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Pedalando na América Austral #04

Pedalando na América Austral #04

Passei por um dos lugares mais acolhedores da viagem.

Bike Trip Camping

Esse post é continuação da série Pedalando na América Austral, clique aqui para ler o post anterior, deixo no final uma lista com todos os post de serie publicados até o momento.

Continuando

Saindo de Capão da Canoa-RS no dia 17 de outubro de 2015, logo nos primeiros quilômetros começou o vento contra, no caminho eu via os geradores eólicos o que aumentava meu desanimo em relação aos ventos da região, eu sou totalmente a favor a energia limpa, mas ficava pensando como seria bom se os geradores parassem de girar naquele instante, isso seria um alivio pra quem estava pedalando contra o vento, após muito sofrer em uma estrada esburacada, com vento contra e movimentada cheguei a Cidreira – RS, lá eu já tinha destino quase certo, antes de iniciar a viagem eu enviei um e-mail para a ASMC – Associação dos Servidores Municipais de Canoas, que possui um camping em Cidreira, o Sr. Firmo, presidente da associação, em informou por e-mail que o camping não era aberto para particulares, mas que poderia me receber se eu informasse o dia de minha chegada, por sorte eu cheguei em Cidreira no dia que informei no e-mail, confesso que procurei a associação com medo de não ser recebido, mas chegando lá fui muito bem recebido pelo Seu Braga e a Dona Rosangela que cuidam do local, não precisei montar minha barraca pois eles deixaram eu ficar em uma das cabanas do camping, logo no primeiro dia me convidaram para tomar uma sopa feita no fogão a lenha, após a sopa ficamos conversando e antes mesmo de sair da mesa, convidaram para tomar café da manhã com eles, fiquei tão à vontade que pedi para ficar um dia a mais pois precisava lavar minhas roupas, que já precisavam ser lavadas após duas semanas de viagem.

Seu Braga e Dona Rosangela

Na manhã seguinte e tomei café com o Seu Braga e a Dona Rosangela como combinado e aproveitei o dia de sol para lavar toda a roupa, e só fiz uma pausa quando chegou a hora do almoço, fui convidado por eles para ir à casa de um vizinho onde seria feito um churrasco, onde fui apresentado não só como um viajante, mas como um amigo de longa data e foi assim que eu me senti, o churrasco estava bom e o pessoal era muito receptivo, de volta ao camping eu terminei de lavar minhas roupas e comecei a escrever os textos para o blog enquanto esperava a roupa secar. No início da noite fiz mais uma refeição na companhia dos meus anfitriões, um café com pães, frios, bolos e doces, comi tanto que não precisei jantar nesse dia. No dia seguinte, comecei a arrumar minha bagagem antes de tomar café da manhã, logo o Seu Braga veio me chamar para o café, aproveitei para comer dois pães, um deles recheado com ovo frito pois seria um dia longo de pedal, na despedida tiramos várias fotos o Seu Braga com a vestimenta tradicional de gaúcho, fiquei muito feliz de ter passado por lá e ter a sorte de conhece-los, como disse em minha despedida eu estava procurando apenas um cantinho pra montar minha barraca e dormir e acabei encontrando muito mais que isso, foi um dos lugares mais acolhedores que passei, tive a impressão de estar visitando familiares muito queridos.

Segui pela estrada pensando em chegar em Palmares do Sul, mas nesse dia o vento estava colaborando e não foi difícil chegar em Palmares do Sul, logo pensei em pedalar mais um pouco e chegar na Lagoa do Bacopari, então segui para meu destino e o vento que estava em minhas costas começou a soprar de lado e muito forte, as rajadas de vento batendo nos alforges fez a bike desequilibrar em vários momentos e em alguns momentos críticos que tive que descer e empurrar a bicicleta por alguns quilômetros para não cair, chegando na entrada da lagoa peguei outra estradinha para chegar a vila, enfrentei 4km de estrada com calçamento de pedras irregulares e vento contra, cheguei na vila e mais uma vez tudo fechado por que está fora de temporada, fui até a lagoa o barulho do vento era ensurdecedor, por fim consegui encontrar um camping que mesmo fechado para reformas me recebeu, montei minha barraca em um lugar um pouco mais protegido do vento, e por segurança coloquei todos os espeques e esticadores para deixar a barraca bem firme, preparei meu jantar no fogareiro e fui dormir, acordei durante a noite por conta do vento que fazia barulho nas arvores e em um determinado momento começou a chover, foi a primeira chuva que peguei com essa barraca, resolvi acender a lanterna e ver se havia algum vazamento, bom não havia nenhum, voltei a dormir mais tranquilo sabendo que não iria me molhar dentro da barraca.

