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Pico do Itacolomi - Itambé do Mato Dentro

Trilha realizada no início de 2019, durante um rolê na região do Parque Nacional da Serra do Cipó.

Hiking Mountaineering Waterfall

Pico do Itacolomi - 02.011.2019

Esse é o quinto relato sobre aventuras que fizemos no entorno do Parque Nacional da Serra do Cipó, entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Os outros relatos já publicados aqui no AventureBox, estão no final do texto.

“Pelas Posses, pelo Palmital, Itacolomi do Itambé
pelos Borges, Intancado está neste coração a dispersão.
...
Ê Cabeça de Boi, lugar mais bonito num teve num foi
Ê Cabeça de Boi, lugar mais bonito num teve num foi
...
E no meio da praça tem lá o Vicente
E a Marilene tem lá seus quartinho
De noite a viola é com seu Agostinho”

De Repente Cabeça de Boi – Músicas do Espinhaço

Fazia muito tempo que uma visita ao vilarejo de Cabeça de Boi (oficialmente, Santana do Rio Preto) estava nos meus planos. E nesse rolê pelo entorno do Cipó eu teria a “desculpa” perfeita.  Durante o planejamento dessa viagem, apresentei a ideia para o pessoal e eles toparam na hora.
Com relação as trilhas, já sabia da existência da travessia que sai de Alto Palácio (ou das Duas Pontes) até Cabeça de Boi, oficializada recentemente pelo Parque Nacional. Por questões de logística e pelo tempo que teríamos no vilarejo, resolvemos não fazer essa travessia.
Mas pelas leituras que fiz, vi que a travessia passa pelo complexo de cachoeiras do Intancado, e essas sim, estavam nos planos visitar (relato em breve).
Mas continuei pesquisando outras trilhas e acabei me deparando com um tracklog de uma travessia na Serra do Lobo, que fica entre Cabeça de Boi e a localidade de Mata Grande.  Essa trilha passa pelo cume dos picos do Itambé e do Itacolomi. Achei bem interessante e ficou a ideia de fazer um bate e volta até o Itacolomi, cujo acesso a partir de Cabeça de Boi seria mais fácil.

No primeiro dia de 2019, tomamos nosso café da manhã na pousada, terminamos de arrumar nossas tralhas, carregamos os carros e fizemos o checkout na pousada. Agradecemos ao Ederson pela acolhida e pegamos estrada.
O primeiro trecho é pegando a serra em direção a Conceição do Mato Dentro, por cerca de 30km até uma entradinha a direita, ainda asfaltada. É um trecho de descida bem sinuoso até Morro do Pilar, mas não tínhamos pressa. Cerca de 2kms antes de chegarmos na cidade, ainda paramos em um local conhecido como Lajeado, onde tiramos muitas fotos.

Voltando a estrada, passamos rapidamente pela cidade e logo pegamos a estrada de terra que faz a ligação até Itambé do Mato Dentro. Mesmo com as chuvas de final de ano, a estrada estava em boas condições, mas é bastante erma. Se me recordo bem, encontramos com um ou dois carros no máximo.
Chegamos a Itambé na hora do almoço e fomos assuntar sobre algum local aberto para almoçar no feriado. Nos indicaram o Camping e Restaurante Ouro Fino, que ficava bem pertinho. Comida legitimamente mineira no fogão a lenha. Recomendo!
Alimentados, pegamos novamente a estrada, mas pouco depois de iniciarmos o trecho de terra para Cabeça de Boi, pegamos um desvio a esquerda por cerca de 2km para conhecer a Cachoeira Vitória. Deixamos o carro no ponto mais alto possível e depois seguimos a pé por mais 1,2km. A cachoeira é linda demais, e guarda muita semelhança com o Tabuleiro. Tiramos algumas fotos e voltamos para o carro. Chegamos a pensar em parar também na Cachoeira do Lúcio, mas a quantidade de carros parada na estrada acendeu a luz de “roubada” e seguimos em frente.

