não sei se funcionou!


Depois de muitos ziguezagues, em uma das curvas conseguimos avistar o almejado vilarejo. Agora faltava pouco! Animados com a proximidade do final da caminhada, aceleramos o passo. Eu fiquei um pouco para trás, pois as pilhas do GPS zeraram cerca de 500m antes! Troquei rapidamente as pilhas e acelerei para encontrar com o restante da turma, a tempo de entrarmos juntos em Llamac (3230m). Cortamos a cidade até encontrarmos com a van que nos levaria de volta para Huaraz.
Antes de desligar o GPS, conferi os números: descemos mais de 1000m verticais desde o paso, caminhamos 15km nesse dia e chegamos a 120kms de trekking no total.
Cumprimentos, felicitações, agradecimentos ao nosso guia, ao Scheler, motorista, cozinheiro, arrieiros e quem mais passasse por ali no momento. Colocamos nossas mochilas dentro da van e, com a melhor sensação do mundo, deixamos Huayhuash. Um pouco de nós ficou por lá e um outro tanto daquele lugar incrível seguiu com a gente, em nossas memórias e corações!
Teve muito esforço, cansaço, falta de ar. Em contraponto teve muita camaradagem, risadas e lugares de encher os olhos! E voltando de lá pela segunda vez, posso afirmar com mais certeza que é uma trip maravilhosa e vale muito a pena conhecer.

Serviço:

Parte áerea: vôo RJ X Lima X RJ (sem escalas), via TACA (ou Avianca). Em outubro/2015 pagamos R$ 1580 com as taxas.
Parte terrestre: as passagens de ônibus Lima X Huaraz X Lima, pela empresa Movil Tours nos custaram s/160 por pessoa (compramos antecipadamente pelo site www.moviltours.com.pe). Optamos pela poltrona "semi cama", mas existem outras opções.
Hospedagem em Huaraz: ficamos no Churup Guest House (www.churup.com). As reservas foram feitas pelo Booking.com e a diária de um quarto de casal custou US$ 47.
Hospedagem em Lima: também pelo Booking.com reservamos um dia no Hostel Pucclana (hostalpucllana.com-lima.com/pt/). Reservamos um quarto triplo (apenas para banho e guardar as mochilas) por US$ 50.
Agência para o trekking: foi a minha terceira vez fazendo trekking em Huaraz, e mais uma vez contei com os serviços do Scheler (www.schelerhuayhuashtrek.com). O valor do pacote vai depender basicamente da quantidade de dias de trekking e do número de pessoas no grupo.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Publicado em 03/11/2016 21:03

Realizada de 10/08/2016 até 19/08/2016

2 Participantes

Letícia Fliess Jeff Almeida

Visualizações

4538

27
Edson Maia
Edson Maia 17/11/2016 07:07

Valeu Fábio! Essa trip entrou na lista de desejos para 2017... se eu conseguir ativar a missão, vou solicitar o teu auxílio sim. Abração brother!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 17/11/2016 09:47

#TamoJunto Edson!

Willian Fae
Willian Fae 27/12/2016 14:52

Quem ai é parceiro pra Junho/2017 já estamos em 4 pessoas.

Fabio Fliess
Fabio Fliess 28/12/2016 07:51

Show Willian... Vocês vão se amarrar! Não sei quando, mas eu volto uma terceira vez fácil... rsrsrs

Drefahllucas
Drefahllucas 28/12/2016 19:10

MUITO TOP, um dia vou fazer esse percurso

Fabio Fliess
Fabio Fliess 29/12/2016 07:49

Oi Drefahllucas, vale muito a pena! Vai adorar...

Carlos Lannes
Carlos Lannes 03/10/2017 18:38

Parabéns!! Um ótimo relato. Me guiei muiito por suas publicações. Mais uma vez Parabéns pelo excelente trabalho. Ļ

Fabio Fliess
Fabio Fliess 04/10/2017 21:30

Valeu meu amigo Carlos! Estamos sempre a postos para ajudar! E parabéns para você e seus amigos por completarem esse trekking incrível. Grande abraço.

Fabio Fliess

Fabio Fliess

Petrópolis - RJ

666
Rox
Mapa

1285 Contatos

Raphael Monteiro
Guiomar Vieira
Rudney Oliveira
Tiago Noronha
Jean França
Daniel Titto
Anderson Trekkinho
Paulo Moura

Mínimo Impacto
Manifesto

Rox

Renan Cavichi, Henrique Boney e mais 131 pessoas apoiam o manifesto.