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Bauzinho e Ana Chata | São Bento do Sapucaí

Trilha saindo do estacionamento do parque até o cume do Bauzinho e da Ana Chata, em São Bento do Sapucaí.

Hiking Mountaineering

Bauzinho e Ana Chata – 15/09/2019

No final de semana de 14-15 de setembro, nos programamos para ir à segunda edição do Mountain Festival em São Bento do Sapucaí. Seria uma oportunidade bacana de rever muitos amigos, conhecer outros, aproveitando para conhecer a cidade e suas montanhas mais icônicas.
Chegamos no sábado em São Bento e após uma rápida passagem na pousada, fomos direto para o local onde rolava o festival. Ficamos o dia todo por lá e revemos amigos como Jeff Almeida, Marcos Terra, Edinho Ramon (Sua Casa é o Mundo), os casais Elio e Carla (Expedição Andando por Aí) e Suelen Nishimuta e André Lima (com o filhote Theo), Samuel Oscar (Drone da Montanha), Thiago Araújo (aka Sereio), Kiko Araújo (Deuter/Proativa/Gear Tips), Waldecy Mathias (CERJ).
E tivemos a felicidade de conhecer pessoalmente muitos amigos até então virtuais como Bruna Fávaro, Carol Emboava (Giramérica), Rex Andarilho, Lucas Gobatti, Tiago Borges, Ana Lígia Fujiwara (Escalada INT), Antônio Calvo (Armazém Aventura), Bruno Negreiros (Clube Outdoor), entre outros que a memória me trai.
Tivemos a oportunidade de assistir palestras, trocar idéias e experiências, discutir projetos futuros e claro, beber uma cervejinha gelada. À noite, além dos shows, rolou uma mostra de filmes de montanha (curti demais o curta “A Trilha”, produzido pelo casal Edinho Ramon e Bia Carvalho, durante a jornada de quase 6 meses pela Pacific Crest Trail – PCT). O cansaço nos impediu de ficar para assistir o concurso de chef de fogareiro, onde nosso amigo Thiago Sereio tirou o segundo lugar.
No domingo acordamos cedo e fomos direto para o café. Já havíamos combinado com a proprietária da pousada que estaríamos no café as 7h, antes do horário “normal”. Depois de um café delicioso, pegamos nossas mochilas e encaramos os cerca de 25kms que separam o centro de São Bento até a portaria do parque. Antes das 8h já estávamos na estrada.
Deixando a cidade para trás logo começamos a subir pela sinuosa rodovia Prefeito Benedicto Gomes de Souza, que liga São Bento a Campos do Jordão. Em alguns trechos, a estrada é bem apertada, mas para nossa tranquilidade, o tráfego de veículos naquela manhã era bem reduzido.
Depois de andarmos cerca de 21kms, surge o acesso para o parque, a direita. Logo, a estrada deixa de ser pavimentada, mas em boas condições até para carros 4x2. Andamos por mais 4kms até chegar na portaria. Uma funcionária do parque nos explicou as regras, o funcionamento do estacionamento e nos cobrou a taxa de entrada, de R$ 10 por pessoa.
Via de regra, as pessoas precisam deixar os carros nos primeiros estacionamentos. Apenas pessoas idosas, com doenças crônicas (asma, etc) ou com deficiência física podem ir de carro até o último estacionamento.
Como não era esse o nosso caso, deixamos o carro no estacionamento, pegamos as mochilas e pouco antes das 9h começamos a caminhar, pegando um atalho por trilha para interceptar a estrada mais acima. Pouco depois passamos pela entrada da rampa de vôo livre, e mantendo um ritmo tranquilo chegamos ao estacionamento do Bauzinho as 9h20.
As trilhas para o Bauzinho, Ana Chata e Face Norte da Pedra do Baú se iniciam ali. Como não teríamos tempo hábil para conhecer tudo, nos contentamos em fazer apenas as duas primeiras.
Fomos direto para o cume do Bauzinho, que fica bem pertinho. São menos de 250m de trilha, mas com um visual alucinante da Pedra do Baú. Fizemos apenas uma parada rápida para fotos e com o sol já castigando, voltamos até a bifurcação da trilha para a Ana Chata.
A trilha é consolidada e, embora tenha bastante sinalização, não oferece nenhuma dificuldade de navegação. O primeiro e maior trecho é todo feito na sombra, e vai alternando trechos de descida forte e subida moderada. Em alguns pontos mais delicados, existem cabos de aço para auxiliar a passagem. Mas nada demais!
Conforme vamos nos aproximando do cume, a subida começa a ficar mais inclinada até chegar no primeiro trecho de via ferrata. Uma escada presa as rochas, que nos leva diretamente para uma gruta que precisa ser transposta. Pessoas mais altas não vão conseguir passar com a mochila nas costas.
Saindo da gruta, ainda temos mais duas escadas e um lance em pedra com proteção de ferro, bem próximo de um precipício. Melhor nem olhar para o lado!
Vencidos esses trechos, basta seguir para a direita se espremendo entre duas grandes rochas. As 10h30 chegamos ao cume da Ana Chata. Já havia um outro grupo por lá, ocupando o único ponto sombreado do cume. Comemos e bebemos algo, tiramos várias fotos da face oposta da Pedra do Baú, curtimos um pouco o local e as 11h já estávamos com as mochilas nas costas para iniciar o retorno. O sol estava bem forte e não havia uma nuvem no céu.
Perdemos um pouco de tempo com o tráfego nos trechos de via ferrata e na gruta. Havia mais pessoas subindo e o grupo que estava no cume resolveu descer também no mesmo horário. Mas, depois desses pontos, a trilha larga não causa congestionamentos.
O nosso retorno foi em ritmo tranquilo, sem maiores surpresas, e as 12h10 estávamos de volta no estacionamento. Fizemos uma parada para beber um isotônico numa sombra. O estacionamento estava bem cheio e tinha gente de todos os tipos (a maioria não trilheiros) subindo e descendo o Bauzinho.
Dali tocamos direto até o carro e voltamos para São Bento. Fizemos uma parada no Centro para almoçar e depois fomos até o Mountain Festival para nos despedirmos da galera. Mas naquele horário havia pouquíssimas pessoas e o clima já era de fim de festa.
Em resumo foi um final de semana muito legal: conhecemos mais uma cidade, estivemos em um evento legal com muitos amigos, com aquela “vibe” especial da montanha. E com mais uma trilha na conta.
Em breve voltaremos para fazer o circuito completo!