Chegamos sem maiores sobressaltos em Cabeça de Boi, já que os 10km de estrada estão em boas condições, mesmo sendo de terra. Bem pertinho da igreja, encontramos a pousada Villa Ventura, um verdadeiro achado na cidade. Fizemos nosso check-in, nos instalamos nos quartos (com vistas incríveis da região) e fomos tomar uma cervejinha no bar do “Sô” Agostinho. A noite chegou e pela escassez de ofertas, acabamos jantando na pousada mesmo, entre uma jogatina e outra. Fomos descansar para encarar a trilha no dia seguinte.
No dia 02 acordamos cedo para terminar de arrumar a mochila. Quando estávamos tomando nosso café, a Alessandra avisou que iria ficar descansando, pois não havia passado bem a noite. Seríamos eu, Letícia e Gilmar.
Saímos da pousada, paramos em um pequeno restaurante que nos indicaram e reservamos nosso almoço para as 14h. Voltamos pouco mais de 4km na estrada de terra, até um ponto onde poderíamos deixar o carro sem problemas.
Começamos a caminhar as 9h40 e o dia prometia ser muito quente. O GPS marcava 810m de altitude. A trilha começa bem aberta, mas logo fica bem discreta até bordejar uma matinha (oferecendo o pouco de sombra que teríamos no dia). Pouco depois encontramos uma cerca de arame farpado novinha, mas conseguimos passarmos por baixo da cerca sem maiores problemas.
Pouco depois cruzamos um rio que tinha pouca água. Imagino que no inverno, esse rio seque completamente. Aos poucos vamos ganhando altitude e a trilha, embora ainda óbvia, vai ganhando um aspecto de bem suja. Indicativo de que pouca gente anda por ali. Era um olho no chão e outro no GPS. Com cerca de 50 minutos chegamos em um platô com vegetação arbustiva e solo arenoso. A partir desse ponto a subida ficaria mais forte.

Fomos subindo sem pressa, pois o sol castigava. A trilha já não era tão definida, mas o objetivo era cruzar uma outra cerca de arame farpado mais acima. Chegamos na cerca e a transpomos, sem dificuldades. Desse ponto até o cume faltavam pouco mais de 1km.
A trilha tem um pequeno trecho plano quando se aproxima de um “corte” no terreno. É preciso descer com cuidado, atravessar um pequeno “selado” e voltar a subir forte do outro lado. Nesse ponto, a direita, vi uma trilha descendo forte em direção a um descampado. Pelo que vi depois, trata-se de um “atalho” mais direto até o vilarejo.
Conforme vamos nos aproximando do cume, começam a aparecer Canelas de Ema gigantes. O caminho até o topo é por entre essas plantas enormes, com alguns lances de escalaminhada. As 12h25 chegamos ao cume do Itacolomi de Itambé, onde fizemos alguns vídeos e fotos. A nossa frente, estava o Pico do Itambé (nada a ver com o xará das proximidades de Diamantina). Para fugir do calor, descemos alguns metros e nos abrigamos entre a vegetação para fazer um lanche e beber alguma coisa.

As 12h50 iniciamos a descida. O calor já estava desumano e estava com pouca água. Já sonhava com aquele pequeno riacho no caminho. Fomos descendo num ritmo bom, mas sem correria. Em pouco mais de 1 hora chegamos no riacho e para a minha decepção, a mirrada fonte de água estava quente!!!!! Sorte que faltava pouco.
Vencemos rapidamente o trecho que faltava, chegando no carro as 14h15. Voltamos até o vilarejo para almoçar (a Alessandra já nos esperava no restaurante), beber aquela cerveja gelada e comemorar mais uma trilha.
Dada a beleza do lugar, terminamos a trilha já pensando em voltar em outra ocasião (leia-se inverno) para fazer toda a travessia da Serra dos Lobos. 

Trilha 1 (Lapinha da Serra): Cachoeira Bicame
Trilha 2 (Lapinha da Serra): Pico da Lapinha
Trilha 3 (Serra do Cipó): Cachoeira do Gavião
Trilha 4 (Serra do Cipó): Cachoeira Capão dos Palmitos

Fabio Fliess
Fabio Fliess

Published on 02/26/2020 11:34

Performed on 01/02/2019

1 Participant

Letícia Fliess

Views

566

4
Renan Cavichi
Renan Cavichi 02/27/2020 11:33

Caraca, que demais essa cachoeira brother! Região linda demais, tem muita coisa pra explorar heim?!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/01/2020 17:44

Fala brother... Cachoeira maneira demais. E praticamente não precisa andar. Essa região é incrível. Se você ficar uns 4 meses por lá, da pra fazer roteiro diferente todo dia, sem repetir. Demais!!!!

João do Carmo
João do Carmo 03/09/2020 17:26

Uau!

Fabio Fliess
Fabio Fliess 03/09/2020 18:10

Lugar maneiro João.

Fabio Fliess

Fabio Fliess

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