Lagoa do Bacopari

No dia seguinte, 20 de outubro de 2015, sai da Lagoa do Bacopari com uma forte ameaça de enfrentar um dia chuvoso, o céu estava todo coberto de nuvens escuras, antes mesmo de chegar no asfalto começou a chuva, coloquei a capa de chuva e continuei, ao chegar no asfalto, além da chuva peguei vento contra, pedalei alguns quilômetros e quando era +ou- 12:30 resolvi parar para almoçar, encontrei um restaurante na beira da estrada, o dono do restaurante falou que me viu no dia anterior quando pedi informação em um posto de gasolina, pedi um PF para almoçar, mas veio comida para duas pessoas, arroz, feijão, batata frita, bife, ovo e salada, acho que fiquei uma hora ali, nesse meio tempo a chuva parou e o vento mudou de lado, sai animado com o vento nas costas e uma estrada plana pela frente cheguei rápido em Mostardas, chegando na cidade via a placa de um camping, já sabia onde procurar, então resolvi ir até a entrada da cidade (alguns metros a frente) para tirar uma foto, nisso percebo que um Senhor caminhando em minha direção perguntando se eu estava procurando um camping, disse que sim ele falou que a placa do camping ali era dele e a entrada do camping estava logo a frente, entrei no camping que estava vazio e o dono deixou eu me acomodar no barracão da cozinha do camping, montei apenas a parte interna da barraca por causa dos mosquitos, após tomar um banho atravessei a estrada e fui em um mercado, comprei água, pão de forma e uma lata de cerveja Germania 55 bem grande...rs...afinal de contas eu merecia, deixei a cerveja gelando enquanto eu fazia o backup de fotos, após preparar meu jantar no fogão do camping, tomei a cerveja e me preparei para dormir, de madrugada ventou muito e como barracão era de madeira fez muito barulho e acordei diversas vezes.

Camping de Mostardas

Sai de Mostardas com duas preocupações a primeira era em chegar em São Jose do Norte e conseguir atravessar para Rio Grande, devido as cheias as notícias é que a travessia estava parada mas também tinha a notícias de que havia sido normalizada me deixando apreensivo, a outra preocupação é que eu não tinha certeza se encontraria hospedagem para aquela noite, Tavares é muito perto de Mostardas e é a última cidade antes de São José do Norte então não valeria a pena uma parada lá, a estrada é plana e com retas impossíveis de se ver o fim e nesse dia o vento estava contra, o que deixou o pedal de muito penoso, além disso não há nada na estrada, posto, restaurante, nenhuma vila, apenas fazendas e quase tudo deserto, por fim após pedalar quase 80 km cheguei em um vilarejo chamado Bojuru onde consegui uma pousada bem barata ao lado da rodoviária, a porta do quarto dava direto para a rua.

A caminho de Bojuru

Por enquanto é isso, não quero alongar muito o post para que a leitura não fique cansativa, vou seguir com as publicações dessa viagem nos próximos post.

Obrigado por ler até aqui e abaixo deixo o link dos posts relacionados já publicados.

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André Lima
André Lima

Published on 12/13/2019 08:39

Performed from 10/05/2015 to 03/31/2016

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André Lima

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Ciclista, viajante e pai do Theo :) Autor do antigo blog PedalandoBicicletas e sempre planejando a próxima aventura!!! Instagram @andr.slima

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