O parque
O Monumento Natural Estadual da Pedra do Baú foi criado pelo Decreto Estadual nº 56.613, em 28 de dezembro de 2010.
O monumento natural é uma unidade de conservação que tem como objetivo primordial a preservação de sítios naturais raros, singulares ou de grande beleza cênica. No caso da Pedra do Baú, o seu tombamento visa proteger a biodiversidade, os recursos hídricos e a paisagem local, bem como preservar o seu significado como marco cultural e histórico, sua relevância geológica, organizando a visitação turística e o uso esportivo da rocha, garantindo, assim, a segurança do ambiente natural e de seus usuários.

Funcionamento: diariamente, das 8h às 18h.
Endereço: Estrada do Paiol Grande/Campista, km 21.
Ingresso: R$ 10 por pessoa.

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 10/21/2019 13:26

Performed on 09/16/2019

1 Participant

Letícia Fliess

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1256

6
André Lima
André Lima 10/21/2019 15:06

Fliess, foi muito legal encontrar vocês (e mais um monte de amigos) no Mountain Festival... logo logo o Theo estará trilhando...rs Abraço!!!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 10/21/2019 18:36

Foi muito bacana encontrar vocês e ver como o Theo cresceu. Esse nasceu com DNA de aventureiro. Abração.

Bruno Negreiros
Bruno Negreiros 10/27/2019 20:32

Tirou onda demais, Fábio...no MF eu só bebi mesmo...hahahahahah

Fabio Fliess
Fabio Fliess 10/27/2019 20:46

Hahahahaha... Fale Bruno!!! Pô cara, tá valendo! A breja era bem boa! Hahaha

Jeff Almeida
Jeff Almeida 10/30/2019 16:21

Tão bom rever vocês! Pena que foi por pouquíssimo tempo. Aguardemos uma próxima trip

Fabio Fliess
Fabio Fliess 10/31/2019 13:48

Igualmente meu amigo. Muito bom te rever! Vamos providenciar uma trip para 2020! Abraços.

Fabio Fliess

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